SERRA
PALACE,
SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP
Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
Após
problemas no Fabrica Show, a mudança para o Clube Adamus, depois
a edição no Odissey e agora nova alteração de local, o Serra Palace,
transformando o evento em uma legítima rave gótica. Não bastasse isso,
um cast com boas bandas e os principais DJ's da cena paulistana. Com
todas essas renovações, podemos dizer que o Vamp Festival se trata ainda
do maior evento gótico/alternativo do Brasil? Diria que o mais conhecido
de São Paulo, no máximo... Em termos de bandas, apresentações destacadas
de Ravenland e Semblant, os amados/odiados Maldita, a chuva de problemas
técnicos encarados com destreza por Lascyvia e Hevorah, as bandas do
interior paulista Elegia e Laudany, a 'salvação do EBM na festa' A Industrya,
os prestigiados covers Interlude e Strange Mode e a mini apresentação
do Mister Super Star. Faltou algo? Pergunte aos integrantes do Candles
que pretendiam encerrar suas atividades com a apresentação derradeira
no Vamp... E o que dizer da pista de EBM fechada, do open bar com vinho
'acetonado', da energia elétrica vai-volta (sem qualquer ligação com
o projeto de transporte escolar da ex-prefeita de São Paulo), dos problemas
com os ônibus fretados fantasma? Acredito que há pouco espaço nesta
página para esmiuçar todos ocorridos no festival, mas vamos tentar resumir
ao máximo, buscando palavras de todos envolvidos...
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Marcadas para se
iniciarem a partir das 22h15m, as apresentações iniciaram por
volta da 0hs, primeiro com a Lascyvia no palco secundário. Após
alguns problemas de ordem pessoal, a vocal Clarissa Moraes pôde
retomar sua trajetória frente ao principal After Forever cover
da cidade e ao lado de Greg Szalontai (G), Fellipe Russo (G),
Alessandro Gavazzi (B), Douglas Bathory (V), Marcos Fontes (K)
e Iuri "Fry" Barboni (D) fez um ótimo trabalho em
petardos como Monolith Of Doubt, Face
Your Demons, My Pledge Of Allegiance #1,
além de The Evil That Men Do (Maiden) e Perfect
Strangers (Purple). Já no palco principal, a Ravenland
levava ao público a força de suas composições próprias, com
destaque a petardos do EP Back. Dewindson (V), Camilla (V/Violino),
Albanes (G), J.Cruz (B), Evandro (D) e Danillo (K) chamaram
a atenção dos presentes através de petardos como End
Of Light, SoulMoon, Nas Asas
do Corvo, The Crow e uma jam com Sergio
Mazul (Semblant) em Scorpion Flower (Moonspell)
ao final. Os shows continuavam acontecendo de forma simultânea,
no palco secundário a Interlude tranformava a pista num local
de pura dança. Clássicos como A Strange Day e
Boys Don’t Cry fizeram o público agitar enquanto
Tiemi (B), David (G), Samuel (G/V), Vítor (K) e Diego (D) literalmente
se divertiam on stage. Enquanto isso, a banda de Curitiba Semblant
debutava nos palcos paulistas e demonstrando boa presença de
palco e técnica, despertaram interesse do público presente.
Kátia Shakath (V), Sérgio Mazul (V), Leonardo Rivabem (B), Roberto
Hendrigo (G), Cândido Oliviera (D) e J. Augusto (K) executaram
com maestria não apenas sons próprios como Sleepless,
minha favorita Forever Failure, Legacy
Of Blood, Black Babylon e Neptune
Effect como a conhecida Engel (Rammstein).
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Fretado
e primeiras impressões: para iniciar, nada melhor
do que um pouco de confusão. O embarque no transporte fretado
em frente ao cemitério do Araçá (metrô Clínicas) marcou por falta
de informação, não apenas do público sobre como embarcar mas também
de alguns motoristas que não sabiam a localização do Serra Palace
e proporcionaram situações engraçadas como paradas para pedir
informações e afins (leia-se pausa para o banheiro rsss). Ao menos
no interior dos ônibus podemos dizer que houve diversão... Chegando
ao local, ligeira fila e lá estávamos no Serra Palace. Confesso
que o local é agradável, mas ninguém contava com um sábado chuvoso...
