OCEAN
CLUB, SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
O
ano era 2001, na empolgação de ter participado de seu primeiro show
internacional, Nevermore e Krisiun no antigo A1 em São Paulo, André
Luiz monta uma webpage aos moldes de blog chamado Ade Site. Passou 2002,
surgiram algumas opotunidades como a primeira cobertura internacional
(Setembro Negro com Dark Funeral e Averse Sefira), em seguida cobertura
do Desaster & Torture Squad (gravação do dvd da banda brasileira),
então o mesmo convida alguns amigos para participar de um projeto maior
e inicia os trabalhos em outubro de 2003 do Website Metal Revolution.
O nome surgiu de uma aspiração do álbum Violent Revolution do Kreator
(banda de coração do fundador do portal) com a faixa Thrash Till Death
do Destruction (Metal Revolution, possessed we fight hand in hand...).
Desde então o site alcançou altos e baixos nos primeiros anos de existência,
intercalou coberturas de shows históricos como Iron Maiden no Pacaembu
em 2004 e Judas Priest & Whitesnake no Anhembi em 2005, mas fora
apartir do surgimento da Ocean Club em outubro de 2007 com o festival
Halloween Gothz Newz que o mesmo alavancou seu número de pageviews,
e com isso, reconhecimento de bandas/público/veículos. Esse ano de 2009
marcou por mudanças na equipe do site, parcerias com novos produtores
e casas, além da realização inédita do festival que leva o nome do portal,
uma batalha de bandas que se estende desde março, na edição 12 do Hard
'n' Roll, culminando nesse evento final que contou com bandas vencedoras
da disputa, tais quais Metal Health, Rock N' Huntin', Principle Of Evil,
Benzine, Hidden Toys e Poison Heart, mais convidados especiais como
Haradya, Noctra e Silent Angels, além das novidades em termos de Ocean
Club Vetor de Santos e Velvet Of Tragedy.
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COMPLETO DAS APRESENTAÇÕES
Com o cancelamento
do Dead World por conta de atraso de integrantes, o único show
a se iniciar às 23h fora o do Vetor no palco
principal, banda oriunda da Praia Grande que executa um thrash/heavy
autoral com propriedade. Uma das bandas convidadas da noite,
até pelo fato do vocalista ser o conhecido 'repórter dos agudos'
da equipe Metal Revolution, a banda mesclou em seu repertório
músicas próprias com petardos imortalizados na voz de Rob Halford,
e foi assim que iniciaram o set com Endangered Spieces e Fire
Soldier, seguida por Into The Pit do Fight, projeto de Rob.
Segue um discurso de Eduardo Jr. sonre seu ingresso na equipe
do site, o qual antecede a execução de uma música criada em
homenagem ao próprio portal, intitulada simplesmente Metal Revolution.
O horário antecedia a abertura do open bar, por esse motivo
o público era basicamente formado pelo pessoal que lotou um
micro-onibus de Santos para vir ao evento, mas curiosos de plantão
me questionavam qual banda se apresentava no momento. Ora, não
apenas o vocal se destaca pela mescla de timbres com destaque
para os agudos incríveis do mesmo, mas uma combinação de técnica
e feeling no instrumental como um todo, um thrash/heavy que
me arremete a uma mescla de Iced Earth com Nevermore. Seguem
as próprias Violence e Dimension Of Madness, para o fechamento
com outro cover, agora da banda Halford, a espetacular Resurrection
que deu um ponto final no espetáculo de agudos proporcionado
pelo vocal em questão, muito bom show.
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A banda a debutar no palco
Dark (mais focado no estilo 'Goth') fora a Silent Angels,
interpretando petardos do Lacuna Coil. Conheci a banda no ano passado,
quando na época teci comentários sobre uma apresentação abaixo da média,
após mudanças de formação a mesma retornou em 2009 com um instrumental
mais redondo, aliado aos vocais de Mel Ian que prezam pela entrega no
palco. E nesse tom seguiram interpretações para faixas como Enjoy The
Silence, Heaven’s A Lie e Swamped, através das quais pode-se reparar
exatemente os pontos fortes desta banda: o som mais encorpado, presença
de palco do baixista Chucky que provou o porquê de ter ficado entre
os três mais votados do MR Battle 2009, e logicamente, a vocal e sua
competência on stage (mesmo sendo um tanto quanto agressiva fora do
palco rsss). A noite segue com apresentação do primeiro premiado da
noite, a banda Hidden Toys que contava com o tecladista
Gabriel que também integra a Sinestesy. Anunciado como cover de Whitesnake
e Led Zeppelin, a banda executou vários petardos, dentre os quais cito
Guilty Of Love, Love Ain’t No Strangers (com participação especial do
baterista Caio Gaona da citada Sinestesy), Stormbringer e Cryin’ In
The Rain, com ótimas atuações de músicos como o vocalista Felix e o
guitar Felipe, também indicados no top 3 do MR Battle 2009 (a exemplo
da própria Hidden Toys em si na categoria Hard/Classic). A banda surgiu
após o fim dos trabalhos da Headspace, na edição 2 do festival Classic
N' Hard, primeiramente tida como novo projeto do vocal Felix, mas revelando
grandes músicos como os citados acima.
