ZOMBIE
PARTY
OCEAN CLUB, SÃO PAULO - SP Review por André Luiz - Edição por André Luiz Fotos por André Luiz (metalrevolution.net) Zombie é um termo derivativo do francês falado no Haiti, geralmente relacionado a mortos vivos, figuras fictícias que ressuscitam após serem dadas como morta, uma espécie de indíviduo com morte cerebral em atividade, vivendo literalmente em um estado catatônico, sem consciência. Mas é justamente a figura ilustrativa do morto vivo que faz o termo 'zumbi' ser utilizado em festas, eventos, filmes e demais atividades, motivo no qual a Nuish Prod. baseou-se na elaboração da Zombie Party, marcando o mês de outubro marcado pelo Halloween. Focado na linha gótico/industrial, o festival marcou o retorno à Ocean Club da Der Wahnsinn após certo período afastada da casa, assim como o debut da Haradya coverizando músicas do Within Temptation; da mesma forma, contamos com apresentações das bandas Ilúvënis, Silent Angels, Nowhere, Delphic Oracle, Soul's Silence e Christabel, conhecidas dos frequentadores do local. Além do anunciado open bar com 4 horas de duração (que na verdade teve apenas três), os cerca de 500 presentes na Ocean Club sentiram as ausências de Mister Super Star (tiveram um show em Taubaté ao lado do Principle Of Evil na mesma noite), The Picture e Synth Life (sem motivos revelados).
Retornando aos palcos da Ocean Club após um hiato de apresentações, a Der Wahnsinn trouxe a tona seu repertório mesclando material próprio do ótimo Industrielle Revolution com petardos do Rammstein. Christian Hoffmann (V), Denis Roosevelt (D), Eloi Aldrovandi e Fernando Mazzaro(G), Leandro Mazzaro (B) e Rodrigo Gomes (K) através de sua simples presença incitam o público a comparecer em determinado evento, quanto mais de um ambiente a outro... resultado: pista principal cheia, um tanto quanto liberando as aglomerações no open bar. Novamente podemos constatar o entrosamento ímapr entre os músicos, bem como sua presença de palco, ocasionando a participação ativa do público em faixas como Du Hast, Energie, Te Quiero Puta, além de uma faixa do novo álbum do Rammstein (lançado um dia antes do festival) e a participação do vocal Leandro da Herzeleid. Já na pista Dark um tanto quanto esvaziada devido a performance citada citada, a Silent Angels trouxe seu repertório calcado na carreira do Lacuna Coil aos presentes. Mel Ian (V), Filipe e Vini (G), Ricardo (D), Chucky (B/V) e Ariadne (K) demonstraram a força de seu conjunto, presença de palco do baixista/vocal Chucky, e logicamente, a imagem de Mel Ian como frontwoman em músicas como Enjoy The Silence, Spellbound (do novo álbum) e To The Edge, finalizando uma boa performance do grupo.
Confirmando a boa trajetória de suas últimas apresentações, a Nowhere trouxe ao público da Ocean Club seu set composto por músicas do HIM. Luiz (V), Rainer (B), Xabu e Felipe (G), Henrique (D) e Zelf (K) em faixas como Killing Lonelliness, Join Me e For You demonstraram um maior conjunto no palco com a sequencia de shows da nova line up, parece mais inteira on stage, destacando a dupla Luiz/Rainer nos vocais/baixo, boa performance. Já no palco Dark, em meio a 'parte final' do open bar, a Delphic Oracle trouxe aos presentes seu repertório de Epica. Com um nome estabelecido na cena, em especial entre os frequentadores da casa, Larissa Gomes (V), Luis Augusto e Bruno Serafim (G), Diego Lopes (B/V), Everton ‘Tatau’ (D) e Erich William (K) foram bem recepcionados pelos presentes em faixas de Simone Simons e cia. bem executadas, tanto as mais conhecidas como Seif A Din quanto as músicas do novo álbum (lançado na mesma semana do festival). Destaque apra o entrosamento geral da banda que marca seu diferencial no palco.
Em meio as últimas apresentações da noite devido a ausência de alguns nomes, como citado anteriormente, houve também um encurtamento do open bar sem aviso prévio. O bar aberto por 3h (uma hora a menos do que o anunciado) pegou muitos desprevenidos e resultou em reclamações diretos a mim para citar tal fato na matéria, como estou o fazendo. De fato, espero que esta seja uma exceção entre os eventos a serem realizados na casa, visto que o público se sente ferido quando bandas anunciadas por uma razão ou outra se ausentam da mesma forma. Encerrando as performances do palco principal, a Soul’s Silence fez um bom show, coverizando petardos da banda portuguesa Moonspell mesclados com sons próprios. Willian e Kleber (G), Jorge (D), Airton (V), Jeferson (K) e Rodrigo (B) desempenharam seu papel da maneira correta, mesmo com pouco público na pista, o que marca o diferencial das bandas que aproveitam as oportunidades que tem para se apresentar. No palco Dark a situação não foi diferente, mesmo com a presença de um pouco mais de público se comparado com a pista Phoenix, a Christabel de Cynthia Karavla e Fabio Jonke (V), Erich William (K), Leandro Gonzalez (G), Diego Lopes (B) e Mirella Max (D) trouxe seu repertório calcado na trajetória do Nightwish. Entre faixas executadas como Kinslayer, confesso que mais uma vez fiquei impressionado com a qualidade vocal de Cynthia, simplesmente sem palavras seu timbre e a forma como ele é colocado nas músicas. A banda no geral tem um instrumental acertado, entrosado, já Fábio no vocal faz um bom acompanhamento no backing. Finalizada a noite, diria que em meio a movimentação na pista Lounge e as boas apresentações, foram sentidas algumas ausências de bandas, além do citado problema do open bar com uma hora a menos que o anunciado.
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