SEPULTURA
& ANGRA
VIA
FUNCHAL, SÃO PAULO - SP
Review por Rafael Chinini - Edição por André Luiz
Fotos por Stephany Julia (Flick
da Julia)
Depois
de uma chuva inesperada, e uma entrada tranqüila no Via Funchal, a expectativa
era das melhores para as surpresas da noite, contando com as duas bandas
de maior repercussão no Metal Nacional. Angra com 18 anos de estrada
e Sepultura com 25, iniciam essa nova tour com a moral de levar um bom
público a uma das melhores casas da capital paulistana.
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A primeira a se
apresentar foi o Angra. Com um pequeno atraso, começa Unfinished
Allegro, para anunciar o maior sucesso da banda, Carry On. Para
os músicos, acho que não tem momento mais clássico e empolgante
do que abrir o show com o Angels Cry. O pano de fundo trazia
a capa do single Course of Nature, última lembrança do Angra,
do álbum Aurora Consurgens. Carry On é mesclada com Nova Era,
primeiro sucesso do álbum Rebirth.
Um ponto a se
notar é a qualidade do som. Normalmente no começo o mesmo não
está 100%, mas o que parecia passageiro durou todo show praticamente.
Logo nas duas primeiras músicas, Rafael e Kiko sinalizavam que
o som não estava chegando, e a equalização não estava nada boa:
sonoridade das guitarras emboladas e volume da bateria baixo.
Para a seqüência de músicas como Waiting Iin Silence e Heroes
Of Sand o prejuízo não foi tanto, mas o mesmo não aconteceu
para Angels Cry e depois a brilhante Carolina IV, música que
eu adoro pois cria um ótimo clima, possue uma introdução muito
original, mas que perdeu todo seu brilho. Não foi possível distinguir
os ótimos detalhes da música, o som estava realmente prejudicado.
Essa é a maior crítica da noite, o Angra é uma banda com mais
de 15 anos de estrada, e o Via Funchal é praticamente a casa
deles, ter um som com esse nível tão ruim é praticamente inaceitável.
Discutir a performance da banda é desnecessário, todos sabem
da qualidade de cada integrante, mas nem a bateria do filho
pródigo Ricardo Confessori estava bem microfonada, e via se
que o rapaz não estava economizando nas batidas.
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| Depois
vieram Angels And Demons, faixa na qual todos estavam curiosos
para ver a performance de Confessori, que se saiu muito bem, claro.
O cara é muito bom, competente, levou todas as músicas como se
tocasse há anos. Falaschi que é bem conhecido por seu carisma,
sempre sorridente e amigável com todos, pecou um pouco na comunicação.
Não consegue cativar tanto o público, impressão lhe faltam palavras.
Disse repetidas vezes que era uma noite muito especial, como se
fosse o maior show do Angra de todos os tempos por seu retorno
aos palcos, e infelizmente não foi. Como uma noite importante,
concordo, mas o Angra já teve noites bem melhores. Talvez com
o tempo, a banda volte a sua melhor forma. Ainda tivemos tempo
para Make Believe, antiga conhecida, Course Of Nature do último
álbum e a considerada surpresa da noite, Never Understand. Após
uma pequena pausa, a banda voltou com Spread Of Fire. Novamente
o som prejudicado, mas dessa vez um pouco pior (risos), viu se
nitidamente Kiko e Rafael fora do tempo da música. O bom é que
diferente do normal, a voz do Edu estava muito boa, alta e clara.
Com melhor precisão, a banda tocou Rebirth que literalmente se
tornou clássico, possui um clima muito intenso, e a participação
do público faz a diferença nessa música. Para fechar, a pesada
Nothing To Say, com uma pegada forte, um encerramento com estilo.
A banda se despede, agradece muito, faz pose para clássica foto
com o público e diz que é um show para memória de todos que acompanham
o Heavy Metal nacional. |
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As luzes se acendem,
e temos um tempo pra respirar antes do Sepultura, que pouco
depois sobe no palco. Como era de se esperar, numa noite com
duas bandas com estilos bem diferentes, notava se uma pequena
rivalidade de fãs dentro do Via Funchal, mas que felizmente
foi até sadia (apesar de achar uma grande idiotice), algo que
ficou somente no duelo de coros, entre os gritos de "Angra,
Angra..." e "Sepultura, Sepultura". Notei que
a presença de público para o Angra era maior, e muita gente
foi embora antes do Sepultura abrir seu show. Uma pena, não
sabiam o que estavam perdendo.
Por volta das 23h,
equipamentos prontos, começa Intro para apresentar a música
do novo álbum, A-Lex, inspirado na obra Laranja Mecânica. Seguido
por A-Lex, I/Moloko Mesto e Filthy Rot também do novo álbum.
