VAMPYRIA
SECRET
OCEAN CLUB, SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
Uma
celebração ao público gótico feminino. O inédito festival Vampyria Secret
recebeu um bom contingente, mais de 750 pessoas na Ocean Club, sendo
mulher em sua maioria. Além do open bar extra de duas horas havia prêmio
para melhor visual, R$300 em compras na Loja Profecias), mas não podemos
esquecer também da presença feminina em quase todas bandas que se apresentaram
na noite. Com exceção da estreante em termos de Ocean Synth Life e a
Nowhere, todas outras integrantes do cast possuíam uma mulher em seu
line up: dos grupos que finalmente retornaram a casa Knights Of Requiem
e Opus Eclipse até as presenças constantes de Principle Of Evil, Noctra
e The Picture, passando por Elegia e Dead Generation. Até mesmo as DJ’s
da pista lounge (exceto algumas coberturas para atrasadas/furonas de
plantão rsss) eram do sexo feminino, faltou apenas elas assumirem o
posto de barwoman no open bar... As baixas da noite ficaram a cargo
da Unspoken que cancelara sua performance junto a produção há algum
tempo e a Mechanical Animals que simplesmente não apareceu na casa.
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Em meio a abertura
precoce da casa para o início do open bar exclusivo as mulheres,
muitas foram as reclamações do público masculino pela restrição
de se descer a pista Dark. Como foi avisado de forma antecipada
(e como...) essa situação, confesso que de certa forma as pessoas
foram um tanto quanto ingênuas em pensar que seria simples o
acesso ao open bar nesse horário. Mas com outra reclamação vinda
do público concordo totalmente: a abertura antecipada também
da pista lounge. O andar principal estava lotado, calor de suar
o vidro que cobre as paredes do local, nessa parte os homens
mal-humorados estavam cobertos de razão. Outro fato que me chamou
a atenção (esse não se trata de nenhuma novidade) fora o atraso
da primeira banda a se apresentar no palco principal, apenas
após a abertura do open bar o The Picture iniciou
sua performance na pista Phoenix. Rodney (B), Bob (V/G) e Mayra
(K) trouxeram seu repertório calcado na carreira do The Cure
e como de praxe, animaram o público dançante que teve participação
ativa no show, com destaque para presença de palco do vocal
em faixas como M, Lulaby e High. Já no palco Dark, em meio ao
público masculino em busca de suas primeiras doses de destilado/cerveja,
a Synth Life traz ao público presente sua música
eletrônica contagiando ao melhor estilo EBM. Kold (V), Android
(Samplers) e Jack (Samplers) trouxeram ao Ocean Club um repertório
de composições próprias como Indústria Macabra, Tecno Lógica
e Engrenagem da Culpa, disponibilizadas gratuitamente na Internet
pelo próprio projeto Synth Life. Os vocais agitaram o público
enquanto os fãs da sonoridade dançaram ao melhor estilo EBM.
Em mais uma passagem
pelo palco Phoenix da Ocean Club, a Noctra trouxe
seu set recheado de petardos do Epica e After Forever. Gê Farewell
e Kamaray Ronio (V), Douglas Pires e Edu Sabino (G), André ‘Gú’
(B), Ricardo Matteuzi (K) e Eric Fleming (D) deram até demonstração
à 'vira-vira' dos Mamonas Assassinas no palco, além de contar
com a participação especial das vocais Tales e Andréa em dado
momento. Em meio a faixas como Consign To Oblivion, Monolith
Of Doubt, Cry For The Moon e Between Love And Hate, destaco
Eric e Kamaray nas partes pesadas, enquanto Ge no lírico mantém
o participativo público em suas mãos, sem esquecer lógico, da
sonoridade próxima da original executada pela Noctra. Enquanto
isso na pista de baixo, a Dead Generation trouxe
aos presentes a sonoridade alternativa do Deathstars. Com a
line up, Andrei Ramirez (V), Andy Hannibal e Vazz (G), Arthur
(B), Jill K Machine (D) e Helena (K), músicas como Fear Of The
Dark, Night Electric Night e Genocide foram apresentadas ao
público, o qual pode conferir uma banda entrosada, com presença
de palco e originalidade, além de um baixista com postura despojada
e vocal performático.