Continuando no palco Dark,
falaremos de uma banda que tem batido na trave há anos, mas que finalmente
alcançou suas primeiras premiações em 2009. A Principle Of Evil
tem sido marcada como uma banda de apresentação ao vivo de alto nível,
tanto pelo instrumental muito semelhante ao do Cradle Of Filth quanto
pelo vocal Predator Filth e seus discursos, mas também por corriqueiramente
chegar cabeça a cabeça em disputas como Morcego de Ouro e Cover Festival
perdendo por pouca margem de votos. Nessa toada, na semana anterior
a Principle Of Evil finalmente conquistou o Morcego de Ouro da edição
2009 com apenas 02 votos a mais que a 2ª colocada, e de quebra fora
a vencedora na categoria que englobou os estilos Gotic/Industrial/Black
no MR Battle 2009. Em notório clima de festa, o pessoal subiu ao palco
com um show forte, agressivo, não deixando de lado seu lado técnico
e para variar, os discursos do vocal Predator. From The Cradle To The
Enslave, Hallowed Be Thy Name (Iron Maiden) e Nymphetamine foram algumas
das patadas na orelha que a banda executou no palco (com direito a participação
especial do vocal Andrei Ramirez da Dead Generation, Deathstars cover),
e sorte da Principle não estar valendo para o MR Battle caso contrário
seriam mais uma vez indicados para seleção, a agitação do público na
pista diz por si só... O palco principal recebeu uma banda que de início
era desconhecida dos frequentadores da casa, mas após sua grande performance
na edição 15 do Hard 'n' Roll, conquistou público cativo em pouco tempo
e angariou indicações para estar presente no MR Battle como melhor banda
de Heavy Metal do ano na casa. Trazendo um repertório calcado em suas
composições próprias que primam pela mescla do instrumental direto com
a potência na voz de Rafe Ripper, acrescentando alguns clássicos do
metal em seu repertório volta e meia, a Metal Health iniciou
sua performance assim como em sua primeira demo, com uma pequena Intro
e a faixa-título Twisted Lives. A apresentação contou ainda com Life’s
A Game e Midnight da mesma demo, assim como o single Stand Up And Fight
do tão aguardado primeiro full album da banda, programado para 2010.
Características desse show? Rafe quase acabando com os PA's devido a
potência de seus agudos (esse equipamento sofreu, primeiro o Eduardo
do Vetor, depois o Rafe... rsss), Sinais e Léo Oliva nas guitarras mesclando
riffs diretos com solos rápidos (mesmo com integrantes um tanto alegres
em demasia por conta do troféu MR) e o baterista convidado especialmente
para esta peformance.
Prosseguindo com as performances
no palco Dark, a Noctra trouxe seu repertório calcado
na trajetória de Epica e After Forever. A banda de início possuia uma
dupla de vocais, as quais interpretavam cada qual músicas de uma das
citadas, porém no início de 2009 os trabalhos junto ao mic ficaram a
cargo apenas de Gê Farewell, com apoio de Kamaray nos guturais. De início
diria que fora estranho ver a Noctra apenas com uma vocalista, mas a
técnica da Gê aliado ao instrumental de qualidade dos músicos e a empatia
do público mantiveram a banda como um dos principais nomes da cena goth
a se apresentarem no circuito paulistano. Nesse nível, a banda fizera
mais uma boa performance em meio a disputa com os ávidos fãs do open
bar, regada a petardos como Consign To Oblivion e participação especial
da vocalista Regina. O palco principal por sua vez recebeu uma banda
que apareceu em termos de Ocean Club na edição de aniversário do Hard
'n' Roll (nº 11), dezembro de 2008, e de lá pra cá demarcou seu território
não apenas com técnica e presença de palco mas com uma percepção rara
de enxergar a preferência do público presente e adaptar seu set com
base no vasto repertório a disposição. Recordo como se fosse hoje, após
a apresentação debut da Metal Health, eu preocupado como seria a recepção
do público com a Rock N' Huntin' que se apresentaria
a seguir, e não é que acabaram sendo indicados por mim como melhores
daquela noite? O feeling fora o essencial para a indicação ao MR como
melhor vocalista feminina, baterista, banda Hard/Classic e o top 3 na
categoria guitarristas, e nessa apresentação a situação não fora diferente.
