City And Colour – 29-04-2016 – Rio de Janeiro (Circo Voador)

cityandcolour-29abr-por allan barata (1)Texto por Allan Barata – Fotos por Allan Barata – Edição André Luiz

Uma pitada de folk, duas colheres de blues, três xícaras de rock. Misture tudo com letras repletas de sofrimento amoroso, aqueça a 230 graus Celsius e pronto: City and Colour.

O chef Dallas Green trouxe a banda de volta ao Brasil pelo segundo ano consecutivo para a tour do ultimo álbum, o ‘If I Should Go Before You’, e preparou um show excepcional para os cariocas presentes no Circo Voador – convenhamos que o mais recente trabalho da banda é magnífico, o que facilita o trabalho de Titio Dallas no palco. Uma ambientação dark, muita fumaça e iluminação precisa deram o tom para a apreciação da maravilha que é o show do City and Colour.

Com um público ávido para ouvir as clássicas mas que sabia cantar palavra por palavra das novas, o canadense – sem seu característico chapéu – decidiu começar com “Woman” e “Northern Blues” – esta última facilmente uma dos melhores do cd –, mas ouviu gritos e choros mesmo apenas quando “Hello, I’m In Delaware” surgiu no setlist. A tradicional música do álbum de estréia da banda, o ‘Sometimes’, foi pedida durante o show inteiro, mesmo depois de tocada. Este que vos fala queria mesmo era ouvir a seguinte: “Wasted Love”, o tipo de música que gruda na cabeça e não sai por semanas.

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A sequência das 13 músicas escolhidas na parte principal do espetáculo – repetir não é do feitio da banda – se deu por canções como “We Found Each Other In The Dark” e “As Much As I Ever Could”, até que os demais músicos se retiraram e deixaram Dallas solitário no palco, portando apenas seu violão. Antes da parte acústica, o músico conversou com a platéia: explicou que há certas músicas que ele não toca mais ao vivo por questões pessoais, por não estar na mesma vibe da época que as compôs. Brincou (ou não) sobre manter a quantidade de tweets negativos sobre o show no mínimo possível e seguiu com “Day Old Hate”, uma das mais pedidas – e que não havia sido tocada em São Paulo na noite anterior (embora tenha deixado “Comin’ Home” de fora) – e “Body In A Box”, até o retorno dos demais e o fechamento do show com “The Girl” e “Hope For Now”. os músicos deixaram o palco rapidamente, sem prolongar a despedida – o que rendeu comentários de antipatia.

Admito que apenas conhecia o City and Colour por nome. Ao saber que trabalharia no show, uma amada amiga insistiu para que conhecesse mais da banda – e o fiz. Mas nada comparado a presenciar a beleza única e a profundidade da alma de Dallas Green cara a cara. Agradecemos à assessoria do Circo Voador e ao Queremos! pelo credenciamento de nossa equipe neste evento sensacional – e que o City And Colour faça da visita ao Rio de Janeiro uma tradição.

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