Viper – 20-07-2012 – Curitiba – PR (Curitiba Music Hall)

Um evento histórico. Isso era o esperado por cada um dos presentes no Music Hall em 20 de Julho. De fato foi, mas de duas maneiras proporcionalmente inversas. Ver o quinteto praticamente original no palco tocando os clássicos Soldiers Of Sunrise e Theatre Of Fate na íntegra, foi, de fato, marcante. Agora, ver membros da banda alcoolizados ao ponto de comprometer a qualidade do show, é lamentável.

Como já era esperado, o show foi dividido em três partes. A execução dos referidos discos, integralmente, com leves alterações na ordem em relaçao as presentes nos álbuns; e por fim, um encore de 3 músicas (Em São Paulo teve 4; no caso, “Crime”, do EP Vipera Sapiens, de 1993).

O início foi incrível com a trinca “Knights of Destruction”, “Nightmares” e “The Whipper”. A dupla de guitarristas Felipe Machado e Hugo Mariutti (no lugar de Yves Passarel, de fora da tour devido a seus compromissos com o tenebroso Capital Inicial) estava muito bem entrosada. Nada surpreendente, afinal ambos são grandes músicos. Ja André Matos, mesmo com mais de 40 anos, se mostra um vocalista incrívelmente versátil. Não posso negar que ele segurou a voz em alguns momentos, mas, convenhamos, quem não o faz em momentos estratégicos de um set tão extenso quanto este?

Ainda na primeira parte, tivemos alguns outros destaques, como a faixa-título “Soldiers Of Sunrise”, clássico indiscutível do Metal nacional. Após o encerramento com “H.R.” (cujo acrônimo significa Heavy Rock), inicia-se a exibiçao de um documentário sobre os primórdios da banda. Este material está no DVD Viper 20 Years – Living For The Night, que alias, é imprescindível para qualquer apreciador do Metal feito em nosso país.

Na sequência, veio a execução integral do Theatre Of Fate. Após a intro “Illusions”, “At Least A Chance” e a magistral “To Live Again”, deram continuidade ao set. Outros momentos marcantes foram “A Cry From The Edge” e a belíssima “Moonlight”. Durante “Living For The Night”, houve uma grande seção instrumental para interação com o público. Ali foi possível notar o péssimo estado de Pit, que balbuciava ao microfone, eventualmente, de maneira inteligível. Inclusive, André Matos fez a linha de baixo no teclado, pois Pit nem conseguia tocar direito.

Na volta para o encore, o baixista tenta cantar “The Spreading Soul”, mas o resultado foi, no mínimo, ridículo. No fim desta, André Matos faz cara feia e exige, mesmo sem falar nada, a devolução do seu microfone. Para o encerramento, outra faixa do disco Evolution (o 1º lançado sem André), “Rebel Maniac”, além de uma versão pesada para “We Will Rock You”, do Queen.

O saldo foi, sim positivo. O despojamento excessivo de Pit Passarel (que aconteceu em praticamente toda a turnê) pode ser encarado como ‘atitude’ Rock’n’roll. Mas a hipótese de ‘desrespeito com o público’ não pode ser descartada. Afinal, quem pagou gostaria de ver uma banda onde todos tocam corretamente suas canções (ainda mais quando se trata de uma banda lendária como o Viper). E neste caso em específico, não foi o que ocorreu.

Nos resta aguardar o lançamento do DVD ao vivo, gravado recentemente em São Paulo, onde, provavelmente, o show foi conduzido de maneira mais séria.

Vídeos:

The Spreading Soul

http://www.youtube.com/watch?v=iQ41VlaJYVw

Living For The Night

http://www.youtube.com/watch?v=nPAoSP3E3bo

Rebel Maniac (Passagem de som)

http://www.youtube.com/watch?v=WEaBI1nWvOQ

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