Iniciando seu set com Detroit Rock City seguida por Highway To Hell,
Rock You Like A Hurricane e a autoral Bad Girl que segue uma linha hard
com riffs clássicos, ao melhor estilo Purple anos 80. Tivemos ainda
Highway Star e começamos a subir o peso com Crazy Train, acompanhada
pelos petardos For Whon The Bell Tolls, Breaking The Law (participação
especial de Eduardo Jr. da banda Vetor, mas como Alanna anunciara os
dois vocais com agudo mais f*** que ela já presenciou na casa, digamos,
cadê o Rafe??? rss), The Trooper, Enter Sandman, Run To The Hills e
o encerramento com Burn. Diria que mais uma performance digna das melhores
da banda que presenciei, público participativo, inclusive me cumprimentando
ao final do show pelas indicações que fizera a favor da banda. Digamos,
o público enxerga e sabe contar...
A questão de dois meses,
exatamente no festival Zombie Party, presenciei uma performance que
me deixara boque aberto, uma mescla de instrumental altamente técnico
com presença de palco e uma vocalista que impressionava pelo seu timbre
firme, seguro e mesmo assim sutil... Na mesma noite indiquei como melhor
banda, vocal, guitar e tecladista da noite, em meio a show de bandas
como Der Wahnsinn, Delphic Oracle, Silent Angels, Chistabel, realmente
ficara impressionado com o show e busquei informações a respeito da
mesma, que na mesma época participava das semi-finais do festival de
bandas do Manifesto Bar. Pessoalmente havia indicado como revelação
do ano, mas voto vencido sabe como é (rsss), e eis que na data do MR
Battle o festival do Manifesto já havia encerrado e a banda havia sido
1º lugar na votação popular, o que significa que não se tratava apenas
do repórter de plantão quem havia gostado do grupo... A Haradya
veio preencher uma lacuna de Within Temptation covers que preocupava
estar aberta devido ao nível de algumas apresentações que eu mesmo havia
presenciado e sinceramente, como é bom ver uma Mother Earth tão bem
executado como o realizado pela Haradya; mas o momento mágico do show
é quando Íris Kuntz solta a voz em Our Solemn Hour, simplesmente E S
P E T A C U L A R !!! Passado meu momento de euforia, eis que comentar
sobre uma banda que chegou com nome à Ocean e fincou sua âncora na casa
como um dos grandes destaques do local, mesmo em eventos com estilos
dos mais diversos como Gótico ou Hard... A Poison Heart quando
debutara na casa em setembro de 2008 trouxe um público diferente ao
local, e com suas performances angariou outra leva de seguidores, dos
mais variados estilos, a integrar os mosh pits corriqueiros de suas
apresentações. Outra característica da banda é a troca de integrantes,
porém sempre mantendo a dupla Fábio/Giuliano, vocal e guitar, e o resultado:
após apertada votação a escolha do remanescente vocal ao posto de melhor
do ano. Celebrando esta verdadeira coroação, a banda trouxe ao público
clássicos dos Ramones como Durango 95, Lobotomy, Psycho Therapy, Rock
And Roll Radio, Blitzkrieg Bop, I Believe In Miracles, Gimme Gimme,
Rock And Roll High School, I Wanna Be Sedated… A saber apenas o início
do show, já que o set contava com quase 30 músicas no melhor estilo
Ramones no Loco Live com uma sequência rápida de faixas curtas, em meio
a uma pista tomada por um grande mosh pit.
