Megadeth – 31-10-2017 – São Paulo (Espaço das Américas)

Texto por Thiago Verpa – Fotos por Júlio Szoke – Edição por André Luiz

Um ano após sua última apresentação no Brasil, o Megadeth retornou ao país para mais uma série de shows da “Dystopia World Tour”, sendo essa a segunda vez contando com Kiko Loureiro (Angra) na banda. Com um público modesto, os presentes ansiavam por ouvir os grandes clássicos e músicas do disco mais recente da banda, ‘Dystopia’.

A abertura ficou por conta do Vimic, banda capitaneada pelo ex-baterista do Slipknot, Joey Jordison, e contando com Jed Simon (guitarra), Steve Marshall (guitarra), Kyle Konkiel (baixo), Matt Tarach (teclado) e com o muito bem-humorado Kalen Chase (vocal). Com um show honesto e certeiro, a banda agradou ao público, mesmo executando músicas pouco conhecidas pelos brasileiros como “My Fate”, “In Your Shadows” e “Fail Me (My Temple)”, a maioria integrando o debut album que ainda não foi lançado. Quero destacar a presença de palco e o bom-humor de Kalen, que agitou o show inteiro usando um terno, calça com suspensórios e sapatos, fazendo comentários sarcásticos e contando histórias engraçadas entre uma música e outra. No fim do show, Joey, muito aplaudido, foi para a frente do palco e agradeceu a cada um dos presentes. Recuperado de uma mielite transversa aguda que quase acabou com sua carreira, ele mostrou que ainda tem uma mão pesada e muito gás para queimar.

 

Às 22h05m, as luzes do Espaço das Américas se apagaram e o vídeo de introdução fez todos os presentes irem ao delírio. A banda iniciou o show com a bombástica “Hangar 18” demonstrando todo seu poder de fogo. Os fãs cantaram cada frase junto com Dave Mustaine (guitarra, vocal) e ainda acompanharam com a voz as notas executadas por Kiko Loureiro na guitarra.

A sequência matadora prosseguiu com a recente “The Threat Is Real”, seguida por “Wake Up Dead” e “In My Darkest Hour”, com o baterista Dirk Verbeuren conduzindo a banda de maneira frenética e Dave Ellefson encorpando o som com o baixo. Mustaine conversou pouco com o público. Parecia mais focado em mandar hit atrás de hit e colocar um sorriso no rosto dos fãs presentes.

Após clássicos como “A Tout Le Monde”, “She Wolf” e “Tornado Of Souls”, Mustaine fez uma pausa para falar sobre o Grammy que ganharam no início de 2017: “Essa é a música que nos deu esse prêmio, Dystopia”. Ela agradou os presentes e contou com a participação da mascote da banda, Vic Rattlehead.

Kiko Loureiro brilhou muito durante show. Extremamente técnico e com uma presença de palco nunca presenciada por mim em todos os shows do Angra que já assisti, ouso dizer que, depois do lendário Marty Friedman, Kiko é o melhor guitarrista que já passou pela banda. Além disso, dá um certo orgulho ver um brasileiro ocupando um posto tão importante em uma banda mundialmente renomada como o Megadeth.

Após “Symphony Of Destruction” e “Mechanix”, “Peace Sells” trouxe novamente Vic Rattlehead ao palco para interagir com o público e membros da banda. Encerrando com “Holy Wars”, o Megadeth cumpriu a missão da noite e realizou mais um show memorável para os fãs paulistas, curto, mas direto, empolgante e certeiro. Agradecimentos à Talento Comunicação pelo credenciamento de nossa equipe na cobertura do evento.

Set List Megadeth:
Intro (Prince Of Darkness)
Hangar 18
The Threat Is Real
Wake Up Dead
In My Darkest Hour
Trust
Take No Prisoners
Sweating Bullets
She-Wolf
Skin O’ My Teeth
A Tout Le Monde
Tornado Of Souls
Dystopia
Symphony Of Destruction
Mechanix
Peace Sells

Holy Wars… The Punishment Due

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