Adrian Belew Trio – 27-11-2016 – São Paulo (Carioca Club)

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Texto por Clayton Franco – Fotos por Edi Fortini – Edição por André Luiz

Foi em uma quente noite de domingo que São Paulo recebeu o único show brasileiro da perna Sul Americana da turnê realizada pelo Adrian Belew Trio. Com previsão de inicio do show para as 20h, no início da noite a porta do Carioca Club já se se encontrava com vários fãs de diferentes gerações para o show que viria a seguir. E quando falo “várias gerações”, quero dizer desde tiozões de cabelos compridos brancos e sua família, assim como muitos jovens que vieram a se interessar pelo rock progressivo presente tanto na carreira solo de Belew como nos discos que gravou com o King Crimson. Neste aspecto a noite foi gratificante, pois vimos que a criatividade de Adrian expressa pelo seu método pouco convencional e impressionista de tocar guitarra – na qual muitas vezes há sons que lembram barulhos de animais e máquinas no lugar de notas convencionais – atravessou a “prova do tempo”.

Com um atraso de 15 minutos na programação inicial, as cortinas do palco se abriram e Julie Slick se posicionou no canto esquerdo com seu baixo enquanto Tobias Ralph acomodou-se no lado direito escondido atrás de sua imensa bateria. A atração da noite, Sr. Belew, adentrou ao palco todo sorridente sobre aplausos do público, e iniciou o show com “The Momur” seguida por “Big Electric Cat”. Para quem acreditava que Adrian se apoiaria nos sucessos gravados ao lado do King Crimson, o início de show foi uma grata surpresa, sendo que suas músicas solos foram reconhecidas pelo público o qual demonstrava realmente acompanhar a carreira solo do músico.

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Com um palco extremamente singelo, sem panos de fundos e com um show de luzes simples para os padrões de shows de rock, Adrian Belew demonstrou que a noite seria mágica e apoiada apenas na força de suas canções, sem malabarismos tecnológicos tão presentes em shows atuais. Esta situação fez da proximidade do artista com o público algo extremamente íntimo, conectando fãs e banda em canções como “Men In Helicopters” e “The Lone Rhinoceros”.

Com “Dinosaur”, Belew iniciou a execução das músicas gravadas frente ao King Crimson, levando os presentes ao delírio, acompanhando a banda nas duas canções seguintes, também da mítica banda: “One Time” e “Three Of A Perfect Pair”. O trio de clássicos do Crimson fez esquentar toda a pista do Carioca e pôde-se ver muitos casais dançando juntos alegres curtindo o show. Com “B” e “Frame By Frame”, Adrian mesclou a carreira solo com período no KC – tônica do repertório escolhido –, encerrando a primeira parte do show com “Beat Box Guitar”, esticada pelo com diversas improvisações, destacando-se Belew tirando diferentes sons e notas irreconhecíveis de sua guitarra para delírio do público. Ao final, o frontman agradeceu a todos com um grande sorriso e pediu apenas 15 minutos para tomar uma água, dizendo que retornaria com mais canções.

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Após o rápido intervalo, Adrian e sua trupe retornaram ao palco e iniciaram a segunda parte do show com um dos grandes clássicos do King Crimson, “Heartbeat”, música esta que levou todos ao delírio. Sem tempo para deixar o público respirar, emendaram “Walking On Air”, outro grande sucesso do KC, retornando posteriormente à sua fase solo com “Ampersand” e “Young Lions”. Dentre as canções solistas, a que realmente contagiou a todos foi “Of Bow And Drum”, devido às improvisações entre o trio a qual demonstrou o entrosamento entre Belew-Slick-Ralph.

“Neurotica” anunciava que o fim do show estava próximo, sendo a ultima canção do Crimson da segunda parte do show, encerrando com “Futurevision”, a canção mais conhecida da carreira solo de Adrian Belew – nem preciso citar a profusão de sentimentos nostálgico proporcionada pela faixa, toda pista do Carioca Club acompanhou o agito vindo do palco, em perfeita sintonia com o trio. Adrian agradeceu a presença de todos e deixou o palco sob uma grande ovação de todos, mas engana-se quem pensa que o show havia acabado.

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Em questão de minutos o trio voltou ao palco com uma última cartada na manga, encerrando de forma definitiva o espetáculo, com a execução de “Indiscipline”. o maior sucesso do King Crimson. O público foi à loucura acompanhando toda a canção e demonstrando a mesma energia que tiveram durante toda a noite. Adrian agradeceu aos presentes, vindo junto à beira do palco com seus músicos de apoio e cumprimentando a todos que estavam no gargalo do palco. Fim do show, a casa foi sendo esvaziada aos poucos, sendo que boa parte dos presentes esboçava um grande sorriso de satisfação perante a noite que tiveram. Agradecimentos à Overload pela produção do evento e Costábile Jr. pelo credenciamento de nossa equipe no evento.

Set List Adrian Belew:
The Momur (Adrian Belew solo)
Big Electric Cat (Adrian Belew solo)
Men in Helicopters (Adrian Belew solo)
The Lone Rhinoceros (Adrian Belew solo)
Dinosaur (King Crimson cover)
One Time (King Crimson cover)
Three Of A Perfect Pair (King Crimson cover)
B (Adrian Belew solo)
Frame by Frame (King Crimson cover)
Beat Box Guitar (Adrian Belew solo)

Heartbeat (King Crimson cover)
Walking On Air (King Crimson cover)
Ampersand (Adrian Belew solo)
Young Lions (Adrian Belew solo)
Of Bow And Drum (Adrian Belew solo)
Neurotica (King Crimson cover)
Futurevision (Adrian Belew solo)

Indiscipline (King Crimson cover)

 

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