Sempre fui um defensor
da divulgação de novas bandas, e esta fora uma de minhas prerrogativas
no MR Battle. Dentre as que nunca haviam se apresentado na Ocean Club,
a Vetor é minha velha conhecida, já a Velvet Of Tragedy tratava-se
de incógnita. Indicada pela Gothz Newz, procurei informações a respeito
da mesma e verifiquei que a banda perdurava por aproximadamente um ano
na ativa, com suas interpretações para músicas de Theatre Of Tragedy.
O início com Storm trouxe não apenas a sensação de alívio quanto ao
som apresentado como a sequência com Hamlet For A Slothfull Vassal fora
a constatação, como diria o velho lobo Zagallo de que 'haviamos sido
surpreendidos novamente' rsss. Bom entrosamento de banda, vocalista
cantando de bom nível técnico, mas meu destaque fica por conta do vocal
masculino Arthur Henrique com sua presença de palco sobreposta aos demais,
parecia chamar pra si a responsabilidade, interessante essa postura
on stage. Seguiram as entregas do troféu MR aos indicados no MR Battle,
para a seguir fecharmos a noite com uma banda que me chamou atenção.
Como citara anteriormente, havia votado na Haradya como revelação do
ano mas como voto vencido, fiquei na curiosidade por não ter presenciado
performances da Benzine, e logo ao pisarem no palco principal da casa
eu notei pelos músicos do que se tratava. No ano passado a banda Das
Sehnsucht recebeu Morcego de Ouro como banda cover do ano, porém logo
depois houve um raxa e vários membros sairam. Pois bem, a parte que
saiu formou a Benzine, na qual destaco exatamente os
pontos fortes da antiga Das Sehnsucht: tecladista doido da cabeça estilo
ao original mesmo fisicamente falando, assim como o vocal, mantendo
tons a semelhança do Rammstein e com aparência e posturas que muito
me arremete aos alemães, finalizando com bom instrumental, o que acaba
chamando o público para sua apresentação.
O saldo da noite,
ou melhor dizendo do ano, fora bastante positivo ao Metal
Revolution. Foram 42 eventos no ano apenas na Ocean Club (média
de 03 por mês) milhares de fotos, centenas de milhares de
pageviews, novas bandas aparecendo, outras tanto se reformulando,
mas o que fica como marca desses 02 anos de Ocean Club que
chegam ao fim é a identidade que firmamos com o local e seu
público. Uma honra compartilhar tanto tempo ao lado de pessoas
dos mais variados estilos e gostos musicais, dividindo experiências
nas mais diversas situações. Espero que em 2010 nessa parceria
com a Tribe House a crescente permaneça, assim como a relação
de respeito que pudemos manter com todos durante esse período.
Meus sinceros agradecimentos e nos vemos em 2010!
André Luiz - fundador do Portal Metal Revolution
METAL
REVOLUTION BATTLE FEST 2009
Rock N' Huntin'
(banda hard/classic, vocal feminina, baterista)
Metal Health (banda heavy metal)
Principle Of Evil (banda gothic/industrial/black)
Poison Heart (vocal masculino)
Hidden Toys (tecladista)
Benzine (revelação)
Use Your Guns (guitarrista)
Psicose (baixista)
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AGRADECIMENTOS
- Equipe Gothz Newz pela co-produção/realização do
evento, e amigos da Nuish pelo apoio durante o ano, em especial
ao Bruno, Ernesto, Lud, Renan, todo pessoal da segurança,
DJ's e barmen
- Músicos de todas as bandas que se apresentaram,
não tem como citar um-a-um porque no final das contas conheço
praticamente todos, mas segue a lista de bandas: Metal Health,
Rock N' Huntin', Principle Of Evil, Benzine, Hidden Toys, Poison
Heart, Vetor, Haradya, Noctra, Silent Angels, Velvet Of Tragedy
- Público com o qual tive contato durante a cobertura: Rodrigo
'cunha' (novo 'Belo' rsss), Leandro 'Bóh', Alan, dupla Clayton
e Pri e o camarão da Liberdade (rsss), Anderson, Suelem fanfarrona
dos carimbos, Katri, Re (estava maravilhosa nesse dia!!!), doutor
Elvis MELHOR DJ DO ANO e corintiano de plantão (rsss), Katii
e amigos, Márcia e namorado, dona Katti 'fotógrafa' que preferiu
bebemorar no Cupido, Sapo 'quebra tudo', além do pessoal
com quem conversei no evento cujo nome eu não recordo ou simplesmente
não sei (kkk) |
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