Death To All – 06-09-2014 – Curitiba (Espaço Cult)

Death dta1 - Curitiba 2014 - por André Smirnoff

Texto por Clovis Roman – Fotos por André Smirnoff – Edição por André Luiz

Todos já sabem do que se trata o Death To All: uma banda tributo, formada por ex-integrantes do Death, que visa homenagear a obra musical de Chuck Schuldiner, uma das mentes mais brilhantes da história do Metal. Infelizmente, ele nos deixou no final de 2001, o que, obviamente decretou a morte do Death (perdão pelo trocadilho infame).

Eles estão tocando já há alguns anos, trocando eventualmente sua formação. E podemos dizer que somos privilegiados, pois para a “perna” pela América do Sul, tivemos o mostro do fretless, Steve DiGiorgio (que já gravou com trilhões de bandas e atualmente é contratado do Testament); o descomunal baterista Gene Hoglan (outro que já passou pelo grupo de Thrash supracitado) e Bobby Koelble, guitarrista que registrou o álbum Symbolic. Mesmo que este tenha sido o único disco (ao menos de Metal) que gravou em sua vida, é um nome relevante para a história do Death.

Para o lugar do mestre Chuck Schuldiner, foi convocado Max Phelps, que atualmente também é live member do Cynic, banda que conta com outros dois integrantes do Death: o baterista Sean Reinert e o guitarrista Paul Masvidal. Se alguém não dava atenção ao cara, mudou de opinião ao vê-lo “desossando” ao lado de feras como Digiorgio e Hoglan.

Quem acompanhava a banda pela internet, esperava um setlist meio curto, com cerca de 12 músicas. E aí fomos surpreendidos novamente. Afinal, por aqui, eles mandaram nada menos que 19 (contando com os medleys), fazendo um apanhado excepcional da obra de Schuldiner. Para a abertura, o coração foi na boca, pois vieram os acordes de “Out Of Touch”, uma pérola do disco Individual Thought Patters, logo cortada com o riff de “The Philosopher” (do mesmo registro), uma das mais conhecidas composições deles, graças ao clipe veiculado com frequência na MTV quando este era um canal de música. Na sequencia, “Leprosy”, “Left To Die” e “Living Monstrosity” (outra agradável surpresa) mostraram os primórdios do Death. E teve de todas as fases, do primeiro ao último álbum. Ao lado das antigas “Spiritual Healing” e “Within the Mind”, tivemos “Bite The Pain” (a única do The Sound Of Perseverance, de 98) e algumas do Symbolic, como “Zero Tolerance” e a faixa título.

Lá pela metade do show, Steffen Kummerer, do Obscura, foi convidado para subir ao palco e tocar alguns sons, como “Overactive Imagination” (na qual boa parte da letra foi inventada na hora), “Symbolic” e “Zero Tolerance” (outra em que ele se embananou). No final das contas, sua participação pouco acrescentou. Para a sequência final, Phelps felizmente retomou seu posto, e eles mandaram “Zombie Ritual” e uma boa parte da avassaladora “Baptized In Blood”, ambas do debut Scream Bloody Gore. Para fechar de vez e arrancar as últimas lágrimas da galera, vieram “Crystal Mountain” e a obrigatória “Pull The Plug”. No que tange à produção, apenas elogios. A iluminação criou um clima bacana para esta autêntica viagem ao passado, e o som estava redondíssimo. Quanto aos integrantes, todos reservados porém sempre cordiais, mesmo com aqueles fãs que os procuraram no hotel depois do espetáculo. Quem esperava uma noite histórica, foi totalmente recompensado.

SETLIST:
Out of Touch
The Philosopher
Leprosy / Left to Die
Living Monstrosity
Suicide Machine
In Human Form
Lack of Comprehension
Spiritual Healing / Within the Mind
Flattening of Emotions
Symbolic
Zero Tolerance
Bite the Pain
Overactive Imagination
Zombie Ritual / Baptized in Blood
Crystal Mountain
Pull the Plug

Confira um registro amador da abertura do show:

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