HYPOCRISY Suécia, um pequeno país escandinavo com uma grande tradição no meio metal em suas diversas vertentes. Após exatos 20 anos, exportaram provisoriamente ao Brasil, uma lenda do metal extremo, a banda suéca Hypocrisy, liderada pelo multi-instumentista, produtor e vocalista Peter Tägtgren, na turnê “A Taste Of Extreme Divinity South America Tour”, em única apresentação no Brasil. São Paulo foi a cidade anfitriã, cedendo a casa que já assumiu o posto de primeiro lugar no ranking das que mais recebe shows de metal na capital paulista, o Carioca Club.
No intervalo entre uma apresentação e outra, pausa para ver o futebol, o clássico Corinthians x Santos fez com que todos ali se mantivessem concentrados no telão que exibia a partida. Às 22h, finalmente chegou o momento esperado por todos, um sonho para muitos estava prestes a se realizar, e concretizou-se com o soar de uma introdução, Peter e companhia, finalmente estavam em um palco brasileiro. Sem perder tempo, abriram com “Valley Of The Damned” e “Hang Him High” do mais recente trabalho, já “Fractured Millenium” com seu andar cadenciado fechou a primeira trinca. Peter esboçou um pequeno diálogo com os fãs, e logo anunciou “Adjusting The Sun”, um clássico de 1997 do álbum The Final Chapter. Sempre que podia, Peter incentivava o público a cantar junto, tornando o show animado e participativo. Era chegada a hora de um medley, mas não um qualquer, e sim um para relembrar os primórdios da banda: “Pleasure Of Molestation/Osculum Obscenum/Penetralia” deixando os saudosistas com um sorriso estampado no rosto.
A banda possui uma ótima presença de palco, mas não se locomove muito, Peter adentrou ao palco e passou 80% do show, no centro. Ao seu lado direito posicionou-se o baixista Mikael Hedlund, do outro lado o excelente guitarrista Tomas Elofsson (esses sempre revezam os lados do palco) e Reidar Horghagen (Horgh para os mais íntimos), como já é de prache, ficou ao fundo, lembrando que o baterista é integrante de outra conceituada banda, a Immortal. Muito talentoso, conduziu seu instrumento com precisão em cada nota. A festa teve sua seqüência, com um clássico de 1995, “Apocalypse”, seguida de uma não menos conhecida, a lenta “4th Dimension”. A banda abrangeu todas as fases de sua longa e vasta discografia passando pelo cd vírus com “ Let The Knife Do The Talking”, ” Into The Abyss” do ano de 2000, e encerrando a primeira parte do show com “Fire In The Sky”, colocando fogo literalmente no céu do Carioca Club. As luzes se apagam e um coro uníssono grita pelo retorno da banda, que atende ao pedido. Era chegado momento de todos cantarem “The Final Chapter”. Não satisfeitos, “Warpath” nos encaminhava a um suposto fim, mas ainda faltava uma música, talvez o carro chefe do Hypocrisy, “Roswell 47”, fechando com chave de ouro um espetáculo, que teve de aproximadamente 1h45m.
Mesmo não sendo um dia propício a shows, por se tratar de uma quarta-feira à noite, os fãs não desapontaram e compareceram em grande número. O Carioca Club com sua pista tomada, foi palco para uma grande festa do metal mundial. Set
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