MASK
FEST
EGO
CLUB, SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
& Leandro Pena (Mister Super Star)
Oriunda
do século XV na casta nobre francesa, transformada em festividade no
século XVI pelos italianos através dos carnavais de Veneza em plena
época do Renascentismo, os conhecidos Bals Masqués serviram de inspiração
inclusive ao carnaval brasileiro atual. Baseado na figura dos bailes
de máscaras, a Gothz Newz promoveu a primeira edição do festival Mask
com tal temática, além do tradicional open bar da Ego Club com uma adição:
vinho. Dentre as bandas selecionadas a se apresentarem no evento, nomes
tradicionais da casa como Mister Super Star, Principle Of Evil e Archades,
somadas algumas as quais não se apresentavam no local há algum tempo
como Herzeleid, Intrisicum e Alfheim, com outras novidades recentes
que vem demonstrando um bom papel a citar StarFall, Sweet 666 e Posers,
finalizando com o capítulo a parte (Tragedy Of) Memories. Duas bandas
desfalcaram de última hora o evento: Mellinne (próprio/Epica) e Opus
Lunis (Therion/Lacuna Coil). O Mask marcou também como primeiro evento
válido pela edição 2010 do Metal Revolution Battle, a batalha de bandas
do nosso portal que tanto repercutiu em 2009.
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COMPLETO DAS APRESENTAÇÕES
Programadas para
iniciarem às 23h, as apresentações em ambos os palcos sofreram
certo atraso, os quais não acarretariam em maiores problemas
devido desfalque de duas bandas citados na introdução desta
matéria. Cerca de 30m após o agendado, subiu ao palco Dark a
Alfheim, interpretando faixas do Tristania, primando pelo conjunto
de forma equilibrada, com destaque para o V/G masculino e sua
performance on stage. Havia pouco público devido ao horário
para presenciarem a execução de faixas como Evenfall, Aphelion,
Libra, Equilibrium e Angina. Uma hora após o acertado (início
às 0h30m), a StarFall subiu ao palco principal para apresentar
faixas clássicas de Sisters Of Mercy e Depeche Mode. Diria que
mesmo com o atraso e a concorrência direta do open bar recém
aberto, a ‘dupla’ arrancou aplausos dos presentes com um repertório
incendiante (Walking In My Shoes, Gimme Shelter, Enjoy The Silence,
entre outras) e um guitar inspirado fazendo às vezes de vocal
em certos momentos.
Em meio ao open bar municiado por
cerveja Skol, a Sweet 666 surgiu no palco Dark para executar
clássicos do HIM, e fez o bom contingente de público cantarolar
It’s All Tears, My Sweet 666, Pretenders, Vampire Hearth...
Porém notava que a pista não estava tão lotada quanto ao habitual,
e mesmo com a discotecagem no Lounge (a qual de início estava
com um volume de som abaixo do aceitável), pressentia algo de
bom na pista principal: após um tempo afastada da Ego Club,
a Herzeleid retornou a casa! Em meio a um público empolgado,
regado pelos clássicos do Rammstein, pôde-se ver um vocalista
empolgado no palco que coordenava o ‘headbanging’ na pista.
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Mesclada a saídas para
acompanhar a edição do UFC (vício do repórter que vos dirigi a palavra)
nas externas da Ego, acompanhei duas das melhores apresentações da noite,
proporcionadas por duas das melhores bandas freqüentadoras dos palcos
da casa. A começar pela Principle Of Evil na pista Dark, atual vencedora
dos prêmios Morcego de Ouro e MR Battle, interpretando petardos do Cradle
Of Evil. Poucas palavras são necessárias comentar para execução de Halloweed
Be Thy Name, Nymphetamine, entre outras, basta citar os mosh pits proporcionados
pelo público em uma apresentação no mínimo incendiária. E quem almejava
se refrescar não tinha como opção a pista principal, a qual se encontrava
no mesmo nível de calor, com a performance da Mister Superstar. Tucho,
Rafive e cia. Trouxeram seu repertório calcado na trajetória de Marilyn
Manson, e entre canções novas e clássicos, levantaram o público presente
(sem esquecer das participações especiais, como a do próprio Predator
Filth da Principle Of Evil trajando máscara característica do Slipknot).
