Skillet – 18-10-2015 – Rio de Janeiro (Circo Voador)

Skillet - RJ - out-2015 - por Allan Barata_O6A9009_2web_wmTexto por Allan Barata – Fotos por Allan Barata – Edição por André Luiz

Fãs pulando e cantando junto, circle pit, expressividade no palco, Circo Voador. Deve ter sido uma baita apresentação de um subgênero violento do metal… Bem que poderia, se não tivesse sido o Skillet a banda a tocar na noite do último domingo.

Troque sua habitual vestimenta preta, as letras agressivas, os pedais duplos de bateria por um clima tão leve quanto intenso. Abra sua mente, livre-se de todos os estereótipos enraizados e concentre-se na música. A maioria dos headbangers viraria a cara para metal cristão – se de fato o fizessem, perderiam um show incrível.

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Foi justamente o que os americanos do Skillet trouxeram para o Rio de Janeiro. Se você esperava algo mais estático que o comum, se enganou. John e Korey Cooper trataram de incendiar a árvore da vi… Quer dizer, o público com uma força descomunal – movimentação, headbangs, clássicos da discografia. Jen Ledger tem sido responsável por cativar o coração dos panheads – com sua beleza, seus cabelos ruivos e seu domínio dos pratos, a baterista foi ovacionada quando chegou sua vez de cantar. Não pudemos ver a mesma energia vinda de Seth Morrison, guitarrista. Dos 6 (se formos contar com Chu e Olsen, integrantes de tour), era o que menos chamava atenção no palco.

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Abertura na penumbra ao som de violino e cello com “Whispers In The Dark”, instrumentais contagiantes em “It’s Not Me, It’s You” e “Sick Of It” e letras de adoração em “The Last Night” e “Forsaken” fizeram parte crucial da performance dos cristãos. Talvez a declaração de John ao dedicar “Hero” a Jesus Cristo tenha ofendido alguns que não compartilhem da mesma ideologia religiosa, mas hey, não se pode crucificar – trocadilho não intencional – o vocalista, afinal a maioria dos fãs concorda com a posição da banda.

De qualquer forma, ele compensou ao invocar rivalidades regionais e nacionais com São Paulo e Argentina, respectivamente, levando todos ao delírio. Recebeu bandeira do Brasil assinada, bonés e até um sutiã – atirados no palco ao longo da noite, além de cartazes e folhetos com “Rise” escrito. Tal música que, junto de “Monster”, fechou o setlist na melhor vibe possível. Poderiam muito bem ter sido encaixadas no bis, ao invés de “Circus For A Psycho” e “Rebirthing”.

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Uma nota pequena, mas que vale a pena ser mencionada, foi uma antecipação quanto aos horários. O ingresso dizia que os shows começariam às 20h e a abertura da casa as 18h, entretanto a banda Sagrra (abertura) já encerrava seu show por volta das 19h30m – muitos sequer os viram. A escolha de horário foi providencial, poucas produções se atentam ao dia, horário e segurança na volta pra casa.

Deixando isso de lado, a noite não foi manchada de forma alguma. A Blog N’ Roll trouxe um dos melhores shows do ano e o Skillet fez o mundo do metal carioca se perguntar: “Quem disse que você não pode cantar metal sobre Jesus?”. Não há espaço para atitudes retrógradas e preconceituosas. Agradecimentos especial ao representante da produtora, Roberto, e André Smirnoff, pelo credenciamento de nossa equipe na cobertura do evento.

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