Expo Music 2010

 

Expomusic 2010 reflete bom momento do segmento de instrumentos musicais

Tanto nos dias em que a feira recebeu profissionais do setor quanto no final de semana aberto ao público em geral, as expectativas dos organizadores do evento e dos expositores foram alcançadas. A feira realizada de 22 a 26 de setembro no Expo Center Norte, em São Paulo, bateu a meta de 50 mil visitantes. Além de antecipar as novidades em instrumentos musicais que em breve chegarão ao consumidor final, o evento ofereceu cinco dias de uma ampla programação de apresentações musicais,

sessões de autógrafos e workshops.

 

Na edição que antecedeu a volta do ensino musical às salas de aula, a Expomusic 2010 reafirmou as potencialidades de um segmento que, com a implantação da lei que institui o ensino musical nas salas de aula, deve elevar seu faturamento a R$ 700 milhões  já a partir de 2011 e chegar a 1,5 bilhão nos próximos cinco anos.

Maior feira do segmento na América Latina, a Expomusic 2010 – 27ª. Feira Internacional da Música, Instrumentos Musicais, Áudio, Iluminação e Acessórios, apresentou, mais uma vez, o que há de mais novo no mercado de áudio, iluminação e acessórios, além de toda a diversidade de instrumentos musicais. Neste ano, muitos lançamentos versaram sobre o tema Educação Musical nas escolas, embalado pela implantação da lei 11.769. Desde softwares e material didático para o ensino da música até instrumentos próprios para crianças, com cores e design atraentes. As novidades agitaram a Expomusic.

A feira também foi palco de atrações e shows de artistas nacionais e internacionais. Nesta edição, alguns dos nomes que estiveram no evento foram Edu Ardanuy, Kiko Loureiro, Tiago Della Vega, Detonautas, Fábio Zaganin, Banda Shaman, Grupo Katinguelê, Orquestra Sinfônica de Franca, Raimundos, Edu Falaschi e Rafael Bittencourt (Angra), Andreas Kisser (Sepultura), KLB, Inezita Barroso e Grupo Regional,  NX Zero, Madame Satan, Banda Dejavù. Entre os internacionais, os destaques foram o guitarrista norte-americano Vernon Neilly e o baterista austríaco Thomas Lang.

Para Synésio Batista da Costa, presidente da Abemúsica, o evento de 2010 abre excelentes projeções de negócios para o final deste ano e promete um setor aquecido para 2011. “Vimos aqui que a indústria apostou, e apostou certo no segmento de instrumentos infantis, por causa da lei que começa a vigorar em 2011, com a obrigatoriedade do ensino musical nas escolas do País. Sob essa temática, muitas outras iniciativas concentraram-se no pavilhão com o objetivo de dar visibilidade a ações pedagógicas e de tecnologia, além dos instrumentos, propriamente”, analisa.

Para Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras, a Expomusic é muito aguardada por todos os aficionados por música, e também pelos profissionais do setor e músicos. “Somos prestigiados a cada ano com um público fiel e temos que cuidar para que a feira continue a atender às expectativas do setor. Sabemos que o evento é aglutinador dos inúmeros negócios que fomentam toda a cadeia produtiva da indústria do entretenimento no País, que envolve cenário, produção musical, iluminação, ou seja, o show business como um todo. Para nós, realizar a Expomusic é sempre uma honra”, conclui Abdala.

Evento reafirma as potencialidades do setor

Presença de compradores de todo o País, inclusive internacionais, previsão de incremento de até 30% no faturamento anual e abertura para a participação de novos representantes são alguns aspectos com os quais as empresas participantes da Expomusic 2010 contam para impulsionar seus negócios a partir de agora.

A importadora de instrumentos musicais e áudio profissional Royal Music neste ano apostou em um novo nicho. A empresa abriu espaço para os representantes comerciais e comemora os resultados. Segundo Paulo Faysano, responsável pelo departamento de marketing, um aspecto que contribuiu para os bons resultados foi a abertura para participação dos representantes.

Ele conta que apesar de ainda não ter um balanço final, a Royal superou as metas já nos três primeiros dias: “Realizamos muitas vendas, temos dificuldades em fechar com pequenos lojistas e, com essa abertura que demos para os representantes, fechamos muitos negócios e conseguimos atingir os pequenos lojistas que normalmente não conseguem chegar até nós”, revela. Faysano conta que a feira costuma influenciar muito no faturamento da empresa, já que muita coisa que os lojistas não costumam encomendar ao longo do ano compram durante a Expomusic: “É o local e a hora para fechar os grandes negócios”, ressalta.

Com uma média de 60 pedidos realizados nos três primeiros dias, a Izzo teve um volume de vendas maior este ano em relação a 2009. A empresa, que em 2010 manteve o foco no atendimento ao vendedor, aponta o bom resultado como um dos pontos altos desta edição da feira. “Os dois primeiros dias foram os melhores”, conta a diretora, Simone Storino, que complementa: “O pico costuma ser nessa época do ano por conta da Expomusic. Nesta edição também fechamos pedidos com novos clientes”, finaliza a porta-voz da empresa que, no segmento da fabricação, exporta sua linha de percussão e cordas para 15 países, sendo a Europa o principal destino.

