WINGER De todo o gênero de rock e heavy metal (passando por suas diversas variações e estilos), pessoalmente o que mais me agrada é o Hard Rock oitentista, e nisso meus amigos, Kip Winger e sua banda são os mestres. Kip já passara duas vezes pelo Brasil em carreira solo e sempre prometia a vinda de sua banda Winger completa, sonho de muitos fãs finalmente realizado. Se em sua última tour pelo Brasil veio desplugado e apenas com um violão para fazer um show acústico, desta vez Kip estava no palco com sua full line up: Reb Beach (guitarra e vocal), John Roth (guitarra e vocal) e Rod Morgenstein (bateria), tendo inclusive dito anteriormente em seu site “Estou contente em poder ir ao Brasil pela terceira vez, mas agora acompanhado de minha banda toda". O show contou com um set list repleto de clássicos e músicas do mais recente CD, "Karma", lançado em outubro de 2009. Alguns destaques que podemos citar foram canções como 'Blind Revolution Mad', 'Deal With The Devil', 'Miles Away', 'Stone Cold Killer', 'Headed For A Heartbreak'.
Kip nos apresenta mais uma música de seu novo CD, sendo executada “Stone Cold Killer” e seguida por “Rainbow In The Rose”, outro canção maravilhosa do seu segundo disco lançado em 1990. Nessa altura do show os fãs já haviam percebido um padrão no set list, ou seja, uma intercalação entre canções novas e antigas. Devo dizer que isso fora uma escolha muito bem acertada, pois embora grande parte do público presente já conheciam e acompanhavam as canções atuais, essa intercalação não deixou o ânimo dos presentes e o clima do show cair em nenhum momento. Pois bem, seguindo este padrão temos a execução de mais uma canção de seu novo disco, a belíssima "Deal With The Devil" seguida por um dos seus maiores sucessos e cantada em uníssono: “Down Incognito”, com destaque para o acompanhamento de Reb Beach na gaita. Após este sucesso, o público bradava o nome da banda e aplaudia pedindo mais. Os músicos visivelmente emocionados no palco novamente agradecem a receptividade que estavam tendo por parte dos presentes e executam a belíssima “Your Great Escape”, única canção tocada na noite do disco “IV” de 2006. Acho uma pena isso, pois embora seja um álbum que não esteja aos pés dos clássicos antigos e nem do atual lançamento, possui canções maravilhosas tanto em arranjos como em letras. Os músicos saem do palco para o momento de Reb Beach fazer seu solo, marcado pelo feeling e interação com o público, demonstrando que não a toa hoje está a frente das guitarras do Whitesnake. Em todo momento chegava próximo dos fãs das primeiras fileiras e estendia a mão cumprimentando-os, sorria para todos, apontava aos fãs, corria de um lado a outro do palco e sempre estava com um sorriso estampado no rosto. Um detalhe o qual não pode ser passado batido: alguns fãs a frente do palco seguravam um cartaz escrito “one guitar pic please”, sendo s mesmos agraciados com palhetas entregues pelo músico. Após o momento solo de Reb Beach, a banda retorna ao palco para a execução de "You Are The Saint I Am The Sinner", a qual colocou os presentes para pular devido ao ritmo desta canção, sendo que logo após houve mais uma pausa na qual os músicos deixaram o palco para dar espaço a Rod Morgenstein na bateria. Seu solo fora exatamente o que um drum solo deve ser, ou seja, não muito longo (como muitos já vi fazerem), mas dentro de um tempo ideal para demonstrar sua técnica e rapidez, intercalando com momentos no qual pedia a participação do público. Após o solo, a banda retorna ao palco para executar “Headed For A Heartbreak” do seu debut de 1988, novamente agitando o público.
A apresentação já se findava, portanto, era chegado o momento de retirar suas maiores cartas da manga e fazer o público se emocionar. Para encerrar essa primeira parte do show, a banda executa a dobradinha com “Can´t Get Enough” e “Seventeen”, esta última levantando comovendo a platéia, sendo que alguns inclusive cantavam-na com os olhos marejados. A banda deixa o palco aplaudida por todos e sobre gritos de bis. Fim do show? Claro que não! Ainda faltavam alguns clássicos e com o público eufórico pedindo por mais. Passados alguns minutos, os músicos retornam ao palco agradecendo novamente a receptividade dos fãs e o que aguarda os presentes é um dos momentos mais bonitos da noite. Kip se posiciona no teclado a esquerda do palco e dá inicio a execução de “Miles Away” que é possivelmente a música mais conhecida de toda sua vasta carreira. Momento mágico, semelhante ao que fora na execução de Seventeen, pois todos os presentes cantaram-na em uníssono com as mãos erguidas. Sem dar tempo para o público respirar, emenda com “Madalaine”. Observamos no rosto dos músicos um visível sorriso de dever cumprido. Kip apresenta os demais músicos e agradece novamente a presença de todos. Para aqueles que como eu, achava que era o final do show, a banda ainda tinha uma última energia para queimar e encerram o bis com “Helter Skelter”, cover do Beatles. Se a casa não estava lotada, aqueles que presenciaram o show eram verdadeiros fãs que acompanharam a banda em cada acorde entoado. Só podemos agradecer ao Winger pela garra e energia demonstrados on stage e torcer para que retornem ao nosso país o mais rápido possível. Não posso deixar de comentar a simpatia da banda pós-show. Tendo passado mais ou menos uma hora do show, os músicos deixam o Carioca Club em direção ao carro que os levaria ao hotel no qual estão hospedados, mas fazem questão de atenderem aos fãs localizados junto à casa aguardando sua saída, demonstrando mais uma vez a humildade dos músicos e respeito por seus fãs.
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