Black Label Society – 13-08-2011 – São Paulo – SP (HSBC Brasil)

Por Juliana Lorencini
Fotos por Leandro Cherutti

Após três anos de espera, os fãs do Black Label Society, puderam assistir a mais uma grande performace da banda, que voltou ao Brasil para uma série de apresenções. Zakk Wylde e sua trupe, tocaram em São Paulo, no dia 13 de agosto, no HSCB Brasil.

O público da noite era bem variado, de crianças até os mais adultos, passando pelos headbangers, a galera dos motoclubes e ainda por quem simplismente gosta de BLS.

Zakk Wylde (vocal/guitarra), John “JD” DeServio (baixo), Nick Catanese (guitarra) e Mike Froedge (bateria), subiram ao palco as 22h, com uma breve introdução Zakk vem diante do público usando um cocar, belíssimo por sinal, além da sua já tradional vestimenta, calça jeans e colete do BLS.

A primeira faixa escolhida pela banda foi “Crazy Horse”, logo de cara já sabiamos que aquela seria uma grande noite, a começar pela presença palco e o peso que o BLS possui ao vivo. Na sequencia vieram “Funeral Bell”, “Bleed for me” e “Demise of Sanity” as duas últimas do meu albúm favorito “1919 Eternal”, a única aparição do albúm na noite.

Nitidamente empolgados, os integrantes do BLS não dão um minuto de folga aos fãs, seguem com um clássico atrás de outro, “Overlord”, “Parade of The Dead”, “Born To Lose”, “Darkest Days” e “Fire It Up”, do albúm “Mafia”, outro que eu estava aguardando ansiosa para que surgisse no show, fecharam a primeira parte da apresentação antes do solo Zakk.

Zakk que em muitos momentos do show já subia numa espécie de elevação do palco ao lado de seu microfone, nos momentos em que ia solar ou até mesmo bater com as mãos no peito, marca registrada do guitarrista, além de mostrar cada guitarra em que utilizou durante a apresentação. Teve então o momento só seu, seu solo foi longo, e acompanhado por muitos fãs, alguns tentavam imitar o guitarrista, outros gravavam cada trecho ou apenas observavam atentamente.

A química da banda ao vivo é outra coisa que chama a atenção, a todo momento os integrantes se abraçam ou se cumprimentam de alguma maneira, o que trás uma grande cumplicidade ao show e a sua música.

Na volta do solo de Zakk, “Godspeed Hellbound” e “Suicide Messiah” que conta com a participação especial do rodie da banda, que sobe ao palco para cantar o refrão da música, além de interagir com os fãs mais próximos, um momento no mínimo inusitado, mas já aguardado!

E para fechar “Concrete Jungle” e “Stillborn” que não poderia faltar! Foi uma apresentação curta, sem pausas ou biss, que durou cerca de 1h30m, para os fãs que assim como eu ansiavam pela volta da banda ao país, desta vez numa apresentação só da banda.

Mas inegável dizer que Zakk & Cia satisfizeram a todos, que por sinal, não pararam de agitar um só segundo durante a noite. A qualidade da banda, além de todo o peso que a mesma possui atrelada ao visual extremamente caricato dos integrantes formam um conjunto de itens que fazem o BLS ser único e uma das maiores bandas de metal dos últimos tempos.

E Zakk mais uma vez pode provar o que a muito tempo já era sabido, que ele não é ou foi apenas o guitarrista de Ozzy Osbourne.

Set List:

1. New Religion – Intro
2. Crazy Horse
3. Funeral Bell
4. Bleed For Me
5. Demise of Sanity
6. Overlord
7. Parade of The Dead
8. Born To Lose
9. Darkest Days
10. Fire It Up
11. Solo (Guitarra)
12. Godspeed Hellbound
13. Suicide Messiah
14. Concrete Jungle
15. Stillborn

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