Pois bem, vamos as bandas, mas porque tanta demora para começarem?
Cerca de 1h30m após o marcado no cronograma as primeiras bandas
começam suas performances e se no palco principal presenciamos
Dewidson e Camilla esbanjando presença de on stage (destaque para
a vocal que deixando o posto de tecladista possui mais liberdade
no palco, ponto de destaque se comparado a outras apresentações
da Ravenland), Clarissa Moraes não pôde conter os palavrões em
meio a seqüência irritante de problemas do aparato técnico utilizado
no palco secundário. Sorteio de brindes e bate papos com o público
além da chegada da vocal Juliana do Hevorah no meio da apresentação,
estes foram apenas alguns dos artiíficios usados pelos integrantes
para esconder uma mescla de indignação com desapontamento pelo
ocorrido. Seguimos com uma pista de EBM que levantava o público
que não estava muito interessado nas bandas, além de um bar movimentado
junto a entrada. A Semblant fora a segunda a se apresentar no
palco principal e assim como fizera comigo ao ouvir suas faixas
no MySpace, em sua primeira performance em São Paulo eles chamaram
atenção pela variedade de recursos utilizados pelos músicos, como
a variação dos tons do vocal Sergio e a presença de palco marcante
de Kátia. Interlude? The Cure? Acho melhor da próxima vez que
uma banda com o vocal Samuel for escalada para um evento, eles
serem incluídos como uma espécie de LIVE PA ou algo do tipo. Impressiona
como esse rapaz sempre transforma os ambientes no qual se apresenta
em pistas de dança, muito bom... |
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A
banda carioca Maldita geralmente provoca reações diversas do público,
e no Vamp não poderia ser diferente. Cobertos por seu sangue 'groselha',
Vidaut (D), Lereu (G), Magrão (B), Canibal (K) e Coagula (V) conseguiram
não apenas fazer os presentes cantarem faixas como Embaixadores
da Carne e Paraíso Perdido, mas também
alguns gozarem de seus atos
no palco e até mesmo gritarem por integrantes que julgavam 'bonitos'.
Alheios ao alvoroço criado pels cariocas, a Laudany levou um bom
público ao palco secundário.
Moysés Prado (V), Ricardo Baptista (B), Hooligan (G) e Neto (D)
demonstraram sua técnica e presença de palco em meio a composições
como Learning To Fall, Darkening The
Youth, Invisible, Foolishly
Convinced, The Almight Ego, e a cover
para Black #1 (Tipe O' Negative). Prosseguindo
a noite, duas velhas conhecidas da cena paulistana. A Hevorah
no palco principal, após mudanças na line up, estabilizou-se com
Juliana Rossi (V), Mauro Andrea (V), Flávio Sallin (K), Fabricio
Fenili (G), Dan Ramos (B) e Appolo Moreira (D). No repertório,
não apenas covers como Nemo, Sacrament
of Wilderness e The Pharao Sails To Orion,
a banda aproveitou para executar faixas de seu novo EP como
a homônima In The Company Of Angels, trabalho
o qual será lançado no show de abertura para apresentação do Nightwish
na Via Funchal. Já no palco secundário, Samuel assim como fizera
com a Interlude, novamente comandava uma verdadeira pista de dança,
desta vez através de sua interpretação ao lado de
João Barros (K/Prog) e Cleber Carvalho (G) para clássicos do Depeche
Mode como Black Celebration, Behind The
Wheel, Just Can't Get Enough e Enjoy
The Silence. |
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Open Bar?
Duas pistas de DJ? Os primeiros problemas:
finalmente teria um bom tempo para curtir a pista de EBM, mas
o que houve? Pista fechada? Segundo o pessoal presente, a potência
simplesmente queimou em meio a discotecagem. E que marca é aquela?
