OCEAN
CLUB,
SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Comentários por Rosana - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
Em seis edições,
o Medievil alcançou um status entre os principais eventos da Gothz Newz,
ao mesmo nível do Halloween e do Dark Angels. Neste sétimo capítulo
da Saga Medievil, o festival trouxe aos seus cerca 500 presentes novos
nomes em termos de Ocean Club, como o Massacration Cover do Guarujá
e o Stone Angels debutando no tributo ao Tipe O Negative, da mesma forma
que trouxe pela primeira vez a casa nomes conhecidos da cena paulistana
como o Dark Elf, marcou o retorno de bons nomes ao local entre os quais
In A Reverie, Das Leben, Knight Of Honor, Lies Of Guardia, Opus Eclipse
e Iceword. As ausências da noite ficaram a cargo de duas das atrações
mais esperadas da noite, o Codinome SK interpretando Saxon o qual não
apareceu sem maiores explicações e o Shadowmaker (Grave Digger) devido
a problemas com um dos integrantes. Mas as novidades não param por aqui...
Buscando mais uma vez inovar na forma de se cobrir eventos, ao final
desta matéria montamos uma seleção dos melhores do evento, formando
uma formação ideal do Medievil VII, baseado na performance dos músicos
durante as apresentações no festival.
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Os trabalhos do Medievil VII
se inciaram no palco principal. Em termos de Within Temptation
cover confesso que sempre teci bons comentários ao Souldream
e outros não tão elogiosos ao Tragedy Of Memories, sendo que
o resumo da obra se prende não aos instrumentistas que se
equiparam mas a um ponto primordial no tributo ao Within:
a vocal. No caso do Dark Elf não fora diferente, os músicos
Filipas (V/G), Gustavo(B), Tamiris (K), Alexandre (D) e Fernando
(G) executam fielmente o instrumental original em faixas como
Mother Earth, sonoridade muito parecida com
o executado em estúdio por Sharon e cia. Em termos de vocal,
posso dizer que Luana meio que
dividiu opiniões entre os presentes... Ao mesmo tempo que
ouvi de alguns fans do trabalho do Dark Elf e de músicos lá
presentes que a vocalista fizera uma performance muito boa,
minha comentarista de plantão Rosana e outros que revezavam
entre o balcão do bar e a entrada do Ocean me diziam 'mais
um Within cover para você falar mal da vocal...'. Mas ao final,
pude perceber que a opinião de quem não gostou resume-se praticamente
ao som em si do Within, não apenas a performance da vocalista,
algo que se pode notar devido a apresentação de bandas de
heavy no palco secundário. E falando em heavy, na pista dark
foram abertos os trabalhos no open bar (o qual estava tranquilo
devido ao pouco público da casa em se tratando de Ocean) e
alguns minutos depois a banda Iceword iniciou sua performance
de Helloween e Stratovarius. Assim como em outras apresentações
da banda, músicas como Future
World e Hunting High And Low
despertaram o interesse e participação do público,
mas com o decorrer da apresentação as falhas de execução de
Deigles Alcântara (V), Felipe Padilha e Danilo Aud (G), Luis
Bei (D) e Vinicius Ramos (B) foram se tornando mais evidentes
e novamente pude ouvir os comentários de minha parceira de
cobertura: 'essa banda não é lá essas coisas mas o pessoal
está afim de curtir...'. Mas a noite apenas começara, na pista
principal o Stone Angels marcava sua estréia em palcos, interpretando
uma das bandas mais clássicas dos anos 80, o Type O Negative.
Formada por músicos experientes da cena paulistana como
Bruno 'The Joker' (V), Pedregulho (G) e seu gorro na cabeça,
Ariane Death (B), Renan 'Ugly Man' (K) e Danilo Mister Work
(D) equiparado com sua bateria pessoal em separado, em petardos
clássicos como Black #1 pode-se perceber
que a banda em si executa bem os sons, mas o essencial é a
participação do backing ajudando o vocal em alguns trechos
melhorando a qualidade do som. O público participou, como
comentado pela Rosana: 'muito bom, o Type é uma de minhas
bandas favoritas, boa a ajuda do guitarrista no vocal, porque
o vocalista não tem aquela voz forte do original... Boa a
a maneira que encontraram para suprir isso' (PS.: de fato,
as bandas que eu pessoalmente mais gostaria de ver a princípio
eram as ausentes Saxon e Grave Digger cover, além do Type,
ao menos eles vieram... rsss). Seguindo no palco principal,
a In A Reverie presente no Dark Angels de novembro passado,
retornou ao Ocean com sua performance de Lacuna Coil cover.
Duda e o 'onipresente' Luiz (V), Ariane e Hugo (G), Bruno
(B), Alvaro 'Mozzati' (D) e Lukan (K) fizeram uma boa apresentação
e contaram com participação ativa de seu público cativo, sempre
baseado em execuções coesas de músicas conhecidas do Lacuna
como Heaven's A Lie e Swamped.
O destaque ficou a cargo da dupla de vocais interagindo com
o público (PS.: o palavra 'onipresente' a qual me dirigi ao
Luiz deve-se ao fato do mesmo estar sempre presente como vocal
masculino nas bandas de Lacuna que se apresentam na Ocean,
sem esquecer de sua atuação no Das Sehnsucht). Já no palco
Dark, uma atuação que para quem não conhecia a banda fora
surpreendente. Eles se intitulam apenas como Massacration
Cover oficial do Guarujá, usam os nomes de Blond Hammet, Headmaster,
Metal Avenger, Jimy The Hammer e Detonator dos músicos 'originais'
(se é que posso utilizar essa palavra para me dirigir aos
Massacration rsss) e sem muito alarde, subiram ao palco e
agitaram literalmente os presentes em faixas do grupo como
Metal Is The Law, Evil Papagali,
Metal Massacre Attack e Metal Bucetation.
