11/07/05 - Por André Luiz - Equipe SP
A quinta edição do Brasil Metal Union marcou
retornos, despedidas, afirmações e gratas
revelações da cena metal nacional. Nada mais
justo do que este ser escolhido para seqüência
de matérias especiais sobre festivais do website
Metal Revolution...
Idealizado
por Richard Navarro da produtora Heavy Melody, o festival
tem o intuito de reunir bandas de diferentes vertentes do
metal em detrimento de um bem maior: a união da cena
underground nacional. A primeira edição foi
realizada em 2000 e teve como grandes destaques as aprticipações
especiais de Luis Mariutti e Ricardo Confessori do Shaman,
além da despedida de Edu Falaschi e Aquiles Priester
respectivamente do Symbols e Hangar, para assumirem postos
no novo Angra. Já em 2001, um público de 2500
pessoas superlotou a Led Slay em São Paulo em pleno
mês de dezembro! A tereceira edição,
realizada em fevereiro de 2002 levou novamente aos palcos
da Led Slay Aquiles e Edu, além de contar com maior
estrutura de palco, computar mais 8000 votos na tradicional
enquete no site da Heavy Melody para eleição
do set list, a distribuição de 5000 cópias
de um "guia" com 36 páginas contando a
história do festival e detalhando a edição
do mesmo ano. Resultado: 4000 pessoas nas duas noites do
evento superlotando a Led Slay!
Após
um grande suspense no que seria descrito posteriormente
como período de negociações, eis que
a Heavy Melody anuncia em 2004 a parceira com a já
renomada produtora Top Link, o que levou o evento para a
casa mainstream de espetáculos Directv Music Hall
e rendeu ampla divulgação na imprensa nacional.
Em uma atitude inédita, foram distribuídos
1500 cds com faixas das bandas integrantes do cast do BMU
2004, a mais ampla até aquele momento em termos de
diversificação entre vertentes e de maior
amplitude nacional, abrangendo estados das cinco regiões
do Brasil. Outro ponto que chamou a atenção
foi a presença de forma especial em ambas as noites
do fenômeno do heavy metal nacional, Massacration,
a banda mais controversa da cena brasileira devido a satirização
aos clichês do heavy metal. Resultado: sucesso estrondoso
de público e crítica, além de ser qualificada
como segundo melhor evento do ano no Prêmio Claro,
perdendo por pouco mais de 1% para o tradicional Abril Pro
Rock.
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Em
2005, com a realização da quinta edição
do evento, muito se questionou a respeito da continuação
ou não do bom público no evento. O cast
escolhido através da votação
popular feita numa espécie de dois turnos para
evitar a repetição do cast da edição
de 2004, bateu novamente o recorde de votações.
Esta edição marcou a estréia
de várias bandas no festival.
AS
BANDAS
São
representantes de seis estados brasileiros, de quatro
regiões distintas. São Paulo novamente
deteu a maioria absoluta com seis bandas, mas a surpresa
positiva foi a ascensão do Distrito Federal
que trouxe nada menos que três bandas ao festival,
seguido pelos gaúchos com dois representantes
e RJ, BA e PR com um cada. As bandas Toccata Magna
do RS e Harllequin foram escolhidas para abrirem as
duas noites do BMU 2005, seguindo o mesmo esquema
da edição anterior, quando Mind Flow
e Sagitta registraram seus nomes na história
do evento e conquistaram grande espaço na mídia.
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"Acho
que é o maior festival nacional, a celebração
do underground brasileiro. Quanto as bandas que tocarão,
sou suspeito em falar porque são grandes amigos como
Torture, Andralls, Mad Dragzter, Ocultan, Dr. Sin, Eterna,
entre outras. Acho muito legal mesmo esse clima de união."
Marcelo
Pompeu - Korzus
As
estréias deram a tônica do BMU 2005. Andralls
(SP), Avec Tristesse (RJ), Mad Dragzter (SP), Burning In
Hell (RS), Ocultan (SP) e Khallice (DF) debutaram no maior
festival underground nacional. Dentre estas, a presença
dos blackmetallers do Ocultan marcaram a primeira participação
de uma banda da vertente nas cinco edições
do evento, mais um grande marco. Revelações
do ano passado no festival, o Malefactor (BA) e o Dragonheart
(PR) despontavam como grandes nomes após debutarem
com sucesso em 2004 no BMU.
"Não
conhecemos todas as bandas dessa edição, mas
já tocamos várias vezes com o Burning in Hell
e a banda é foda. Vale a pena conferir. Muito legal
também a participação do Dr.Sin, uma
das melhores bandas existentes em nossa opinião,
já tocamos em Brasília juntos algumas vezes
e os caras são brothers. Além disso, tenho
certeza que todas as bandas selecionadas têm um trabalho
excelente e será um prazer para nós estarmos
ao lado de Eterna, Torture squad, Wizards e tantas outras."
Alírio Netto - Khallice
Dois
pontos "inversos" também são destacados
nessa edição: o retorno do Wizards e a despedida
do Dark Avenger. Parece ironia, mas uma apresentação
segue a outra no line up, dois momentos certamente adversos.
