Smashing Pumpkins e Young the Giant – 25-03-2015 – Rio de Janeiro (Citibank Hall)

Texto por Arony Martins – Fotos por Arony Martins – Edição por Rodrigo Gonçalves

Young The Giant RJ - mar-2015 - por Arony Martins (5)Com a difícil tarefa de abrir a noite que teria como headliner o consagrado The Smashing Pumpkins, a banda de Indie Rock Young the Giant desembarcou no Rio de Janeiro trazendo na bagagem muita energia para aquele que serviu de aquecimento para sua principal apresentação em terras brasilis, o festival Lollapalooza. A banda formada na Califórnia em meados de 2004, trouxe para o país a tour de divulgação do seu mais recente trabalho ‘Mind Over Matter’, segundo do grupo.

Dando início ao show com a faixa que abre seu último trabalho “Slow Dive”, Sameer Gadhia (voz, percussão, teclado, guitarra), Jacob Tilley (guitarra, sintetizadores, mellotron), Eric Cannata (guitarra, voz, teclados), Payam Doostzadeh (baixo, sintetizador, voz) e François Comtois (bateria, voz) já de cara conquistaram a simpatia do ainda reduzido público presente. A contagiante performance do vocalista, assim como a competência e segurança do grupo em sua apresentação, foram pontos positivos e com toda certeza fez com que o grupo ganhasse novos fãs durante sua apresentação.

O repertório continuou apresentando as mais novas músicas da banda passando pela ótima “Anagram” e “It´s About Time”. Frequentemente aplaudidos, o Young the Giant buscou a todo momento uma interação com o público através da simpatia de Sameer Gadhia, que por várias vezes conversou com os fãs presentes. A apresentação chegou ao seu ápice em “Cough Syrup”, do álbum de estreia da banda, sendo essa a canção mais conhecida por aqui. No dado momento, até este que vos escreve já havia sido seduzido pelo som do grupo.

O que de certo concluímos sobre a ótima apresentação de estreia do Young the Giant no Brasil, é que jovem (porém experiente) banda não pode ficar sem nos visitar por mais vezes. Assim esperamos, os fãs e seus novos admiradores.

Set List
Slow Dive
Anagram
It´s About Time
I Got
Teachers
Cough Syrup
Paralys
Mind Over Matter
My Body

O momento mais esperado da noite estava por vir. Finalmente, após mais de uma década, a banda norte americana The Smashing Pumpkins aterrissa em nosso país para várias apresentações (estiveram presentes em 2010 para uma apresentação única no festival Planeta Terra em São Paulo). Pela segunda vez no Rio de Janeiro, o conjunto se apresenta com a line up bastante alterada. Liderados por Billy Corgan, fundador do grupo, o conjunto atualmente conta com Jeff Schroeder (guitarra, backing vocal), Mark Stoermer (baixo, backing vocal) e Brad Wilk (bateria, percussão), esse último lendário integrante das bandas Rage Against The Machine e Audioslave.

A tarefa mais difícil de um grupo que encerra suas atividades e decide retornar ao cenário completamente modificado é não se tornar um clone de si mesmo. Grande parte dos grupos que viveram tal situação acabaram se tornando “covers” de seu próprio catalogo e lamentavelmente não conseguiram dar continuidade a sua história. Todavia por mais que inicialmente houvesse a desconfiança de que isso poderia ocorrer com o The Smashing Pumpkins, a apresentação da banda acabou com esta possibilidade.

Com a empolgante “Cherub Rock” do longínquo ‘Siamese Dream’, o grupo declarou aberta a noite que para muitos viria a ser uma das mais inesquecíveis de suas vidas. Já de início, foi perceptível um “Smashing” mais pesado do que de costume, algo que se confirmou ao longo de sua apresentação. Isso se deve muito a presença do competentíssimo Brad Wilk. O baterista não teve qualquer pena, e utilizando uma linguagem bem popular “sentou o braço” em sua bateria.

Billy é um cantor bastante introspectivo e pouco interagiu com o público, somente conversando com os mesmos lá pela quinta música, quando ofereceu água aos presentes e arrancou gargalhadas dos fãs. “Tonight, Tonight”, segunda canção apresentada, fez o Citibank Hall vir abaixo. Com certeza era um dos momentos mais esperados da noite, junto com “1979”, ambos do mesmo trabalho ‘Mellon Collie And The Infinite Sadness’ de 1995. A apresentação do grupo alternou momentos mais “rockers” com composições demasiadamente influenciadas pelo psicodélico. Marca da banda, Billy Corgan não deixou em nenhum momento seu show esfriar, tendo o público cantando e aplaudindo a todo momento.

A tour de divulgação do último álbum do grupo ‘Monuments To An Elegy’ de 2014 também conta com show em cidades como Brasília e São Paulo, sendo uma das principais atrações do festival Lollapalloza. Sendo assim, quatro canções do referido trabalho foram apresentadas: “Being Beige”, “Monuments”, “Drum+Fife” e “One and All (We Are)”.

Smash Pumpkins RJ - mar-2015 - por Arony Martins  (8)

O concerto foi finalizado com a muito bem escolhida e pesadíssima “Heavy Metal Machine”, do álbum ‘Machina/The Machines Of God’ de 2000. Àquela altura, era provável que ninguém quisesse o término da ótima apresentação da banda. E aos gritos de “Billy Billy”, o vocalista do grupo retorna ao palco para o bis. Somente Corgan e seu violão para a apresentação de “Today”, também do álbum ‘Siamese Dream’. O público cantou em coro, por vezes sozinho, o momento foi mágico. Inclusive, devido a rara interação que Billy manteve com o público. Ao final Corgan fez questão de saudar os presentes e com um largo sorriso no rosto cumprimentou aqueles que estavam mais próximos ao palco, autografando até discos que surgiam em meio a uma pequena multidão que se formou. Que os “esmagadores de abóboras” não tardem para retornar à cidade maravilhosa. Os fãs agradecem. Agradecimentos à Time For Fun pela produção e credenciamento da Equipe Metal Revolution.

Set List
Cherub Rock
Tonight, Tonight
Ava Adore
Being Beige
Drum + Fife
Glass And The Ghost Children
Stand Inside Your Love
1979
Pale Horse
Monuments
Drown
Disarm
One and All (We Are)
United States
Bullet With Butterfly Wings
Heavy Metal Machine
Today

Galeria de fotos

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2 thoughts on “Smashing Pumpkins e Young the Giant – 25-03-2015 – Rio de Janeiro (Citibank Hall)”

  1. Rodrigo, os Pumpkins não tocaram duas, mas quatro músicas do novo álbum, conforme o setlist.

    Não achei o show mais pesado do que normalmente é. Mesmo na tour do álbum mais calmo, “Adore”, as apresentações ao vivo tinham muita força.

  2. Obrigado Alan pela observação sobre a quantidade de músicas do novo álbum, recado repassado ao Arony Martins (autor do texto) e coreção efetuada no texto.

    Forte Abraço e continue acompanhando nossos trabalhos!

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