Setembro Negro – 06-09-2011 – Curitiba – PR (Hangar Bar)

Texto por Clóvis Roman

Satisfatoriamente o clássico festival Setembro Negro voltou a acontecer em nossa cidade, após três anos de ausência. Em 2008, foi um fiasco de público (menos de 100 pagantes) mesmo tendo um cast de respeito: o desgraçado Severe Torture, Enthroned e o lendário Sadus, que traz Deus no contrabaixo: Steve Di’Giorgio. Neste ano, tivemos um bom público, que encheu consideravelmente o Hangar, para conferir a estréia do Ragnarok em palcos Curitibanos; o satânico ‘ad infinitum’ Belphegor, já em sua terceira passagem por aqui; além da abertura do não menos excelente Doomsday Ceremony.

Não esperava que o opening-act começasse no horário. Somando isto ao curto set do grupo, perdi totalmente a apresentação do Doomsday Ceremony. Mas uma apresentação que tem “Vampire Saga” e a espetacular “Vultures Of War” não pode ter sido ruim.

Os noruegueses do Ragnarok sobem ao palco após considerável tempo, tocando seu black metal coeso e de certo modo simplório. A apresentação foi intensa, onde chamou a atenção a presença de palco do vocalista HansFyrste, que volta e meia fazia gestos obscenos, como por exemplo, segurar ‘aquela parte’ no estilo Michael Jackson, ou por o dedo na boca. Mas o grupo, que tem na guitarra o Kerry King 50 kilos mais gordo, teve uma ótima perforrmance.

O Belphegor, para mim, é até difícil comentar, pois é uma de minhas bandas favoritas. O som dos caras é realmente impressionante, devido a brutalidade satânica e sonoridade caótica, que realmente tem uma energia negativa cativante. Quando Helmuth e sua trupe subiram ao palco abrindo com a macabra “In Blood – Devour This Sanctity”, já ficava claro que seria um show histórico. E foi, mesmo que quase metade do set (quatro de dez) tenha sido de músicas do mais recente disco ‘Blood Magick Necromance’, como a citada a pouco, além de “Rise And Fall And Fall To Rise”, “Angeli Mortis De Profundis” e a agonizante “Impaled Upon The tongue Of Satan”.

Faltou muita, mas muita coisa boa da discografia dos caras. Se eu fosse citar, seriam mais de 1000 caracteres. Agora, quem que liga na hora, quando, além do material novo, que é realmente impactante (este disco vai ser clássico daqui a 10 anos, fácil), ouvimos preciosidades como “Belphegor – Hell’s Ambassador” e “Lucifer Incestus”? Ainda tivemos uma do disco “Walpurgis Rites – Hexenwahn”: “Veneratio Diaboli – I Am Sin” (que arregaço fica esta desgraça ao vivo), e duas do ‘Bondage Goat Zombies’, que foram “Justine: Soaked In Blood” e a faixa título, que encerrou o – infelizmente – curtíssimo set dos austríacos. Sim, foram apenas 10 músicas apresentadas. Nunca vi um show deles que tenha durado ao menos 1h. Em 2006, quando tocaram como headliners no Opera 1, foram aproximadamente 12 música; no ano seguinte, abrindo para o Gorgoroth, foram cerca de 10.

O Belphegor é uma banda que, deveria, urgentemente, lançar um CD/DVD ao vivo (com um set extenso, obviamente), pois sua postura on stage é impressionante. E que venham novos discos de estúdios e novas turnês que passem por Curitiba.  Se bem que se eles voltaram daqui um tempo e tocarem sóem São Paulo, eu vou com certeza absoluta.

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