De olho na temporada de crescimento para este final de ano, a Santo Angelo espera que a participação no evento venha a impulsionar os negócios até o final do primeiro semestre de 2011. A empresa fabricante de cabos e conectores está com expectativa de crescer cerca de 30% no período de um ano. Para a responsável pelo departamento de marketing da empresa, Flora Campiteli, a Expomusic cumpre justamente esse papel de ajudar a alavancar os negócios: “A expectativa é de muito otimismo. Estamos esperando um final de ano muito bom e um primeiro semestre no mesmo ritmo. E isso acontece também por conta da educação musical”, lembra.

A empresa, que começou a trabalhar com exportação há pouco tempo, comercializa seus produtos para todo o continente latino-americano e, durante a Expomusic 2010, recebeu representantes de países vizinhos: “Vieram parceiros da Argentina, do México e Chile. Esse é um trabalho que está sendo estruturado e promete crescer bastante”.

Quem também esteve em contato com compradores internacionais durante o evento foi a Giannini. Além de realizar vendas para todo o País, a empresa recebeu representantes de nações como Chile, Espanha e Paraguai.  Segundo Mônica Carvalho, analista de marketing da Giannini, a empresa está fechando negócios com lojistas principalmente do Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Rio de Janeiro e interior de São Paulo. “A Expomusic é importante para nós, pois costuma representar um incremento de 30% em nosso faturamento anual”, comenta. Mônica elogiou os três primeiros dias reservados exclusivamente para lojistas e profissionais do setor. “Foi muito bom, pois conseguimos fazer os negócios com calma”, afirma. “Em termos de visitação, a feira também foi ótima porque o estande ficou lotado todos os dias”.

Com sua participação focada no aspecto institucional, a Yamaha aponta a quarta-feira como o melhor dia do evento, inclusive, com a realização de muitos pedidos: “A maioria dos nossos lojistas estiveram no evento”, comenta o supervisor de marketing da empresa, Carlos Alberto Ferrari.

Para a gerente comercial da Roland Brasil, Priscila Berquo Rodrigues, a edição deste ano superou a de 2009: “O mercado está mais aquecido. Além disso, o consumidor não se assusta com o preço dos produtos, está mais receptivo. Tanto em vendas como em cadastro tivemos um crescimento de cerca de 50% em relação à Expomusic do ano passado“, compara. A empresa, que é voltada exclusivamente ao mercado nacional, participa pelo sexto ano consecutivo do evento que, segundo Priscila, é fundamental para os negócios da Roland: “A feira representa cerca de 30% do faturamento da empresa. Temos outros trabalhos, mas a Expomusic é o maior evento do ano”, revela.

Partilhando da mesma opinião, o diretor da Weril, Nelson Eduardo Weingrill, conta que, apesar de não ter fechado ainda o balanço dos pedidos efetivos, a participação na feira foi melhor esse ano. “O número de lojistas que visitaram o estande foi muito bom, cumprimos nosso objetivo. Tivemos um visitante da Argentina, que já é cliente e veio acompanhando um grupo musical argentino”. Ele conta que apesar de a participação ser mais voltada ao aspecto institucional, o evento é importante para fazer contato com os revendedores e demonstrar os produtos para o consumidor final, que não tem outra oportunidade de experimentar os instrumentos: “É aqui que esse contato direto acontece. A Expomusic é uma feira já estabilizada, madura, um evento que já faz parte do calendário de todo mundo que participa do mercado musical, dos revendedores, músicos profissionais e amadores.”

Para o gerente de marketing da Habro, Nilton Corazza, em termos de negócios, a Expomusic 2010 foi um pouco melhor que ano passado: “Não tenho ainda como avaliar em termos de percentual ou de número de negócios fechados, mas geralmente a feira é a grande vitrine que temos, é o momento em que fechamos negócios”. Segundo ele, se o negócio não é fechado diretamente na feira, ele é efetivado no decorrer do ano, como consequência do contato iniciado no evento. “Temos uma carteira de clientes que fecham negócios aqui e durante o ano todo. Mas os novos clientes conhecem a Habro na Expomusic para, depois, se tornarem nossos revendedores”, conclui. A empresa trabalha com importação e recebeu a visita de dois fabricantes estrangeiros Anthony Lammond, da Alesis; e Guillermo Rodrigues, representante da Line 6, ambas empresas norte-americanas.

A Sonotec, que costuma disponibilizar seus produtos para testes durante a Expomusic, neste ano colocou à prova oito novos produtos. “O resultado foi 90% de aprovação do público para que estes produtos entrem no mercado brasileiro”, conta o gerente comercial da Sonotec Music and Sound, Nenrod Adiel. Voltada ao comércio no atacado, a empresa no primeiro dia da feira recebeu 212 visitas. “Em relação ao movimento da Expomusic de 2009, registrou-se um aumento de 40 a 45% nas vendas. Toda a linha de produtos foi muito bem vendida: violões, guitarras e baterias”, revela o porta-voz da empresa que participa há 27 anos da Expomusic.

A Pride é outro expositor que endossa a perspectiva de que o evento segue no embalo do bom momento do mercado: “A Expomusic 2010 foi muito boa em termos financeiros. Os números de importação foram mantidos de acordo com as projeções exigidas pelos importadores. Percebemos que o faturamento desta feira foi bem maior em relação ao de 2009”, observa o gerente de marketing da empresa, Marcelo Juliani.

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