Dos tempos de minha avó, nem sei escrever aquilo direito... rsss
mas antes disso, repararam no vai e volta da luz? Seria um teste
para o natal meros três-quatro meses antes (bobagem essa diferença
de tempo, não é mesmo? rsss). Novamente fui consultar a produção
e segundo me foi passado, ocorrera um problema com o gerador alugado
para a casa. Explicação: o local fora alugado, porém haveria necessidade
de contratar uma empresa em separado a qual cedeu gerador para
energizar a parte elétrica do Serra Palace. Acontece que durante
o dia a empresa (mesma que cuidou dos equipamentos de som/luz
da festa, aparatos tão elogiados pelas bandas Lascyvia e Hevorah
rsss) fizera testes com todos ambientes funcionando mas através
da energia pública. A noite fora enviado um gerador abaixo do
contratado pela produção do evento, o que ocasionou o pisca-pisca
dos ambientes, mais a queima de alguns equipamentos utilizados
na casa, como fora o caso da potência. Explicações a parte, o
certo é que após o Lascyvia, a banda Hevorah mesmo empolgada com
o convite para abrir a apresentação do Nightwish em São Paulo
também ficou bronqueada com os problemas durante sua apresentação.
Antes disso porém, a Maldita deixou seu rastro vermelho-groselha
por toda pista principal, de palco a equipamentos, de camarim
a meros set lists que este cidadão que vos dirige a palavra adquiriu
ao final dos shows. O público? Da mesma forma que uma porcentagem
aproveitava o show, cantava as músicas dos cariocas e gritava
para um dos músicos (acho que o baterista, não sei ao certo),
outra porcentagem observava a banda ou até mesmo zombava dos mesmos.
Isso sem contar a porcentagem embriagada que rodava de um lado
para o outro, seria efeito do vinho acetonado? Nossa, quem gostou
daquela bebida que parecia ter 80% de álcool zulu diluída entre
em contato comigo pois darei uma medalha pela cara-de-pau. Melhor
verificar, enfim, minha segunda apresentação do Laudany até hoje
demonstrando sua técnica on stage, e novamente, doutor Samuel
transformando o ambiente secundário em uma pista de dança ao som
de Depeche Mode... |
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Com anos de estrada
e um nome já consolidado na cena, o projeto A Industrya de Valter
Sangregório marcou presença no palco secundário com a performance
em LIVE PA. Auxiliado por Rafa ACiD (K/Samplers), Valter enfim
trouxe novamente a tona no festival o EBM que ficara de lado
com o fechamento da pista de DJ principal, através de petardos
como This Is My Life Agressive Way, Traumatized
In Terror e Robotic War Systems. Ao
mesmo tempo, o palco principal recebia a banda do interior de
São Paulo Elegia. Paulo Gotoh (V), Escobar (D/K), Emerson Deniz
(B), Marcelo Dangelo (G) e Mayumi (Backing) levaram sua sonoridade
ao público paulistano atráves de músicas como Lady Caffeine,
Revelation, Solidão, Medieval,
Escravos e Typhoon Eye.
Retornando ao palco secundário... Pista fechada? Segundo a produção
do evento, problemas na pele do bumbo da bateria (que não foram
notados nas apresentações anteriores visto que A Industrya e
Strange Mode utilizam recursos eletrônicos) impediam a utilização
do instrumento e como a empresa contratada para cuidar do aparato
sonoro não possuia equipamento reserva... No palco principal,
mais problemas. O sol já raiava e os primeiros ônibus deixavam
o Serra Palace se dirigindo para o metrô Clínicas, quando a
Mister Super Star
de Tucho Manson (V), Rafive (G/Synths/Samples), Dolph Klum (Synths/K),
Fyfe Moss (B), Jane Hesser Fish (D) e Lowery White (Back) executaram
três faixas apenas (destaques para The Nobodies
e Sweet Dreams) e tiveram que encerrar sua
performance. Motivo: falta de tempo hábil, devido atrasos anteriores,
frustrando as expectativas da banda que levará uma produção
de palco 'similar' a utilizada pelo próprio Manson em seus shows...
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Candles,
Mister e explicações da Gothz Newz:
Elegia, não conhecia a banda, apenas de alguns MP3; A Industrya,
poxa vida, fiquei uma semana com a melodia daquela música 'this
is suicide...' na cabeça; mas cadê a Candles? Palavras do Danilo,
guitarrista da banda: "O Bruno conversou com um responsável
pelo som ao nosso lado e ele recusou a assumir a falha no palco
e nos ressarcir... pouco antes disso, ele disse a cinco membros
de nossa banda que o atraso e todos os problemas eram de responsabilidade
da parte técnica. Minha
banda não tocou, gastou uma grana fudida, muita dedicação e ensaios!
Já falei e vou repetir, teve muito esforço envolvido. Esforço
de gente que merecia pelo menos um pingo de consideração!".
