Jailor, Leviaethan, Exodus – 27-04-2012 – Curitiba – PR (Music Hall)

Texto por Clóvis Roman

A segunda e derradeira parte do Thrash Maniacs Festival foi encerrada com chave de ouro, com a apresentação dos americanos do Exodus. Além disto, a abertura também foi igualmente destruidora, com as bandas Fuzilador, Jailor e o lendário Leviaethan.

Quando cheguei ao recinto, notei uma pequena aglomeração de metalheads nas redondezas, o que me fez imaginar que o show não estaria tão lotado quanto o Sodom. De facto, havia menos pessoas que no referido concerto, não obstante, longe de estar vazio. Algo que eu particularmente não entendo, pois comprar o combo para ambos era bem vantajoso. Muitos amigos escolheram apenas uma das noites para comparecer.

A abertura ficou com o Fuzilador, de Itajaí/SC, tocando para poucos, mas mostrando competência em seu curto setlist. Na sequência, o Thrash pungente do Jailor voltava aos palcos após mais de quatro anos de ausência na cena. A banda está com novo baterista e guitarrista, e Flavio Wyrna – antes vocal e guitarra – atualmente apenas cuida dos vocais. Ele ainda está meio ‘tímido’ sem a guitarra nas mãos, mas agitou o público e incitou a galera a fazer rodinhas bem violentas. O destaque não foi a ótima cover de “Angel Of Death”, do Slayer, e sim as maravilhosas “Jailor” (que encerrou o set) e “Evil Corrupts”. Para encerrar os ‘opening acts’, veio à banda gaúcha Leviaethan, que é veterana na cena nacional. Fundado em 1983, o grupo mostrou seu Thrash simples, mas extremamente empolgante.

Finalmente o Exodus sobe ao palco, abrindo com “The Ballad of Leonard and Charles” e “Beyond The Pale” (esta não merece sair do setlist deles nunca mais). Seguiram com fabulosa “Children Of A Worthless God” e a modernosa “Iconoclasm”, que é igualmente aniquiladora. A banda balanceou bem seus grandiosos clássicos – como “And Then There Were None” e “Brain Dead” – com músicas mais recentes como “Deathamphetamine”, “Black List” e “War is my Shepherd” (estas duas, do excepcional “Tempo Of The Damned”, o último registro do mala sem alça Steve Zetro Souza nos vocais).

A presença do Exodus ao vivo é indescritível; realmente, é difícil definir com palavras a experiência de ver um show do quinteto, atualmente formado por Rob Dukes (vocal), Jack Gibson (baixo), Tom Hunting (bateria) e pela dupla Lee Altus e Gary Holt nas guitarras. Este último, inclusive, esteve em nossa cidade a menos de um ano, quando se apresentou junto ao Slayer, substituindo temporariamente Jeff Hanneman. Se o público já estava insano no começo do set, imagine quando começaram a mandar vários clássicos do Thrash como “Piranha”, “A Lesson in Violence”, “Fabulous Disaster” (que não constava no setlist oficial) e “Bonded by Blood”, quase que na seqüência? Eu mesmo deixei minha tarefa jornalística de lado por alguns instantes para agitar.

No encore, eles mostraram que queriam tirar todas as energias dos presentes, afinal de contas, tem como não sentir vontade de quebrar tudo com a dobradinha “Strike Of The Beast” e “Good Ridance”? Foi assim que o Exodus marcou sua passagem violenta por Curitiba – deixando todos extremamente satisfeitos com o valor investido no show.

Confira um vídeo de Childrem of Worthless God do Exodus:

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