Blind Guardian – 12-10-2015 – São Paulo (Tom Brasil)

Blind Guardian - SP - out-2015 por Kennedy Silva IV Texto por Clayton Franco – Fotos por Kennedy Silva (https://www.facebook.com/kennedysilvaphotos) – Edição por André Luiz

Em uma noite agradável, sem nuvens ou chuva a vista (dizem que são as melhores para avistar Hobbits escondidos pela mata em torno do Rio Pinheiros), os bardos alemães retornaram à São Paulo para promover mais um espetáculo musical. E espetáculo é a palavra que realmente define o que estes caras são capazes de promover sobre um palco. Trazendo na bagagem um heavy metal melódico, fortemente inspirado nos livros do inglês J. R. R. Tolkien (entenderam a referência no início do parágrafo rs), o grupo fez muitos Nerds, assim como eu, se interessarem pela música pesada. Promovendo seu mais novo trabalho de estúdio (‘Beyond the Red Mirror’, 2015), o Tom Brasil ficou realmente pequeno para o que a noite prometia (e cumpriu).

Blind Guardian - SP - out-2015 por Kennedy Silva I

Pontualmente às 20h, o grupo subiu ao palco aos gritosde “Guardian” clamado por todos os presentes. Toda a banda já estava no palco na introdução de “The Ninth Wave” quando Hansi Kürsch adentrou ao palco para comandar os bardos. Percebia-se pelo público que todos realmente eram fãs, já que o novo álbum foi recém lançado em nossas terras, e praticamente todos presentes já conheciam a canção. Sem deixar tempo para os fãs respirarem o grupo já emendou com “Banish From Sanctuary”, fazendo uma ponte entre canções novas e antigas (visto que esta é de 1989). Hansi agradeceu a todos chamando-nos de amigos, e diz o quanto estava feliz em poder tocar novamente no Brasil, especialmente em São Paulo, local do qual a banda possuía ótimas lembranças. Diz que aquela seria uma noite de comemoração e isso se faz com música, no que já começou a execução de “Nightfall”, uma das canções mais conhecidas do grupo alemão.

Era somente o início da noite e muitos clássicos ainda iriam rolar alternados entre canções mais recentes, como “Fly” e “Tanelorn”. O grupo se mostra extremamente coeso no palco. Barend Courbois (baixista de apoio ao vivo) se entrosa muito bem com Frederik Ehkme (bateria), formando uma cozinha consistente responsável pela forte batida e marcação das músicas. Isso se nota em canções como “Prophecies” (mais uma do recente trabalho de estúdio) e “The Last Candle” (outro clássico antigo que agitou a todos os presentes). André Olbrich e Marcus Siepen formam uma dupla a parte tanto nas guitarras como nos violões. Isso ficou claro no momento acústico do show com “Miracle Machine” (tocada em violões) e “Lord Of The Rings” (tocada em guitarras acústicas), mas é em canções como “Time Stands Still” e “I’m Alive” que ambos demonstram toda sua técnica sem deixar o feeling de lado, incluindo ainda os backing vocals nos refrões.

Blind Guardian - SP - out-2015 por Kennedy Silva

O show prosseguiu com “Imaginations From The Other Side” e “Wheel Of Time”, durante as quais tenho que destacar a performance de Michael Schüren (teclados), que mesmo preso ao canto do palco com seu instrumento, em nenhum momento deixava de agitar batendo a cabeça e conclamando os presentes a baterem palmas. Já se aproximava o final do show, e nada melhor que a dobradinha “Twilight Of The Gods” e “Valhalla” para fechar a noite. Esta última, levou todos ao delírio, sendo cantada em uníssono pelo público. Durante seu refrão, a voz de Hansi foi encoberta, tal foi a altura do coro formado pelos fãs que literalmente cantaram a música do início ao fim. Fim da canção, o grupo foi recepcionado no palco por um “roadie/garçom” levando para cada músico um drink de caipirinha. Algo mais do que merecido, por todo o espetáculo proporcionado. Mas engana-se quem imagina que a noite havia acabado…

Em poucos momentos (o tempo suficiente para os bardos apreciarem suas respectivas caipirinhas), o grupo retorna ao palco em grande estilo com “Majesty”, canção a qual inicialmente não estava prevista para o set list e foi incluída diante de tanto clamor do público ao longo da noite. Devo dizer que sua inclusão no set, relembrando os primórdios do grupo, foi muito bem-vinda. A introdução hilária fez com que muitos casais dançassem como “elfos na floresta” rodando de braços dados. O show prosseguiu com “The Script For My Requiem” e novamente tivemos um momento acústico na noite com “The Bard’s Song – In The Forest”, acompanhada por palmas e luzes de celulares iluminando o público (antigamente estes momentos costumavam ser com isqueiros rsrs). Ainda tivemos a execução de “Mirror Mirror” e o show se finda com o ótimo cover do The Regents, “Barbara Ann”, deixando o público satisfeitíssimo como a performance da noite. Realmente foi um belo presente de Dia das Crianças, para crianças crescidas (ainda mais com a inclusão de Majesty).

Blind Guardian - SP - out-2015 por Kennedy Silva III

Após o término do show, ainda com as memórias recentes da grande noite, cabe espaço para alguns agradecimentos finais. Primeiramente ao público presente, pois a intensa participação durante o show fez da noite algo épico. Aos nossos leitores que mais uma vez me acompanharam nesta resenha; ao Costábile Salzano Jr e Overload pela produção do evento e credenciamento de nossa equipe, e finalmente ao Tom Brasil pelo atendimento ao público presente. Filas bem organizadas, seguranças educados, equipe de bar atenta aos fãs. Realmente foi combinação de fatores que fizeram o atendimento ao público ser um dos melhores que já vi. A única observação que faço foi a falta de telões laterais. Com uma casa praticamente cheia, os telões são algo necessário para o público em setores mais distantes apreciar o espetáculo.

Set List Blind Guardian:
The Ninth Wave
Banish From Sanctuary
Nightfall
Fly
Tanelorn
Prophecies
The Last Candle
Miracle Machine
Lord Of The Rings
Time Stands Still
I’m Alive
Imaginations From The Other Side
Wheel Of Time
Twilight Of The Gods
Valhalla

Majesty
The Script For My Requiem
The Bard’s Song – In The Forest
Mirror Mirror
Barbara Ann (The Regents cover)

Blind Guardian - SP - out-2015 por Kennedy Silva II

Alguns comentários do publico sobre o show:

“Quando falamos em show do Blind, se espera um show bom, mas os caras sempre conseguem surpreender o público. O show foi simplesmente espetacular, o coral que a galera ecoava no Tom Brasil, a cada anúncio de música os gritos da galera como se fosse o último som dos caras, simplesmente foda.” – Jee Freire (Manaus/AM que veio para São Paulo apenas para o show).

“Comparecer a mais um show do Blind Guardian, sob a ótica de um antigo admirador e fã da banda, é uma experiência revigorante e única. É o espetáculo em um ambiente de atmosfera familiar, onde banda e fãs apresentam um entrosamento ímpar. São eventos como esses que comprovam que o Blind Guardian é uma banda que como poucas sabe criar um forte laço com os fãs.” – Cássio Luiz Aoki (São Paulo/SP).

“Show surreal com clássicos que nos faz voltar ao passado, em uma história nórdica envolvente da qual somente o Blind Guardian consegue nos levar.” – Samara Felix (São Paulo/SP).

Blind Guardian - SP - out-2015 por Kennedy Silva V

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