Já pelos lados do Mister Super Star, a reclamação ficou por conta
do pouco tempo de sua apresentação no qual o guitar Rafive elegeu
como culpados não apenas o organizador como bandas que demoravam
além da conta no palco. "Sinceramente, acho que se
é pra fazer um evento grande, tem que ter estrutura pra isso.
Os equipamentos, pelo menos do palco que toquei eram ótimos, de
excelente qualidade, não tenho do que reclamar. Mas a falta de
consideração com as bandas, o público e tudo foi terrível",
resumiu o guitarrista do Mister Super Star. Por sua vez, a equipe
contratada para cuidar do gerador e equipamentos de som/luz culparam
a estrutura elétrica da casa pelos problemas de queima de equipamento
e vai-volta da luz. Em conversa com o produtor do evento, o motivo
fora outro: "O gerador que mandaram não era o contratado
e não suportou a carga. O local tem eventos periodicamente, todos
com gerador, e nunca dá problema - logo num me venham falar de
instalações elétricas do local que não tem nada a ver porque quando
tudo estava ligado na rede elétrica (sem gerador) nada piscava
e funcionava corretamente. Os atrasos nos palcos se deram com
os problemas do gerador também... Quando a energia oscilava, equipamentos
se queimavam e os técnicos tinham que correr para trocar e/ou
improvisar. Se nao fossem os problemas com o gerador, haveria
sobrado tempo pro Candles tocar como última banda no palco principal,
visto que uma das baterias teve problemas".
CONCLUSÕES DE UM MERO REPÓRTER:
se informando a respeito de tudo que envolveu os problemas
ocorridos na festa, tanto no episódio dos atrasos das bandas e
vai-volta da luz (inclusive consultando empresa especializada
em equipamentos de som, a qual deu razão a produção do evento
na questão do gerador) quanto na questão dos fretados (a empresa
especificou em contrato que forneceria sete onibus e foram enviados
apenas cinco), torna-se notório a questão da quebra de compromisso
das empresas tercerizadas em questão. Porém, o público quando
comprou o ingresso para o Vamp Festival sabia que a festa seria
da produtora Gothz Newz, e na ocorrência de qualquer problema,
com certeza não seria a Sonora ou a Thelles quem teria a imagem
manchada. Gostaria muito que esse Vamp ficasse marcado pelas brincadeiras
nos ônibus, pelas bandas de qualidade e DJ's presentes no cast,
pelo Coringa que desfilava chamando atenção do público e mesmo
o rapaz que se tornou famoso após ser flagrado dormindo no banheiro
do Serra Palace (rsss), mas no fim das contas, a imagem que ficará
será a dos problemas citados acima (isso sem esquecer o vinho
horrível do open bar que não possue qualquer relação com equipamento
elétrico, gerador, bandas ou afins). Assim como na edição passada
quando várias pessoas afirmaram nunca mais ir ao evento por conta
dos problemas no Odissey, com certeza, muitos outros deixarão
de ir em um eventual Vamp XIII em decorrência de tudo que se sucedeu
nesse dia 13/09/08. Sem mais...
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AGRADECIMENTOS
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Gothznewz
pela produção do evento, em especial Bruno Rufinoni,
Vinny, Leandro 'Bóh', Cleiton, Angel, Claiton, Robson, Bruna, Marliz
e toda equipe de apoio que tentou fazer algo rss
- Bandas e DJ's com quem tive ótimo relacionamento,
em especial: Ravenland, Semblant, A Industrya, Lascyvia,
Hevorah, Mister Super Star, Candles, Laudany, Sapo, Elvis, Fabiano,
PV, Filth, Clark, Regina, Jack e Pedro Doom
- Tanta gente que encontrei/conheci por lá como todo pessoal
da comunidade do Vamp (se começar a citar nomes, esquecerei alguém...
rsss), os loucos do ônibus EBM (valeu pela Heineken no barril rsss),
o trio Márcia-Fenólio-Anderson, Jack e amigas, Cris 'fotografa' e
amigas, Will, Janete, a Curitibana que passou raiva com o vinho (rsss),
Renan e Akasha (Nuish) e todos que em meio a cobertura, insistiam
pra eu beber aquelas bebidas coloridas do mal (kkk) |
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