Coroner – 21-04-2015 – São Paulo (Clash Club)

Coroner - SP - abr-2015 - por Fernando Martins III

Texto por Juliana Novo – Fotos por Fernando Martins & Luciano Piantonni – Edição por André Luiz

Uma noite especial, sem dúvida. Finalmente, após mais de 30 anos de existência, o considerado “Rush” do Thrash Metal veio ao Brasil. Para alívio dos fãs, a banda que havia parado em 1996, voltou à ativa em 2010. E este grande evento teve como abertura ao Coroner, quatro ótimas bandas para representar a cena brazuca.

Circle Of Infinity - SP - abr-2015 - por Fernando Martins

A primeira a se apresentar foi a Circle Of Infinity, de Limeira/SP. Destilando um Thrash/Death Metal bastante rápido, além de divulgar músicas de seu CD ‘Moments of Evil’ que está por vir, o grupo executou também um cover fodástico do Slayer, “Black Magic”, e da lendária banda Death, o clássico “Zoombie Ritual”. É uma pena que a casa ainda estava praticamente vazia quando tocaram.

Warsickness - SP - abr-2015 - por Fernando Martins

Já a Warsickness, de Itapevi/SP, foi a segunda banda a se apresentar. Demonstrou um Thrash Metal old school bem pegado, e com grande presença de palco. Eles mesmos se auto intitulam “alcoholic thrash metal”, tanto é que uma das músicas era uma homenagem à cerveja: “In Beer We Trust”. Tocaram músicas de seu álbum recentemente intitulado ‘Stay Drunk in Hell’.

Uganga - SP - abr-2014 - por Luciano Piantonni

Uganga, a terceira banda a tocar, vem do Triângulo Mineiro. Celebrando 20 anos de existência, a banda esteve divulgando seu CD mais recente, ‘Opressor’. Um fato curioso é que o vocalista Manu Joker foi baterista do Sarcófago, e gravou o álbum ‘Rotting’. O som da banda é uma vigorosa mistura de Thrash Metal com Hardcore, possuindo três guitarras e letras em português.  Também tocaram um cover da banda paulista Vulcano “Who Are The True”.

Sangrena - SP - abr-2015 - por Fernando Martins

E a quarta banda antes do Coroner entrar foi a Sangrena, de Amparo/SP.  Seu show começou com uma bela intro acústica, e logo após veio a desgraceira infernal. Seu estilo tem como essência o Death Metal, com algumas pitadas de Thrash. Som muito brutal e bem trabalhado, agradando o público que ainda estava chegando. Divulgaram seu mais recente trabalho, ‘Blessed Black Spirit’.

Coroner - SP - abr-2014 - por Luciano Piantonni I

Após uma grande pausa, começando com 25 minutos de atraso, e também com um pequeno problema na guitarra no início do show, adentram no palco os suíços do Coroner, levando o público à loucura. Esbanjando técnica e precisão nos mínimos detalhes, o trio, Ron Royce (baixo e vocal), Tommy T. Baron (guitarra) e Diego Rapacchietti (bateria), que conta com a ajuda de Daniel “Reiz Trigger” Stoessel no teclado e backing vocals, iniciou o set com a viajante “Golden Cashmere Sleeper”, seguida de “Divine Step” do álbum ‘Mental Vortex’. Bastante empolgado, o público em peso começa a gritar o nome da banda. Logo após tocaram ‘Serpent Moves’ e ‘Internal Conflicts’, do álbum ‘Grin’, seguida da poderosa “DOA” do álbum ‘No More Color’, fazendo o pessoal começar a roda e alguns moshs.

Ron Royce aproveita para dizer que desde o começo da banda em 1984 eles queriam vir ao Brasil, estavam felizes de finalmente realizar esta turnê e fala para o público: ‘vocês são doidos’. Ainda disse que estiveram fazendo outros shows pela América Latina, e que o público daqui é insano. Então emendou com a cadenciada e genial “Son of Lilith” do ‘Mental Vortex’, seguida por “Semtex Revolution”, levando o público ao delírio. Continuam massacrando com “Tunnel of Pain” do ‘No More Color’, que Ron disse ser sua ‘track’ favorita. Chega então o ápice do show,  o grande momento em que executam  o hit “Masked Jackal” do álbum ‘Punishment For Decadence’, gerando uma roda agressiva e altos moshs.

Coroner - SP - abr-2014 - por Luciano Piantonni

Royce agradeceu o grande apoio do público e seguiram com a faixa-título do quarto álbum, “Grin”, deixando o palco logo após. Os presentes gritaram ‘Coroner’, e eis que eles retornam com a intro “Nosferatu”, seguida do clássico destruidor “Reborn Through Hate” do primeiro álbum ‘R.I.P.’, e a última da noite, “Die by My Hand”, pra fechar esta noite perfeita de Thrash Metal. Resta agora aguardar por um novo álbum deste trio, que com certeza seria matador! Agradecimentos a FAME Enterprises pela produção do evento, Fenando Martins pelas imagens que ilustram esta matéria e duplamente ao Luciano Piantonni (tanto pelo credenciamento de nossa equipe quanto pelo suporte com fotos, esperamos seu breve retorno IRMÃO!).

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