MAYHEM
& TAAKE Mayhem! Um nome com um passado sangrento, homicídio e satanismo fizeram parte de sua longa trajetória, uma banda com altos e baixos, amada por alguns e odiada por outros. É quase impossível alguém que goste de black metal, nunca ter se deparado com alguma história envolvendo este nome, pois bem, no último dia 11 de março deste ano, esta banda de Black Metal que gerou tanta polêmica nos primórdios dos anos 90, se apresentou pela segunda vez em 27 anos de blasfêmia, na cidade de São Paulo, nesta ocasião ao lado da também norueguesa Taake, liderada pelo vocalista Høest (ex-Ragnarok).
Um breve intervalo, hora dos fãs respirarem, comprar algo no bar e se preparar para a grande atração da noite. Às 21h, Morpheus (guitarra), Hellhammer (bateria), Necrobutcher (baixo), Teloch (guitarra) e Attila Csihar (vocal) assumiram suas posições no palco, Attila era o único membro caracterizado da banda, trajava uma vestimenta parecida com uma batina, toda manchada de sangue na região do Torax, em seu peito um enorme crucifixo invertido e em uma das mãos, possuía uma forca e algo parecido com um defumador usado pela igreja católicas. A banda começou o seu set de músicas com a excelente “Pagan Fears “ do cd De Mysteriis Dom Sathanas e “Ancient Skin” do Ep Wolf's Lair Abyss. O que me chamou atenção fora a forma calma e serena que o baixista Necrobutcher conduzia o seu instrumento. ”Cursed In Eternity” fora mais uma lembrada na noite, faixa originalmente gravada por Euronymous (Øystein Aarseth). Na seqüência “A Time To Die” e “View From Nihil”, som incluído na compilação European Legion. Ainda tivemos a lenta “Illuminate Eliminate” do último álbum “Ordo Ad Chao”.
O grandalhão vocalista é uma atração a parte no palco, por diversas vezes se batia com corda, a mesma utilizada para a forca, além de uma atuação teatral em sua apresentação; Hellhammer por sua vez, sempre muito preciso em sua bateria, e as guitarras de Morpheus e Teloch trabalharam em conjunto, mantendo o peso na sonoridade. Um dos grandes clássicos da banda, ”Freezing Moon “, levou o público ao delírio, fazendo com que todos cantassem o seu refrão. A intro ”Silvester Anfang” deu a abertura para a lendária ”Deathcrush” de 1987, já ”Buried By Time And Dust“ fora executada de forma magistral. A banda também fez sua homenagem ao Brasil com a música do Sepultura ”Troops Of Doom”, neste momento, no meio do público prestigiando o show estava Høest e logo mais ao lado o guitarrista da banda belga Enthroned, Tzelmoth. Com um setlist fraco na opinião de muitos fãs, o Mayhem finalizou com “De Mysteriis Dom Sathanas” e “Pure Fucking Armageddon”. Clássicos como “Funeral Fog” e “Carnage” não se fizeram presentes no show, mas sem dúvidas o Mayhem cumpriu o seu papel, com um belo espetáculo. São Paulo teve mais um grande evento organizado pela Tumba Produções, uma pena os fãs não terem comparecido em massa.
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