KRISIUN
ABERTURA: CLAUSTROFOBIA & CRUSCIFIRE
HANGAR
110, SÃO PAULO - SP
Review por Leandro Cherutti - Edição por André Luiz
Fotos por Leandro Cherutti & July Lorencini (metalrevolution.net)
Da
modesta Ijuí (RS) pra o mundo, anos de dedicação e perseverança, fizeram
com que a banda formada pelos irmãos Kolesne ganhasse notoriedade internacional,
se tornando referência dentro do estilo Death metal. O Krisiun, de malas
prontas para uma extensa turnê européia, antes de cruzar o Atlântico
realizou um show em São Paulo, na tradicional casa Hangar 110, contando
ainda com a abertura das bandas Claustrofobia e Cruscifire.
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Exatamente
às 20h05m, a banda natural de Atibaia, Cruscifire, apresentou
aos presentes um Death Metal muito bem trabalhado e com um vocal
gutural agressivo produzido por Victor Angelotti (Vocal e Baixo),
contando ainda em sua line up com Caio Angelotti (Guitarra),
Murillo Romagnoli (Guitarra) e Victor Nabuco (Bateria). A banda,
na ativa desde 2003, fez uma apresentação curta, mas matadora,
demonstrando em 30 minutos todo seu potencial.
Onze minutos de pausa e às 20h43m, um forte nome do metal nacional
assumiu a cena, Claustrofobia, formada por Marcus D’Angelo (Vocal
e Guitarra), Daniel Bonfogo (Baixo), Caio D’Angelo (bateria)
e Alexandre De Orio (Guitarra), executando uma sonoridade a
qual os próprios membros intitulam como “metal maloca”, e mandaram
um Thrash Metal redondo, colocando todos os presentes em movimento
com “Discharge” e “Our Blood” do cd I See Red. Faixas como “Thrasher”
e “Paga Pau” proporcionaram rodas enormes, o visual era incrível,
como se fosse um furacão sugando tudo que estava próximo para
si. A noite contou com algumas surpresas e a primeira ficou
por conta do Claustrofobia, apresentando duas novas faixas,
que irão sair no novo trabalho totalmente gravado em português,
chamadas “Pino da Granada” e “Peste”, muito bem aceitas pelo
público. O Claustrofobia não deixou pedra sobre pedra no Hangar
110, fazendo uma apresentação impecável.
Os anfitriões da noite apareceram exatamente às 22h com a conhecidíssima
“Ominous”. Alex deu as boas vindas dizendo que estava com saudades
de tocar no centro de São Paulo e que aquela noite seria muito
foda. Na seqüência “Combustion Inferno” aqueceu ainda mais o
clima dentro do Hangar, mais “Vicious Wrath” do álbum Assassination,
já “Sentenced Morning” e “Minotauro” foram mais duas do recente
“Southen Storm”.
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No dado
momento, Alex discursou que o Krisiun e toda nação metal estavam tristes,
pois o rock perdera em 2010 o vocalista Ronnie James Dio, e há dias
havia perdido Scott Columbus do Manowar. O vocalista dedicou a primeira
faixa do cd Conquerors Of Armageddon, “Revanger” ao ex-baterista. Passada
a homenagem, chegara a hora de um mega clássico, anunciada da seguinte
forma: “para aqueles que dizem que o Krisiun não toca som velho, iremos
tocar um som, para galera Old School”. “Black Force Domain” fora ovacionada
e cantada pelos fãs enlouquecidos.
E como
a noite era de surpresas, Alex Camargo apresentou pela primeira vez
ao vivo um novo som, mais trabalhado e cadenciado. A faixa “Dissident
Abomination” já faz parte do set list da nova turnê. Tivemos ainda “BloodCraft”
e um dos maiores clássicos da banda, “Hatred Inherit”. Uma que não poderia
faltar seria “In League With Satan” cover do Venom, regravada no álbum
Works Of Carnage, e para finalizar, mandaram "Kings Of Killing",
faixa executada com maestria, demonstrando perfeito entrosamento dos
irmãos.
O Hangar
110 estava cheio, e isto mostra toda a identificação e respeito que
os fãs têm com a banda, a noite ainda contou com a presença de outras
bandas que também estavam na platéia como o pessoal do Torture Squad
e Korzus. Após anos de estrada, o Krisiun se mantém como sinônimo de
sucesso dentro e fora do país.
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