Mopho: alagoanos comemoram 25 anos de carreira com o lançamento do EP Que Fim Levou Meu Sorriso

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Fonte: Tedesco Comunicação & Mídia

De volta com a formação do ‘Volume 3’ e à peculiar habilidade em entregar canções com alta carga emotiva e melódicas, a lendária banda alagoana de música psicodélica, Mopho, chega ao quinto registro de estúdio, o EP ‘Que Fim Levou Meu Sorriso’, exatamente no ano em que completa 25 anos de carreira.

A Mopho é uma banda de músicos com influências plurais, que transitam entre o rock dos anos 60/70 com um pouco de hard e psicodelia, e especialmente a música brasileira de Mutantes a Zé Ramalho. ‘Que Fim Levou Meu Sorriso’ resgata o cancioneiro popular das influências radiofônicas, principalmente nordestinas, de artistas como Ednardo, Fagner, Belchior, mas tudo embalado a singular forma do Mopho de fazer música – a verve melancólica e camadas lisérgicas. Esta aura também é perceptível pelo canto mais enraizado do vocalista João Paulo. Confira o EP via Spotify:

O lançamento marca o retorno de Júnior Bocão (baixo, vocal) e Hélio Pisca (bateria), membros originais, que novamente se juntam a João Paulo (guitarra, vocal) e Dinho Zampier (teclado). A produção teve início no final de 2019, mas foi finalizada somente em 2020, quando a aguardada reunião foi sacramentada. O quarteto, reunido em estúdio – em breve nos palcos –, significa a essência do Mopho mais uma vez exaltada, uma formação que já brindou a música psicodélica com o disco autointitulado de 2000, hoje um clássico absoluto do gênero.

As quatro faixas de ‘Que Fim Levou Meu Sorriso’ são de autoria de João Paulo, composições cujas primeiras ideias e arranjos surgiram ainda na produção do quarto álbum, ‘Brejo’ (2017), e mais duas de Júnior Bocão, estas que fariam parte do segundo álbum do Mopho, ‘Sine Diabolo Nullus Deus’ (2004). Como revela o baixista sobre as suas composições, devido à ruptura da formação original, as faixas foram lançadas no álbum da banda Casa Flutuante, projeto de Bocão e Pisca, que finalmente ganharam arranjos do Mopho. A única participação do álbum é em “Mundo Sem Fim”, que tem vocais de Júlia Guimarães, filha do João Paulo, vocalista do projeto Ladybug. É, aliás, a primeira música com um feat na história do Mopho. ‘Que Fim Levou Meu Sorriso’ também sairá em CD, pelo selo Psico Br (@psicobroficial). A data será anunciada em breve.

Biografia
Formado em 1996, na cidade de Maceió, o Mopho adveio da saudosa Blues Band Água Mineral. O nome surgiu da necessidade de dialogar com o som que os garotos queriam levar a partir de então, influenciados pela sonoridade dos anos 60 e 70. E como brincaram na época, era uma “música mofada”. Em 1997, lançam sua primeira demo-tape, Uma ‘Leitura Mineral Incrível’, e em 1999, o CD demo, ‘Um Dia de Cada Vez’, conquistando com estes trabalhos um grande respaldo na cena independente, o que fez com que chegasse aos ouvidos do lendário Luiz Calanca, que abriu as portas de sua loja/selo, Baratos Afins, para que a banda lançasse seu primeiro álbum autointitulado, no ano 2000.

Trazendo uma roupagem psicodélica, além de uma sutil pegada pop, o disco conquistou o mercado independente brasileiro, ganhando ótimas críticas na imprensa, além de comentários empolgados de ídolos da banda, como Arnaldo Baptista e Rogério Duprat, e dividindo o palco em apresentações em shows e participações em programas de TV com grandes lendas do rock nacional, como Lanny Gordin e Luiz Carlini, tornando o grupo um dos responsáveis diretos pela nova ascensão do movimento psicodélico no rock brazuca. Com isso, uma extensa turnê foi programada, levando a banda a diversos pontos do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília, onde tocaram nos famosos festivais Porão do Rock e Abril Pro Rock.

Após mudanças na formação, a banda lança, em 2004, seu segundo disco, ‘Sine Diabolo Nullus Deus’, mantendo a verve que os tornou famosos, porém, com uma carga melancólica forte. Em 2011, sai ‘Volume 3’, contando com o retorno de integrantes da formação clássica e voltando com uma pegada mais pop. O disco foi bem recebido e levou a banda a um novo giro pelo país. Em 2013, reconhecendo o primeiro disco como um marco na psicodelia brasileira, o selo Média4Music lança-o pela primeira vez em vinil, numa tiragem limitada, esgotando-se rapidamente.

Em 2017, a banda chega ao seu aguardado quarto álbum, ‘Brejo’, um disco que, assim como o ‘Sine Diabolo Nullus Deus’, traz uma carga emocional forte e bastante pessoal para o compositor e líder João Paulo. Em 2019, com o retorno do baixista Junior Bocão e do baterista Hélio Pisca, a banda revive a formação que gravou o ‘Volume 3’.

Confira o EP nas principais plataformas digitais: https://orcd.co/erv85mk

Links relacionados:
https://www.instagram.com/mopho_oficial/

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