Chegava o momento da música
autoral no Mask Fest. Iniciando pelo Palco 2 com a banda Posers, a qual
calca sua sonoridade em um industrial mesclado a uma pegada rock and
roll clássica, ilustrada pelas letras em português. A primeira impressão
(era debutante tratando-se em shows da banda) em faixas já ouvidas na
internet como O Soldado e a estreante da noite, Carrasco, foi boa, seguindo
o comportamento do público participativo que acompanhava o desempenho
dos músicos, em especial os trejeitos do vocalista. Ao final da performance,
houve distribuição de singles da Posers, sendo que seu primeiro trabalho
completo autoral está em processo de finalização. Já no palco principal,
a Intrisicum trouxe ao público músicas calcadas na recém lançada demo
Eternal Venus (2010). Com integrantes oriundos de bandas como Opus Tenebrae,
In Hell, Front Attack Line e In Profound Abyss, a banda vinda de Santos
brindou-nos com uma musicalidade mesclando a extremidade de vertentes
mais agressivas com o lirismo da vocalista Luciana, um som bem caracterizado
em faixas como The Princess Lilith e Eternal Venus as quais prenderam
a atenção do público e arrancaram elogios.
Bom,
tivemos o momento dos atrasos, do início do open bar, dos
palcos incendiários, das bandas de som próprio, era chegada
a hora dos opostos. Coloque Mother Earth, Angels e afins em
modo karaokê, nesse ponto você geralmente ouve um instrumental
padrão, seguindo os moldes do original (isso quando não há
função específica em seu aparelho de som e apenas o tom de
voz da vocalista não aparece). Baseado nisso, novamente posso
dizer que a TRAGEDY OF Memories (anunciada em flyer apenas
como Memories, acredito que para despistar o público rsss)
criou um bom conjunto no instrumental, músicos demonstrando
desempenho de qualidade, mas retornando ao caso do karaokê...
Sabe aqueles churrascos onde o ‘tiozão bem mamado’ assume
o microfone e faz aquele show de horror pra depois se gabar
devido uma certa pontuação alcançada? Bem, se citarmos a aprovação/risos
do público como a tal pontuação pela vocal trajada de noiva...
Sinceramente, são quase três anos dizendo a mesma coisa quanto
a vocalista dessa banda: NÃO DÁÁÁ!!! E cito mais: quando os
próprios músicos e acompanhantes da banda referem-se de maneira
semelhante a performance vocal apresentada a coisa no mínimo
não está andando bem... Mas como se tratava do momento dos
opostos, passamos do inferno auditivo no palco Dark para o
paraíso do timbre bem colocado ecoado nos PA’s da pista principal.
Regidos pela Vocal (com ‘V’ maíusculo, diferente do que havia
presenciado minutos antes) Cynthia, a ArcHadeS trouxe aos
presentes seu repertório calcado na trajetória de Nightwish
e After Forever. Em músicas como Kinslayer, My Pledge e Slaying
The Dreamer, a banda proporcionou aos presentes o gran finalle
da noite em uma mescla de técnica e feeling, tanto no conjunto
harmonioso instrumental quanto no equilíbrio dos vocais, com
destaque ao tom clássico adicionado pelo som de violino.
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Noite encerrada com saldo
positivo, boa presença de público (estimado em 600 presentes), apresentações
de qualidade acima da média (exceto uma das citadas ao final rsss),
e logicamente, por se tratar do primeiro evento na Ego Club válido
pela edição 2010 do MR Battle, a seguinte lista de indicados (de acordo
com novo regulamento disponível no hot site da batalha de bandas).
INDICADOS METAL
REVOLUTION BATTLE
MASK FEST
Industrial/EBM > Mister
Super Star
Metal > Principle Of Evil
Goth/Anos 80 > Archades/Intrisicum
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AGRADECIMENTOS
- Equipe Gothz Newz pela realização do evento, em especial
ao Bruno, Ernesto, Lud, todo pessoal da segurança, DJ's
e barmen
- Músicos das bandas que se apresentaram: Principle
Of Evil, Mister Super Star, Herzeleid, Archades, Intrisicum,
Sweet 666, Posers e Tragedy Of Memories
- Público com o qual tive contato durante a cobertura: Re
'peste' (rss), Sapo 'quebra tudo', Fabiano, Infect, primo de
Belo e suas comparsas (rsss), além do pessoal com quem
conversei durante o evento cujo nome eu não recordo ou simplesmente
não sei (kkk) |
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