Bruce: fama é o excremento da criatividade

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Foto por Stephan Solon / XYZ Live – edição por André Luiz de texto original no site Blabbermouth.

O vocalista do IRON MAIDEN Bruce Dickinson diz que “não está interessado em ser famoso”, apesar do fato de sua banda já ter vendido cerca de 60 milhões de discos em todo o mundo.

Em entrevista ao cantor e compositor inglês de folk/punk Frank Turner para o site do renomado The Guardian, o vocalista da donzela de ferro destilou um pouco de ironia britânica com suas já tradicionais frases de efeito.

Eu não posso me importar em ter grandes momentos de ‘auto-congratulação’. As pessoas perguntam: “Como é estar no palco na frente de quarto de milhão de pessoas?” Eu digo, ‘eu realmente não posso te dizer, na verdade, porque estou muito ocupado’. Você não tem tempo para ficar lá e dizer, ‘Deixe-me parar de pensar na música, parar de tocar e deixe-me olhar para todas essas pessoas olhando para mim’… OK, muito obrigado!

Eu vejo babacas no palco em lugares como o Glastonbury perambulando como se tivessem um espelho pregados neles mesmos, fazendo caretas para as malditas câmeras e sem prestar atenção alguma para aquele garoto na primeira fila…

Devemos ser auto obcecados, na verdade estamos obcecados pelo público. Isso é o que faz a diferença entre MAIDEN e os outros.

Não estou interessado em ser famoso. Fama é o excremento de criatividade, é um subproduto da merda que sai do traseiro. Pessoas pensam que é o excremento que você deve comer. Mas não é. É a criatividade e o público e “estar lá” naquele momento.

Dickinson também falou sobre o talento do MAIDEN para fazer música despretensiosa, enérgica e agressiva para as pessoas que não se preocupam com a moda e as tendências predominantes.

Toda essa merda (segregação de gêneros musicais], nos anos 60 e 70, não existia. Havia música e foi isso. Não era nenhum crime contra Deus ter um álbum de ZZ TOP ao lado de um álbum do MOTÖRHEAD, de SIMON & Garfunkel e de qualquer outra coisa. Ninguém dizia: ‘Ah, isso é muito estranho’. Então, como revistas e estações de rádio proliferaram e passaram a competir entre si, eles começaram a segmentar seu público para vender seu peixe. Ao fazer isso, é claro, as bandas começaram a imitar a ‘media life. As bandas começaram a elaborar sua música, pensando, ‘eu’ vou fazer isso porque é o tipo de coisa que a (BBC) Radio 1 vai tocar, eu vou fazer isso, porque esse é o tipo de coisa que o jornalista gosta. E isso é simplesmente uma merda.

Questionado sobre se a sua voz mudou com a idade, Dickinson foi totalmente incisivo:

Sim, o tom dela muda porque o seu corpo muda conforme você envelhece, sua voz realmente fica mais pesada, (mas com MAIDEN) há apenas um cantor, não há ninguém escondido atrás dos amplificadores, ao contrário de alguns outros caras os quais prefiro não mencionar. E nós ainda não temos um teleprompter. Yay! Eu nunca percebi que as pessoas estavam usando. Que porra é essa? As pessoas pagam um bom dinheiro e você não consegue se lembrar de malditas palavras! A maior merda que eu já vi foi (do JUDAS PRIEST) ‘Breaking The Law’ na porra do teleprompter. ‘Breaking The Law, Breaking The Law / Breaking The Law, Breaking The Law / Breaking The Law, Breaking The Law / Breaking The Law – adivinhe? – Breaking The Law ‘ É ridículo.

A matéria na íntegra se encontra em http://www.blabbermouth.net/news/iron-maidens-bruce-dickinson-fame-is-the-excrement-of-creativity/

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