A maior parte desse
público era aquela galera na faixa dos 30 anos, que viu o grupo
nascer quando eram adolescentes. O show começou por volta das
22h30, com Which Way To América e Times
Up, e já fez o pequeno público tomar conta da pista.
A empolgação era clara tanto no chão, quanto em cima do palco,
especialmente do baixista Doug Wimbish. O cara é um monstro
nas quatro e cinco cordas, e nos backing vocals, além de não
parar um segundo.
Toda essa empolgação
explodiu durante Bi, quando o músico desceu
do palco e tocou no meio da plateia embasbacada. Após esse momento
ímpar uma parada para o drum solo do ótimo
Will Calhoun, e a banda volta com Papa Was A Rolling
Stone, emendada com Glamour Boys,
um dos grandes hits dos anos 90. Há essa hora até o ótimo guitarrista
Vernon Reid, que começou o show mais contido, já havia entrado
no clima de festa da noite.
Por falar em ótimos
músicos, é preciso destacar a performance do frontman Corey
Glover. Que garganta tem esse cara. Corey canta absurdos, e
segura bem do início ao fim do show. Em Elvis Is Dead,
ele e Vernon dão show, especialmente o vocalista, na mescla
com Hound Dog, quando faz a dança característica de Elvis Presley.
Para finalizar
a apresentação, a mais clássica música do grupo, Cult
Of Personality, que, como era de se esperar, foi a
mais celebrada pelos fãs. Após um pequeno intervalo os quatro
voltam para o bis com Love Rears It’s Ugly Head e,
para fechar de vez a noite, uma versão matadora de Should
I Stay Or Should I Go, do The Clash.