Por mais incrível que me poderia parecer, esta acabou sendo
a principal banda do palco secundário, não apenas pela participação
ativa do público como pela atuação fiel aos músicos satiricos
originais, uma ótima interpretação na qual o vocal literalmente
dominou os presentes.
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Meio que uma gestação, poderia
dizer... Nove meses após sua última aparição na Ocean Club
(Festival Night Prophecy), a Das Leben com a line up Fabio
Jonke e Livya (V), Felipe Niz e Fael (G), Tiago (B), e os
estreantes da noite Cynthia Karavla (K) e Evandro Carmelini
(D) trouxe o repertório do Lacrimosa ao palco principal da
casa. Calcados em um público cativo de gothic metal, boa parte
mais íntimo do set apresentado que contou com petardos como
Liebesspiel e Copycat, a
banda teve na execução instrumental coesa e na presença de
palco de seu vocal Fabio o destaque da performance, o qual
incitou constantemente a participação dos presentes, suprindo
Livya que pela postura mais parecia uma backing vocal (função
a qual ela exerceu na banda no Night Prophecy, quando a Das
Leben possuia uma outra vocalista). A Lies Of Guardia fora
a banda seguinte no palco principal, o qual possuiu maior
movimentação devido a ausência das duas bandas citadas no
início desta matéria que se apresentariam no palco dark. Coverizando
faixas conhecidas do grande público na voz de Tarja Turunen
e sua ex-banda, Nightwish, Marcela e Erick (V), Luis (B),
Victor (D), Bruno (G) e Luiz (K) demonstraram boa presença
de palco e levaram a apresentação na base da persistência,
visto que o público demosntrava seus sinais de cansaço devido
a maratona de shows seguidos. Faixas como Amaranth
e Ever Dream coroaram a boa interpretação
da banda, que teve na vocal e no baixista seus destaques.
Encerrando o pouco movimentado palco dark, a Knight of Honor
de Caio Cesar (V), Stênio e Caio (G), Thiago (B) e Lucas (D)
interpretou petardos clássicos de Iron Maiden e Metallica.
Através de músicas como For Whon The Bell Tolls,
Seek And Destroy, Powerslave
e Wasted Years, cheguei a conclusão de que
a execução mais qualitativa fora nas faixas do Metallica mas
a participação maior do público fora no Iron Maiden mesmo
com a música estando inferior ao interpretado anteriomente.
Ao final, pode-se dizer que fora uma boa performance, em virtude
principalmente do horário na qual se apresentaram. Encerrando
os shows, a Opus Eclipse trouxe ao palco principal a essência
técnica/clássica do Therion. Com Karina Bathory (Vocal Soprano),
Thiago Figueiredo (Vocal Barítono), Marcelo Maximo (Vocal
Tenor), André Luis (B), Daniel Iastremski e Rodrigo Kai (G),
Everton Bonfá (K) e João Oliveira (D) e petardos como To
Mega Therion no set, novamente pode-se notar uma
participação não tão efusiva do público devido ao horário
e a sequência de apresentações, mas o destaque da performance
sem sombra de dúvida fora a técnica exuberante de Karina Bathory
e suas vestimentas brancas contrastando com o visual dark
do restante da banda. Ao término do festival, pode-se dizer
que devido ao pouco público em se tratando de Ocean Club (quase
500 pessoas), o open bar funcionou de maneira tranquila e
a segurança não teve maiores problemas. A ausência do Saxon
e Grave Digger cover foram muito sentidas devido ao prolongado
intervalo entre as performances no palco Dark e lógico, a
vontade dos presentes em ver estas bandas.
SELEÇÃO
MEDIEVIL VII
Vocal Masculino: Detonator
(Massacration Cover) e Fabio Jonke (Das Leben)
Vocal Feminino: Karina Bathory (Opus Eclipse)
Guitars: Pedregulho (Stone Angels) e Fael
(Das Leben)
Baixista: Luis (Lies Of Guardia)
Batera: Danilo Mister Work (Stone Angels)
Tecladista: Cynthia Karavla (Das Leben)
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AGRADECIMENTOS
-
Equipe Gothz Newz
pela produção e realização do evento, em especial ao Bruno
Rufinoni, Ernesto Machado, Vinny, Leandro's (rss)', Alan, Ingrid,
Gordo, Thiago e todo pessoal da segurança
- Bandas e DJ's com
quem tive ótimo relacionamento, em especial: Stone
Angels, In A Reverie, Lies Of Guardia, Claiton Machado e Led
- Tanta gente que encontrei/conheci
por lá, vamos com a lista: Rodrigo, Bernoldi, Tina Tunner
'enfermeira de plantão' (rsss), Gê do Noctra e amigos, pessoal da
comunidade Góticos Solteiros, Sapo, dona loira (tenho que saber seu
nome rsss), logicamente o trio que não me deixou quieto um minuto
Rosana 'comentarista de plantão' / Adriana / Jéssica e todo restante
das pessoas cujo nome fugiu da mente rss |
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