Hypocrisy – 21-04-2014 – São Paulo (Carioca Club)

Hypocrisy - SP 2014 - po Costabile Salzano JrTexto por Renata Petrelli – Foto por Costabile (The Ultimate Music)

Feriadão regado ao metal extremo de qualidade, é finalizado com show de lançamento do mais novo álbum do Torture Squad e da banda sueca de Death Metal Hypocrisy, após 4 anos sem pisar em terras brasileiras.

Com poucos minutos de atraso, o Torture Squad sobe ao palco do Carioca Club, que mesmo não lotado e sendo final de feriadão estava bastante cheio. Com um set list regado de 11 porradarias, iniciam o show (e que show! De peso e entrosamento com alternações nos vocais de André Evaristo e Castor) com “No Escape From Hell” do último disco, Esquadrão de Tortura. “Pull The Trigger” e “Pátria Livre” também do mesmo disco mostram o porquê do álbum conceitual sobre a Ditadura Militar ser tão bem elogiado, mesmo mais Thrash Metal do que os álbuns anteriores. Tempo de mostrar um dos maiores sucessos do trio, “Pandemonium” é a trilha para os Mosh Pits na pista da casa. Seguindo com “Living For The Kill”, Solo bem executado e emendando com “Come To Torture”, a primeira metade do show já é digna de ter deixado todos os presentes satisfeitos com a competente apresentação do Torture Squad.

Porém, com fãs sedentos por metal extremo de qualidade tupiniquim, a banda finaliza com 5 incríveis petardos esbanjando técnica e muito entrosamento: “The Beast Within”, “Nothing To Declare”, “Fear To The World”, “Chaos Corporation” e “Horror And Torture” do aclamado Pandemonium, encerrando o ótimo show de lançamento do Esquadrão de Tortura.

Com atraso médio de 30 minutos, o Hypocrisy, sobe ao palco do Carioca Club para a turnê do mais recente disco da banda de 2013. Justamente a faixa título do último álbum abre o show dos Suecos, “End of Disclosure” já avisa aos presentes como seria o resto da noite. Muito peso, agressividade e uma certa dose de melodia.

A respeito da qualidade de som, apesar de tradição da casa, a guitarra de Tomas Elofsson era por muitas vezes inaudível, o que deixou alguns duetos presentes nas músicas quase que imperceptíveis. O sampler de teclado usado na maioria das músicas também estava alto, o que dificultou na percepção acima. De qualquer forma, o Hypocrisy fez uma ótima apresentação do começo ao fim, com todos (banda e público) visivelmente empolgados.

Peter Tägtgren, líder da banda, desferiu bastante atitude e intimidade com o público. Dando continuidade ao set list, “The Tale Of Thy Spineless”, “Fractured Millenium” e “Killing Art” é o primeiro golpe dado pelos suecos. “The Eye”, “Valley Of Dammed” e “Fire In The Sky” que remetem aos assuntos sobre ETs de tempos atrás encerram a primeira metade do show. Para mim, a melhor parte estava por vir: “Pleasure”, “Osculum” e “Penetralia” dão início ao desfecho do show de Peter Tägtgren (vocal/guitarras), Horgh  (bateria), Mikael Hedlund (baixo) e o guitarrista de apoio Tomas Elofsson.

Seguido por “Buried”, “Elastic Inverted Visions”, “44 Dubbled Zero”, “Warpath” (incrível!) e “Final Chapter” encerram o segundo golpe. Poucos minutos depois, a banda volta para o seu ‘fatality’ com Peter segurando a bandeira brasileira, detonando com “Roswell 47” e um dos maiores sucesso da banda, “Adjusting The Sun”.

Pode-se dizer que público e banda com certeza saíram satisfeitos. Dando sequência a tour brasileira, Hypocrisy ainda se apresenta no Rio de Janeiro, Porto Alegre e finaliza em Curitiba.

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