Após despontar nas paradas japonesas na decada de
80, o Wizards sofreu com mudanças, paradas e finalmente
retorna com sua line up clássica. Já o Dark
Avenger, após 13 anos de destaque na cena nacional,
sofreu com problemas internos e apresenta em sua última
aparição apenas o vocalista Mário Linhares
da formação original.
"A
respeito do BMU digo que, muito nos honra tocar mais uma
vez e fechar a noite em um evento como esse. Apesar das
bandas Claustrofobia/SP, Subtera/PR, e tantas outras não
estarem no cast, admito que está sendo um grande
passo para a profissionalização, com P maiúsculo,
do Metal nacional. Antigamente era inimaginável você
juntar as principais bandas do cenário metálico
nacional, escolhidas pelos internautas e colocá-las
em uma casa de show do porte da Cie Musical Hall (antigo
Palace e Directv Hall). A iniciativa é louvável
e merece o nosso maior apoio." Vitor Rodrigues
- Torture Squad
| Se
na edição anterior o Massacration foi
a atração especial, desta feita as já
renomadas bandas Korzus e Dr. Sin apadrinharam o evento
com ótimas performances, fruto dos seus anos
de estrada. Já Eterna (SP) e Torture Squad
(SP) doram escalados para fechar as duas noites de
BMU. A banda de white metal é o principal nome
do estilo no país e a única a se apresentar
nas cinco edições do festival; já
o esquadrão de tortura fecha o evento pela
segunda vez seguido, fruto de um trabalho altamente
profissional que aponta a banda paulista como grande
nome da cena nacional. O Tuath de Dannan foi a banda
mais votada na enquete realizada no site da Heavy
Melody, |

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porém
não pôde participar do evento em decorrência
do agendamento da sua primeira tour européia, coincidindo
as datas com a abertura da mesma na França. Mesmo
com o acontecido, o Tuatha foi escalado para a Line up dos
festival Live N' Louder, a acontecer em outubro no Estádio
do Canindé com a presneça de bandas do porte
de Scorpions, Nightwish e Testament, mais um marco na história
do evento.
COMENTÁRIOS
BANDA-A-BANDA
O
vocalista do Torture Squad, Vitor Rodrigues, além
de falar sobre o festival Brasil Metal Union, teceu comentários
sobre cada uma das bandas presentes no cast da edição
2005 do evento.
Toccata Magna: Infelizmente
não conheço muita coisa da banda, mas acredito
que praticam um heavy melódico de qualidade.
Andralls: Esses aí
são uns "tranquera". Praticam um thrash
metal poderoso que nos remete aos gloriosos anos 80. Tive
o prazer de participar de um show deles e os considero muito.
Fazem parte do "Metal Maloca".
Avec Tristesse: Infelizmente
não conheço nada a respeito deles, mas pelas
resenhas que leio, a banda possui talento ímpar em
suas composições.
Wizards: Banda
veterana no cenário metálico possuidora de
um grande vocalista e performance profissional.
Malefactor: Esses
bahianos do Malefactor são grandes amigos nossos
e a sonoridade que praticam é profanamente destruidora.
Paulada!!!
Dark Avenger: Lembro-me
certa vez que abriram um show do King Diamond/Mercyful Fate
em São Paulo e achei muito bom.
Eterna: Apesar
de não compactuar com as letras, admiro-os como pessoas
que são. Heavy de qualidade excepcional.
Harllequin: Não
conheço... será uma incógnita.
Mad Dragzter: Outra
banda que pratica um thrash furioso e matador.
Burning Hell: Banda
muito boa que mescla power metal com palhetadas nervosas.
Ótima surpresa dos pampas.
Ocultan: Apesar
de não compactuar com as letras, admiro-os e respeito
seus integrantes. Black Metal ríspido, cru e maldoso...
como o verdadeiro Black Metal tem que ser.
Khallice: Ótima
banda que pratica um Prog com influências de Dream
Theater mas com identidade própria. Além de
serem pessoas muito legais, o Khallice nos oferece talento
ímpar em suas composições.
Dragonheart: Muito
boa banda. Possuidora de uma postura profissional e ao vivo,
é matadora!
Torture
Squad: Quem?!
Nunca ouvi falar... é nova?
AGRADECIMENTOS
Vitor
Rodrigues do Torture
Squad,
sempre atencioso com o Metal Revolution
e demais veículos
Marcelo
Pompeu do Korzus
e Alírio
Netto do Khallice
pelo
primeiro contato com nossa equipe, em detrimento deste
grande evento que é o BMU
Heloísa
Vidal da
Brasil Music Press
por me aturar no celular durante tanto tempo.
Prometo maneirar... (rsrsrs)
Heavy
Melody e
Top Link
pela
realização do evento que já se
tornou obrigatório no calendário anual
Thiago Rahal
pela formulação da pauta do Khallice
e empenho na cobertura do BMU |
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