Rotting Christ – 14/03/13 – Joinville – SC

Por Clóvis Roman
Fotos cedidas por Makila Crowley

892011_528453630529092_1584450012_oCom um disco novo na mão – Kata Ton Daimona Eaytoy  – os gregos do Rotting Christ voltaram ao Brasil em uma extensa turnê, que passou pela cidade de Joinville, em Santa Catarina. Quem vê a banda uma vez sabe que terá que ver todas as outras vezes que possível for. Com este pensamento, eu, que os vi em 2006 na cidade de Guaramirim – também Santa Catarina – peguei a estrada para conferir o show dos caras.

Para a abertura, foi escalada a banda curitibana Doomsday Ceremony, que construiu solidamente seu nome no underground nacional. Em seu setlist, eles lembraram de músicas do disco Apocalyptic Revelation, como “Hell’s Fire Temple” e “Vampire Saga”, mas focaram mesmo no material mais recente, como as já conhecidas “Vultures Of War” e “Black Heart” (ambas obras-primas). Também houve espaço para outros sons novos como “Valley Of Shadows” e “Voices Of Darkness”. Uma abertura a altura da atração principal, sem dúvida alguma. Havia outra banda grafada no ingresso, chamada Red Sunlight, mas por motivos obscuros, eles não tocaram.

Houve uma confusão sobre o local que receberia a apresentação. Inicialmente marcada para a Sociedade Kenia, o show mudou para o antigo JH Music Stage, e por fim, praticamente no dia, finalmente foi transferido para a Sociedade Harmonia Lyra, que é, basicamente, um teatro.

Finalmente chegada a hora, os gregos sobem ao palco e iniciam o set com “The Forest Of N’Gai”, já emendando com outra música maravilhosa: “Athanati Este”, infelizmente a única do disco “Sanctus Diavolos” presente no set. E foi uma sequência absurda da banda liderada pelo frontman Sakis Tolis. Inclusive, em determinado momento, eles mandaram uma cover de “Societas Satanas”, do Thou Art Lord, grupo cujo qual Tolis também faz parte – porém, usando o pseudônimo Necromayhem. O show foi homogeneamente impactante, mas posso citar ainda as execuções soberbas de “King Of A Stellar War” e “The Sign Of Evil Existence”, além da primorosa “Archon” e “Fgmenth, Thy Gift”, que vieram no encore.

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A presença do público foi apenas razoável – havia muito espaço livre e você conseguia perambular tranquilamento pelo recinto. Uma banda do porte do Rotting Christ merecia mais gente. Ao menos, os presentes, em sua maioria, eram profundos conhecedores da discografia do grupo. E para encerrar, é necessário exaltar a organização da Metal Scream, que proporcionou ao público uma noite inesquecível em todos os sentidos.

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