Como são intensas essas introduções, realmente fortes, ficaram
perfeitas. A banda tinha no fundo do palco a imagem do álbum
A-Lex, desenho intrigante, que traz muito detalhes e com certeza
muitas mensagens. Já foi possível notar a equalização do som
bem melhor. Tanto da bateria, clara e limpa como da guitarra.
Derrick é um monstro no palco, ele e Andreas tem uma presença
de palco muito forte. Conseguem transpor toda energia que cada
música precisa, como foi nas ótimas What I Do e We’ve Lost You,
até iniciarem a sessão de clássicos com Troops Of Doom, Sepulnation
e Refuse/Resist. Eu que não havia assistido ainda o Sepultura
com novo baterista, não me decepcionei. Uma levada mais técnica
e com mais variações, rechearam o som do Sepultura. Igor, felizmente,
você foi bem substituído.
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Derrick arrisca o seu "bom" português para falar com
a galera, que vibra muito. E nem precisa dizer o tamanho da roda
de bate cabeça quando começou Territory seguida por Arise. Um
detalhe, Sepultura trocou o pano de fundo pela figura do Dante
XXI. Em dado momento, Andreas brincou tocando o riff de Black
Sabbath (como sabem, Andreas toca no Eletric Funeral, Black Sabbath
cover), e cantou o começo da música. Tenho que admitir que mandou
muito bem na voz, ficando até parecido com a lenda, Ozzy. Eis
que o público enfurecido começa em coro pedir pela música Inner
Self. Andreas inicia a música e para... A galera não se deu por
contente, e continuou a gritar. A banda se olha, e Derrick em
português "então tá então!" e começa a porradaria! Música
que estava fora do script, atitude que leva a galera ao delírio.
Pontos pro Sepultura. Não é qualquer banda que muda seu set list
em segundos, para atender os fãs! Prova de competência e proximidade
com o público. A banda fecha o show com seu maior clássico Roots
Bloody Roots, e sim, o Via Funchal resistiu as 25 músicas de pura
porrada, num dos melhores show da banda que já fui, o melhor com
a nova formação segundo a maioria dos fãs no local. |
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| E
como era esperado, as duas bandas sobem ao palco para uma jam.
Boa parte dos presentes que já havia deixado o local para fugir
do tumulto perdeu ótimos minutos de diversão e união das duas
bandas com o público. Após brincarem com alguns riffs como Breaking
The Law, Seek And Destroy e Back In Black, as duas bandas tocam
Immigrant Song do Led, essa por inteiro, com Edu e Derrick alternando
os vocais. Pra quem pensa que a voz do Derrick é só força e brutalidade,
precisava ver o que ele foi capaz de fazer nessa música. Depois,
para abrilhantar a noite do metal patriótico, Marcelo Pompeu do
Korzus subiu ao palco para cantar o clássico Guerreiros do Metal.
E pra fechar, nada menos que Paranoid do Sabbath, essa última
um pequeno vacilo dos vocalistas para lembrar a letra. Fica então
o registro, de Angra e Sepultura, que fazem pela primeira vez
uma turnê juntos, e jogam de lado todos os preconceitos, em favor
de um estilo que também é brasileiro: o heavy metal. |
| ANGRA
01. Unfinished Allegro
02. carry On/Nova Era
03. Waiting in Silence
04. Heroes of Sand
05. Angels Cry
06. Carolina IV
07. Angels and Demons
08. Make Believe
09. Curse of Nature
10. Never Understand
11. Spread Your Fire
12. Rebirth
13. Nothing to Say
JAM
01. Immigrant Song
02. Guerreiros do Metal
03. Paranoid
CLIQUE
AQUI E VEJA MAIS FOTOS DE SEPULTURA & ANGRA NA VIA FUNCHAL
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SEPULTURA
01. Intro A-Lex IV
02. A-Lex I/Moloko Mesto
03. Intro/Filthy Rot
04. What I Do!
05. Mass Hypnosis
06. Convicted in Life
07. Intro/Weve Lost You
08. A-Lex II/The Treatment
09. False
10. Intro/Dead Embryonic Cells
11. Troops Of Doom
12. Forceful Behavior
13. A-Lex III/The Experiment
14. Manifest
15. Amen
16. Nomad
17. Sepulnation
18. Refuse/Resist
19. Territory
20. Arise
21. Kaiowas Jam
22. Enough S
23. Enough Said
24. Inner Self
25. Conform
26. Roots Bloody Roots |
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AGRADECIMENTOS
- Assessoria de Imprensa Via Funchal
pelo contato e tratamento direcionado a nossa equipe, em especial
a Miriam Martines
- Stephany Julia e Rafael Chinini pela excelente
cobertura deste evento |
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