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Novamente
em São Paulo, apresentando-se no palco Phoenix, a banda
‘sãojoseense’ Elegia de Escobar (D), Emerson
Deniz (B), Marcelo D'Angelo Mayumi (Backing) e Paulo Gotoh
(V) trouxe não apenas seu repertório calcado em uma sonoridade
própria obscura e instimista mas também um empolgado público
de São José dos Campos. Em meio a performance de faixas
como Revelations, Lady Caffeine, Spell, Solidão e Escravos,
percebeu-se essa parcela de ‘conterrâneos’ agitando em meio
a pista acompanhada de um bom número de seguidores do Elegia,
enquanto outras tantas se espalhavam pela pista lounge e
arredores do bar. A banda executa seu som um tanto quanto
sombrio de forma limpa, algo bem centrado, embora considere
que em dados momentos o show tenha teor um tanto quanto
monótono. Em meio a movimentação final do open bar, a Nowhere
de Rainer (B), Xabu (K), Felipe e Rodrigo (G), Henrique
(D) e Synthetic (V) trouxe aos presentes suas coverizações
para músicas do HIM. Embora com set muito bom e um instrumental
esforçando-se para chegar no original, acho que o vocal
quebra o ritmo da apresentação, o show acaba ficando um
tanto quanto monótono, mesmo com músicas do calibre de um
Heartache Every Moment, Join Me, Vampire e Poison. Embora
em dados momentos o público participe ativamente, em outros
ele simplesmente se espalha pela pista.
Encerrando
os trabalhos no palco Dark em virtude da falta da ausência
banda (manson Cover), a Principle Of Evil
formada por Predator Filth (V), Quinho (G), Felipe Myung
(B), Thiago Metalero (K), Otavio Scorpion (D) e Cimeries
(V) brindou aos presentes com uma das melhores performances
do grupo que já vi nesse ano. O sempre anunciado a plenos
pulmões por seu frontman como único Cradle of Filth cover
do Brasil demonstrou em petardos como From Cradle To Enslave,
Nymphetamine e The Principle Of Evil Made Flesh o que é
ter um público nas mãos durante mais de quarenta minutos.
Em meio aos moshs na pista, pode-se conferir uma apresentação
muito boa, Predator chamando os presentes que participavam
incessantemente em uma interação banda/público contagiante,
com destaque também para o tecladista Thiago Metalero e
sua presença ativa on stage. Mas chegará o momento do ‘até
que enfim!’ no palco principal. Com trabalhos encerrados
no subsolo e apenas a discotecagem anos 80 competindo no
lounge, um bom público conferiu duas performances que há
muito gostaria de rever na Ocean Club. Primeiramente a Knights
Of Requiem de Fábio (v/Flauta), Letícia (D), Thiago
(G) e Vanessa (K) trouxe seu repertório próprio baseado
nas faixas disponibilizadas em seu Myspace Knight Of Requiem,
Knight Wind e Shadow World, além de (pelo que entendi ouvindo
o vocal, em virtude do som do microfone algumas vezes sair
abafado) Wars, The Hunt (essa eu conheço rsss) e Black Tower.
Com apelos até mesmo a Odin, vocal mesclando trechos mais
limpos com outros rasgados, passando pela inserção de elementos
como flauta e gaita de fole, guitarra inspirada mesclando
riffs e solos com originalidade, além de abusar em certos
momentos de maneira correta do teclado e bateria. Poderia
classificar como uma mistura de folk com trechos death na
melhor escola Tuatha de Dannan / Lothlöryen com pitadas
de Vintersorg, interessante sonoridade, um tanto quanto
criativa, despertou interesse do público (NOTA: enfim pude
curtir alguma banda com minha ruiva sem gaviões enchendo
a paciência rss). Encerrando a noite, a Opus Eclipse
completou o time dos ‘bons retornos a Ocean’ com sua performance
de Therion cover. Karina Bathory (V Soprano), Thiago Figueiredo
(G/V Barítono), Marcelo Maximus (V Tenor), Luis Warchild
(B), Rodrigo Favarete ‘Kai’ (G), Everton Bonfá (K) e João
Oliveira (D) reproduziram uma sonoridade muito boa, com
destaque para performance individual dos vocalistas, em
especial a presença de palco de Karina Bathory em faixas
como To Mega Therion, Abraxas e Asgard (NOTA 1: costumo
confundir nomes de músicas de algumas bandas, do Therion
por exemplo de ouvir e falar é essa só To Mega Therion mesmo,
por isso, desculpe se coloquei alguma música não executada;
NOTA 2: que desculpa mais da esfarrapada rss).
