Vicious Rumors & Artillery – 07-12-2014 – Curitiba (Blood Rock Bar)

Vicious Rumors - Curitiba dez2014 - por Clovis Roman vr4

Texto e fotos por Clovis Roman – Edição por André Luiz

Viver verdadeiramente o metal, e não ser apenas um embalista, volta e meia nos proporciona momentos marcantes. Ter a oportunidade de ver duas bandas lendárias do metal oitentista, em um show intimista, é algo que mexe com a cabeça de qualquer real headbanger. E esses verdadeiros apreciadores de boa música rumaram num belo domingo para ao Blood Rock Bar, ver nada menos que Vicious Rumors e Artillery.

O Vicious Rumors subiu ao palco disposto a ser a banda da noite. Afinal, os caras mandaram de cara quatro sons do glorioso álbum Digital Detector, que data de 1988: primeiro veio a faixa título, seguida por “Minute To Kill”, “Lady Took A Chance” e “Worlds And Machines”. O novo vocalista (entrou oficialmente ano passado) Nick Holleman foi quem se destacou, o cara grita mil vezes mais que o saudoso Carl Albert (frontman desde 1986 até sua morte, em 1995), e teve aprovação imediata da galera presente. Os de ouvido mais sensíveis ficaram temporariamente surdos, afinal, os agudos do cara são altíssimos.

No setlist, uma pequena surpresa com a adição de “On The Edge”, que o guitar Geoff Thorpe dedicou para Sergio Mazul, fã incondicional do grupo e proprietário da casa onde estava rolando o show. Outros sons que motivaram o balançar das cabeleiras foram as ótimas “Abandoned”, “World Church” (teve gente nessa com lágrimas nos olhos) e a espetacular “Don’t Wait For Me”. Essa merece um prêmio Nobel da música, no mínimo. Para o final, ainda tivemos “Down To The Temple”, “Hellraiser” e “Soldiers Of The Night”.

Depois da morte de Carl Albert, o Vicious Rumors teve uma tonelada de vocalistas diferentes, e Nick é o melhor deles. O cara, além dos excelentes vocais já citados anteriormente, tem uma presença de palco magnetizante. Um tanto tímido fora do palco, depois ele me contou que curtiu muito o clima do show, presenciado 100% por verdadeiros fãs de Heavy Metal. Discurso endossado por Thorpe e pelo baterista Larry Howe em conversas informais.

Ficou para o Artillery a ingrata missão de subir ao palco após a aula do Vicious Rumors. Mas os thrashers dinamarqueses honraram o nome que possuem. Eles apresentaram um repertório mais curto, com apenas 10 músicas, mas que contemplou alguns dos pontos altos de sua trajetória. Tanto que tocaram sons de cinco de seus sete álbuns de estúdio. Ficaram de fora apenas B.A.C.K. (99) e o irregular My Blood (11).

O grupo também está com um vocalista novo: trata-se de Michael Bastholm Dahl, um cara que tem moral. Afinal, ele já cantou no Mercyful Diamond, uma banda tributo na qual ele debulhava cantando sons das bandas de King Diamond. Entretanto, sua performance em Curitiba não foi das melhores, dando umas desafinadas, como aconteceu em “The Eternal War”, por exemplo. O público ligou? De maneira alguma!

No set houve pérolas como “Khomaniac”, “Terror Squad” e a pequena obra prima “The Almighty”, todas contando com participação intensa do público.

Abertura
Para começar a noite do metal no Blood, tivemos apresentações da banda curitibana Devil Sin e dos catarinenses do Battalion. A primeira tocou bem cedo, e por motivos de força maior (transporte coletivo), acabei perdendo. Eles mandaram meia dúzia de canções, como a excelente “White Line Madness” (quem quiser procurar, tem vídeo dessa e de algumas outras no Youtube, vale a pena). Depois, veio o Battalion, com sons como “Empire Of Dead”, “Tyrant Of Evil” e “Hell Razor”, mandando ver num thrash rápido, básico e sem firulas. A dupla da linha de frente tem uma presença de palco exemplar.

Vídeo: Vicious Rumors – Abandoned

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