ABERTURA:
SEPULTURA
ARENA
ANHEMBI, SÃO PAULO - SP
Review por Leandro Cherutti - Edição por André Luiz
Fotos por Rafael Koch Rossi (T4F Entretenimento)
Uma
semana após a apresentação da banda inglesa Iron Maiden em São Paulo,
a cidade voltou a receber outro mito do heavy metal mundial, Ozzy Osbourne,
que em noite única demonstrou que mesmo aos 62 anos de idade ainda possui
muito gás para gastar, esbanjando disposição, força e carisma. A abertura
ficou a cargo da banda brasileira Sepultura.
|
|
Ao
entardecer de sábado o clima mudou, nuvens tomaram conta do
céu paulistano, despejando uma chuva persistente nas cabeças
do insandecido público que se aglomerava dentro e fora da Arena
Anhembi, a noite prometia ser chuvosa e foi assim que os brasileiros
do Sepultura deram início ao show. Uma breve introdução tocada
ao vivo pela banda puxava em seu vácuo clássico “Arise”, faixa
do álbum homônimo que sem dúvidas alavancou o nome da banda
no exterior. No dado momento, o público era razoável nas dependências
do Anhembi e assim Derrick anúncia “Refuse/Resist” trazendo
com ela mais chuva. Um fato inusitado ocorreu, Derrick Green
erra ao entrar cantando e se adianta ao andamento, situação
que poucos notaram. “Dead Embryonic Cells” veio fechando esta
seqüência avassaladora com chave de ouro.
Andreas
Kisser agradece a todos pela presença e chama o próximo som,
“Convicted In Life” do albúm “Dante XXI”, seguido por “Choke”
do álbum de estréia de Derrick nos vocais. Mais uma pequena
pausa e Andreas fala sobre o som novo e que gostaria de apresentá-la
a todos, sob o título de “Seethe”. Para os fãs mais conservadores
sem dúvidas as três últimas faixas não agradaram muito. Do segundo
álbum da banda veio “Troops Of Doom” e “Septic Schizo”, canções
ovacionadas por todos.
Andreas
sempre comunicativo falou que estava feliz por estar dividindo
o palco com Ozzy Osbourne e que é uma honra para o Sepultura
estar abrindo para esta lenda. Outra faixa é chamada a fazer
parte do espetáculo, “Meaningless Movements” de 1991 do cd Arise.
“Territory” e “Inner Self” são hinos que não poderiam ficar
de fora, “Roots Bloody Roots” se incumbiu de colocar um ponto
final na apresentação do Sepultura, levando todos a cantarem
seu refrão.
|
Set List:
Arise / Refuse/Resist / Dead Embryonic Cells / Convicted In
Life / Choke / Seethe / Troops Of Doom / Septic Schizo / Escape To The
Void / Meaningless Movements / Territory / Inner Self / Roots Bloody
Roots
Tudo estava saindo como
o previsto, um pequeno intervalo de 30 minutos separaram um show do
outro, e pontualmente às 21h30m, o “Príncipe das Trevas” adentra para
o delírio da multidão. Ozzy não perdeu tempo soltando a frase “Fuck
The Rain” e iniciando com “Bark At The Moon”, um dos maiores clássicos
do velho Mad Man. A fantástica “Let Me Your Hear Scream” não deixou
nada a dever para sua antecessora, esquecem aquela velha imagem de Ozzy
como um velho gaga, ele no palco corre, pula e agita, muito diferente
daquela imagem vendida pela MTV no seriado “The Osbournes”.
Segue uma homenagem ao
bruxo Aleister Crowley, estamos falando da faixa do álbum “Blizzard
of Ozz” , “Mr. Crowley” que possui um solo de guitarra e teclado sensacional,
aliás, o incumbido do ‘keyboard’ nesta ocasião fora Adam Wakeman, filho
do lendário Rick Wakeman.
 |
 |
Ozzy muito serelepe no
palco, fazia uso de uma espécie de canhão, que atirava jatos de espumas
na platéia. São Pedro resolveu não dar trégua e mandou chuva, foi assim
que “I Don’t Know”, “Faires Wear Boots e “Suicided Solution” entraram
em cena. Tivemos ainda “Road To Nowhere”. Sirenes tomam conta e Ozzy
evoca “War Pigs”, um mega clássico da banda Black Sabbath, todas as
gerações de fãs no dado momento cantaram juntos. De 1986 veio “Shoot
in The Dark”, mais uma que dispensa elogios. Após a execução, o Príncipe
das Trevas deixa o palco e Gus G (guitarra) assume o foco, executando
um interminável solo de guitarra.
Ozzy havia sumido de vez, Gus G (guitarra), Adam Wakeman (teclados),
Tommy Clufetos (bateria) e Rob "Blasko" Nicholson (baixo)
até iniciaram a faixa ”Rat Salad” mas aonde estaria Ozzy? Segundos após
esta tentativa, ele retornou aos vocais e cantou a faixa anunciada.
Mais uma do Black Sabbath
fora lembrada, “Iron Man”, trazendo logo na sequência “I Don’t Want
To Change The World” e a lindíssima “Crazy Train”, terminando a primeira
parte do show. Para o bis, Ozzy preparou aos fãs “Mama, I’m Coming Home”,
um mar de pessoas trajando roupas pretas e capas de chuva cantaram sem
perder o fôlego do começo ao fim, o sentimento já era de despedida,
o fim era iminente e assim com “Paranoid” o velho louco Ozzy Osbourne
se despediu dos fãs paulistanos.
Ficou evidente que Zack Wylde, na minha opinião, faz muita falta junto
a banda, sua presença de palco e seu trimbe de guitarra colocavam mais
peso e feeling nas músicas, mas nem isto e nem a chuva desanimaram a
grande massa de seguidores de Ozzy Osbourne.
Set List:
Back At The Moon / Let Me Hear You Scream / Mr. Crowley / I
Don't Know / Faires Wear Boots / Suicide Solution / Road To Nowhere
/ War Pigs / Shot In The Dark / Rat Salad / Iron Man / I Don't Want
To Change The World / Crazy Train – Bis: Mama I'm Coming Home / Paranoid