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SELEÇÃO
VAMPYRIA SECRET
Baseado bons nomes, o set list da noite agradou
boa parte dos presentes, os quais quando não gostavam de determinada
banda ainda possuíam a o opção da pista Lounge no último andar.
Mas entre os destaques da noite, exceção feita ao baixista Arthur
da Dead Generation porque ainda gostaria de verificar outras
opções em bandas (logo não encontrando performance melhor),
ao bater os olhos eu logo imaginei que estariam na seleção do
evento. Primeiramente a parte de vocais, Ge e Karina controlaram
o público durante toda performance além de possuir timbres adequados
para as bandas as quais coverizam (NOTA: Karina foi minha escolhida
no período de experimentações em matérias que fiz no início
do ano, acho que no Medievil, quando gostaram da idéia da seleção
e acertamos o MR Battle). Já entre os frontmen masculinos, dois
estilos diferentes de chamar a atenção dos presentes, se Predator
Filth incorpora o espírito de Dani Filth on stage e interage
constantemente com o público, Fábio não apenas varia timbres
como introduz elementos que são o centro da sonoridade do Knights
Of Requiem. Seguindo a mesma linha de raciocínio, optei pelos
tecladistas tanto do ‘Principle’ como do ‘Knights’; já o guitar
Thiago foi uma mescla de ambos: criatividade na guitarra e presença
de palco. Seguindo a linha de boas performances, o baterista
Eric Fleming me fez esquecer por vários momentos os instrumentos
de cordas e interpretação dos vocais com a energia e precisão
que demonstrou enquanto atacava com avidez seu instrumento,
desempenho de alto nível que sabia, dificilmente seria batido.
Com base principalmente no número de indicações individuais,
optei por Principle Of Evil e Knights Of Requiem como melhores
da noite, embora considere ter presenciado shows com grande
participação do público, em especial do Noctra, Opus Eclipse
e The Picture.
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Vocal Masculino: Fábio (Knights Of Requiem) e Predator
Filth (Principle Of Evil)
Vocal Feminino: Gê Farewell (Noctra) e Karina
Bathory (Opus Eclipse)
Baixista: Arthur (Dead Generation)
Guitarrista: Thiago (Knights Of Requiem)
Baterista: Eric Fleming (Noctra)
Tecladista: Thiago Metalero (Principle Of Evil)
e Vanessa (Knights Of Requiem)
Banda Gótico/Dark/Black: Principle Of Evil e
Knights Of Requiem
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AGRADECIMENTOS
- Equipe Gothz Newz pela produção e realização do evento,
em especial ao Bruno, Ernesto, seguranças, DJ's e barmen
- Bandas com quem tive ótimo relacionamento, em especial Knights
Of Requiem, Principle Of Evil, Opus Eclipse, Noctra, Synth Life
- Público com o qual tive contato durante a cobertura: Rodrigo
'cunha' (rsss), Leandro, Ricardo, July, Vinny, Tico aniversariante,
Lu, Japa, Geison e namorada, Elvis e comboio da fiel, Filth,
Werika e namorado (enfim voltou!), Jack doida (rsss), Pitty,
Nanda (até que enfim na Ocean!), Claudinha e pessoal de Campinas,
Márcia sumida, Bruno, galera EBM, Suelem, além do pessoal
com quem conversei no evento cujo nome eu não recordo ou simplesmente
não sei (kkk)
- A ruiva companheira de aventuras que não sai da minha cabeça
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