VADER & RAGNAROK
ABERTURA: ESGAROTH, HAMMURABI
HANGAR 110 , SÃO PAULO - SP
Review por Leandro Cherutti - Edição por André Luiz
Fotos por July Lorencini (metalrevolution.net)

Vader! Muitos associariam o nome a um grande mito das telonas, Darth Vader, mas não! Não estamos falando de Lucas Skywalker e família, e sim da conceituada banda polonesa Vader, que esta em turnê na divulgação de seu mais recente álbum ”Necropolis “ de 2009 e passaram pela capital de São Paulo no último dia 12 de Novembro no Hangar 110, em uma noite que também contou com à apresentação da banda Norueguesa de Black Metal Ragnarok (a qual em seus primórdios contou com a participação de Shagrath do Dimmu Borgir nos teclados), além de outras duas atrações nacionais, a paulistana Esgaroth e os mineiros do Hammurabi.

Vader - por July Lorencini (metalrevolution.net)

A noite teve seu início por volta das 20h com a horda Esgaroth (infelizmente não consegui assistir este show). Hammurabi foi a segunda banda a subir ao palco, o trio mineiro tocou para um público ainda pequeno, mas não menos barulhento, demonstrou estar afiada ao mandar um Death/Thrash Metal de primeira qualidade. Minas Gerais como sempre, nos fornecendo ótimas bandas no estilo.

Chegara o momento internacional da noite, o relógio marcava 21h35m no horário de Brasília quando os escandinavos do RagnaroK adentraram ao palco, com um visual infernal assemelhando-se a seres trazidos do submundo, adereços corpse paint e um tipo de ‘sangue’ jogado no corpo deram um ar macabro ao espetáculo. O quarteto norueguês formado por HansFyrste (vocal ), o grandalhão Decepticon (baixo), o não menos grandalhão Jontho (bateria) e o guitarrista peso pesado Thomas Hansen, iniciaram o espetáculo com a faixa ”It`s War” do realese Diabolical Age de 2000, a próxima a ser desferida em nossos tímpanos fora ”Bless Thee For Granting Me Pain”. O público no dado momento encontrava-se eufórico, HansFyrste agradece aos presentes e com uma lata de cerveja em mãos anuncia ”The Beast Of Madness” seguida de “Pagan Land” da demo homônima de 1995. O vocal com seu visual sangrento nos remetia a impressão de estar perdido em meio ao caos, com seres oriundos do próprio inferno. Prosseguindo com o show, mandaram “Collectors Of The King”, “In Nomine Satanás” e “Burning The Earth”, encerrando sua apresentação com “Blackdoor Miracle”, honrando a bandeira do Black Metal Norueguês.

Set list Ragnarok
Fornecido por Decepticon
It’s War / Bless Thee For Granting Me Pain / Beast Of Madness / Pagan Land / Collectors Of The King / In Nomine Satanas / Burning The Earth / Blackdoor Miracle

Após um pequeno intervalo de 15 minutos para reabastecer as energias, era chegado o momento da grande atração da noite. Por volta das 22h30m, Peter (guitarra), Pawel (bateria), Spider (guitarra) e Reyash (baixo) tomaram de assalto o minúsculo palco do Hangar 110, com a introdução do filme “Stars War” abrindo as portas para a poderosíssima ”Silent Empire”. O público ainda encontrava-se atordoado pela potência sonora quando a curta e pesada “An Act Of Darkness” fora à próxima a ser contemplada pelos fãs, sendo ambas faixas de abertura pertencentes ao álbum ”De Profundis” de 1995. Após estes petardos, chegara o momento de respirar. Peter agradece os presentes do Hangar 110 (proferindo um “obrigado” em português) e abre uma breve conversa a qual culmina no anúncio da faixa “Blood Of Kingu”. O que chamara atenção foi Reyash, que por instantes parecia estar possuído, tocando com os olhos virados, brancos, como os de um zumbi; já Peter e Spider não deixam nada a desejar em questão de presença de palco, os dois bangueiam sempre que possível no melhor estilo de uma banda de Death Metal.

Ragnarok - por July Lorencini (metalrevolution.net)

Até o dado momento um show somente com clássicos, mas tal situação não surpreendia os fã dos poloneses, afinal, a bagagem superior a 20 anos de estrada pode proporcionar tal fato. Sem perder o ritmo, tivemos outras preciosidades a serem apreciadas como "Incarnation", ”Sothis” e a invasiva “Revolt” com o seu andar extremamente veloz executada com extrema maestria.

O show continuou com a mesma pegada, seguindo com as músicas "Vision And The Voice", “Reborn In Flames” e a matadora “Wings”. A intro ”Between Day And Night” ecoou na casa, dando a dica que “Shadow Fear” estaria por vir, faixas do disco Impressions In Blood de 2006. Mais um tema clássico bateu cartão no Hangar, “Carnal”, um som que demonstra todo o poder da banda. Representando o último trabalho dos poloneses tivemos “Delivizer” e “Rise Of The Undead”. Outro ícone não foi esquecido, a avassaladora “Cold Demons” marcou presença no set executado. A banda ainda nos golpeou com “Impure” do cd Necropolis e finalizou com um tema de 1993, "Dark Age”. Agraciando aos presentes com um setlist a ser respeitado, incluindo a execução quase que na íntegra do aclamado “De Profundis”, a banda nos proporcionou mais uma lendária apresentação na capital paulista.

Agradecimentos especiais a Tumba Produções pela atenção com a equipe na MR, em especial Edu e Andrea. E ao músico Decepticon (Ragnarok) pela atenção e colaboração nesta resenha.

Set list Vader
Fornecido pela Tumba Produções
Silent Empire / An Act Of Darkness / Blood Of Kingu / Incarnation / Sothis / Revolt / Vision And The Voice / Reborn In Flames / Wings / Intro Between Day And Night / Shadow Fear / Carnal / Develizer / Rise Of The Undead / Cold Deamons / Impure / Dark Age

IMAGENS DA NOITE
Vader - por July Lorencini (metalrevolution.net)
Vader - por July Lorencini (metalrevolution.net)Vader - por July Lorencini (metalrevolution.net)Vader - por July Lorencini (metalrevolution.net)
Ragnarok - por July Lorencini (metalrevolution.net)Ragnarok - por July Lorencini (metalrevolution.net)Ragnarok - por July Lorencini (metalrevolution.net)