Whitesnake – 22-09-2016 – São Paulo (Citibank Hall)

whitesnake-sp-set-2016-por-kennedy-silva-viiiTexto por Clayton Franco – Fotos por Kennedy Silva (https://www.facebook.com/pg/kennedysilvaphotos/) – Edição por André Luiz

Praticamente 40 anos após deixar o Deep Purple e criar o Whitesnake, David Coverdale diz que diminuirá o ritmo de shows e tours em volta do globo. Com 65 anos completados na noite do show realizado em São Paulo na quinta-feira, dia 22, no Citibank Hall, Coverdale e sua trupe aterrissaram em São Paulo com a sua “Greatest Hits World Tour”, a qual como o próprio nome diz, trata-se de um fiel retrato do que o grupo lançou de melhor em toda a sua carreira. Sem um disco de inéditas lançado para ser divulgado (o último foi ‘The Purple Album’ com regravações do seu período no grupo de Blackmore), isso acabou abrindo espaço para a noite ser recheada de clássicos antigos.

Previsto para começar as 21h30m e com uma pontualidade britânica, o Whitesnake iniciou o espetáculo executando “Bad Boys”, seguida por “Slide It In” demonstrando que realmente a noite seria de clássicos antigos. Logo nessas duas canções já deu para perceber toda a empolgação do público presente que agitou desde o início do show. E se estamos falando de agito, a canção seguinte foi um dos pontos altos da noite: “Love Ain’t No Stranger” acompanhada em uníssono pelos presentes.

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Após a trinca inicial tivemos o primeiro momento de interação entre David e o público. Com um “Boa noite, tudo bem? Obrigado São Paulo” em um português carregado de sotaque, Coverdale amarrou no pedestal do microfone uma bandeira brasileira – jogada pelo público – como um lenço. Mas a noite era para música e não para conversa, logo tivemos “The Deeper The Love” e “Fool For Your Loving”. O grupo é conhecido por suas baladas e Coverdale é uma das maiores (se não a maior) referência do hard rock neste quesito. Sua voz é grave, mas com agudos precisos, com um jeito sujo e rasgado de cantar que acabou moldando o hard dos anos 80 e transformando o estilo no que conhecemos hoje. Tudo isso fica nítido nas duas baladas citadas as quais são referências não apenas do Whitesnake, mas dentro do estilo Hard Rock como um todo.

O show prosseguiu com um medley composto por “Ain’t No Love In The Heart Of The City” e “Judgement Day”, quando tivemos a primeira pausa da noite para o momento solo dos guitarristas. Todo o grupo deixou o palco; Reb Beach demonstrou seu felling nas guitarras – não à toa ele é o principal guitarrista do grupo e também do Winger –, mas o solo do Joel Hoekstra chamou mais a atenção por Joel ter dedilhado em um violão com extrema competência, inclusive ‘citando’ algumas levadas de música latina e passagens de música erudita.

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Os demais integrantes retornaram ao palco para “Slow An’ Easy” sobre aplausos dos presentes que acompanharam toda a canção. Tivemos um rápido solo de Michael Devin no baixo e a continuação do show com “Crying In The Rain”, canção escolhida para Tommy Aldridge mostrar a que veio. Embaixo de seu cabelo – uma espécie de ‘black power loiro’ –, o notável baterista agitou todo o público com sua batida forte nos bumbos. Detentor de uma rapidez impressionante, levou os presentes ao delírio quando literalmente desceu a mão nos tons e pratos da bateria. Sim, ele jogou as baquetas para a plateia e fez um solo com as mãos que contagiou todos os fãs.

E com a multidão a mil após o magnífico solo, a vibração continuou alta com o retorno do grupo executando “Is This Love”, uma das mais conhecidas baladas do Hard dos anos 80. “Give Me All Your Love” cativou a todos e foi seguida por “Here I Go Again”, acompanhada em uníssono pelos presentes. Sem deixarem o palco, a primeira parte do show se encerrou de forma magistral com “Still Of The Night” levando a baixo o Citibank Hall. No refrão o coro formado pelo público chegou a encobrir a voz de Coverdale, tamanha euforia causada.

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Sem pausas, Coverdale agradeceu a presença de todos e antes de anunciar a canção seguinte foi surpreendido pelo ‘parabéns’ cantado pelo público para a estrela da noite. Muito emocionado com o carinho recebido, encerrou o show com “Burn” – única canção tocada durante toda a noite de seu tempo à frente do Purple –, e o alvoroço gerado por ela só posso comparar com o que grandes bandas conseguem fazer em estádios. Um encerramento digno de uma noite em que a Cobra Branca passou a sua história a limpo revivendo 40 anos de clássicos frente a um público o qual foi transportado aos anos 80 por um breve momento. Deixo aqui meus agradecimentos finais a T4F por viabilizar este show em terras tupiniquins e ao Gustavo Martines Mayer pelo credenciamento de nosso portal.

Whitesnake é:
David Coverdale – vocal
Tommy Aldridge – bacteria
Reb Beach – guitarra e backing vocal
Joel Hoekstra – guitarra e backing vocal
Michael Devin – baixo e backing vocal
Michele Luppi – teclado e backing vocals

Set List Whitesnake:
Bad Boys
Slide It In
Love Ain’t No Stranger
The Deeper the Love
Fool For Your Loving
Ain’t No Love In The Heart Of The City / Judgement Day
Slow An’ Easy
Crying In The Rain
Is This Love
Give Me All Your Love
Here I Go Again
Still Of The Night
Burn

 

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