MORCEGO DE OURO 2008
OCEAN CLUB,
SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
Do
latim hospitiu, a palavra 'hospício' encontra-se no dicionário
como sinônimo de manicômio e hospital de alienados, ou no popular, um
abrigo de loucos. Nomeando este evento com tal palavra, seria o caso
dos organizadores tacharem quem tenta sobreviver no meio underground
como um louco? E o troféu 'morcego' uma referência ao meio dark através
do ser que representa o vampirismo, ou seja, estariam nomeando os maiores
loucos da cena dark? Simbologias a parte, é certo que louco ou não,
uma pessoa arriscar-se no meio underground literalmente tem que ser
um louco apaixonado pelo que faz, devido as inúmeras dificuldades que
começam pela compra de equipamentos, reunir outros loucos do mesmo nível
para formar uma banda, agendar ensaios, shows e toda história que qualquer
músico de plantão sabe de cor e salteado, mas não basta isso para se
destacar, são necessários dois pontos fundamentais na estabilização
de qualquer banda no cenário musical: talento instrumento/vocal para
poder ingressar em um grupo e público que prestigie o mesmo quando as
oportunidades aparecerem. Somando todos os tópicos apresentados, pode-se
chegar ao ponto que classifico como essencial do Morcego de Ouro: o
troféu apenas é concedido aos eleitos pelo público de acordo com seu
gosto próprio, não por um corpo de jurados tidos 'especializados'. Ao
menos em questão de presença da massa, o festival poderia ser considerado
um sucesso, com a presença de cerca de 750 pessoas, entre público, bandas
e dj's, mais uma prova do prestígio do Hospício. Motivo? Um dos fortes
candidatos seria a escolha do line up feita através de votação na internet,
com a presença de 12 das melhores bandas do ano segundo a enquete realizada:
Der Wahnsinn, Exordium, Sintético Ministério, A Industrya e Knights
Of Réquiem com seu som próprio e as covers Das Sehnsucht, Principle
Of Evil, Century Child, Delphic Oracle, Aphelion e Frozen Silence (apenas
a Eternnely não se apresentou por problemas com o baterista). Além do
line up de ótima qualidade, o local pela segunda vez seguida fora o
Ocean Club, que em apenas um ano se transformou na principal casa de
pequeno/médio porte da cidade em termos de público, não apenas pela
estrutura e variedade de eventos como também pelo open bar que se tornou
marca registrada.
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Diferentemente das 22h50m anunciadas,
a primeira banda a se apresentar fora a Delphic Oracle no
palco Dark quase uma hora após o marcado no cronograma. A
Ocean possuia um público considerável em suas dependências
quando o Epica cover iniciou sua apresentação, um prenúncio
de casa cheia. Atentos a presença na pista do local, Larissa
Gomes (V), Eduardo Emygdio e Vitor (G), Felipe Myung (B),
Mirella Max (D), Vinny Brasi e Hugo (K/S), Kamaray (Grunts
& Screams) e Talita (Backing Vocals)
fizeram uma performance incitando constantemente os presentes
a participarem, em músicas como Seif Al Din,
Cry For The Moon, Living A Lie
e Never Enough, destacando-se a interação
entre vocais e público. Mais atrasado ainda, já praticamente
no horário da abertura do open bar porém no palco principal,
a Das Sehnsucht de Danilo Valcorte Lindemann (V), Jeffy Kruspe
e Luiz Landers (G), Rodrigo Riedel (B), Guilherme (K) e Tristani
Schneider (D) que nasceu para o grande público em 2008 e em
poucos meses evoluiu de forma a merecer o lugar entre os principais
destaques do ano, apresentou petardos do Rammstein (cover
com a qual a Der Wahnsinn fora campeã nas três edições anteriores
do festival). O resultado fora a participação ativa do público
em faixas como Links 1 2 3, Meil
Teil e Du Hast, destacando-se a
presença do palco da banda e especialmente a performance do
tecladista Guilherme que arrancou risos de todos. Benzin!!!
Retornando ao palco Dark, open bar movimentado, era o momento
do projeto A Industrya de Valter Sangregório (V) e Rafa Acid
(K/Samplers) levar o melhor do EBM aos PA's. Em meio a execução
de músicas como as conhecidas Robotic
War Systems e This Is My Life Agressive
Way, além de Traumatized In Terror entre
outras, a dupla manteve o ânimo elevado dos presentes no local.
Enquanto isso no palco principal, a Der Wahnsinn de
Christian Hoffmann (V), Ciro de Oliveira (K), Denis Roosevelt
(D), Eloi Aldrovandi e Fernando Mazzaro (G) e Leandro Mazzaro
(B) apresentou suas músicas próprias para um público contagiante.
Muito se fala sobre bandas que se criam no cover e vivem a
sombra de seus ídolos, mas quando a cópia procura apresentar
algo de sua autoria, desperta-se a desconfiança e curiosidade.
Para quem pude-se desconfiar da qualidade dos músicos em questão,
o trabalho Industrielle Revolution fora não uma resposta mas
uma comprovação do patamar o qual a Der Wahnsinn pode alcançar.
Faixas como Feueragen, Energy
e Der Wahnsinn entre outras foram recebidas
com entusiasmo pelo público, as quais aliadas a presença de
palco de toda banda fizeram desta uma das melhores apresentações
do evento. O festival não parava, era chegado o momento de
rever uma grata surpresa que despertou interesse por sua qualidade
musical na edição de julho do Dark Angels. A Knights Of Réquiem
dispõe de um bom número de artíficios para incrementar sua
sonoridade folk metal, desde a utilização de teclados, passando
por flauta, gaita de fole, a própria variação de timbre dos
vocais... Pode-se classificar a música apresentada pela banda
como cativante, faixas como The
Hunt são exemplos disso, com destaque para
presença de palco do vocal (nota do repórter: desculpem a
falta de maiores informações sobre a Knights
Of Réquiem, mas as mesmas não são disponibilizadas
na comunidade da banda no orkut...).
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O palco principal recebeu pela segunda vez outra revelação
de 2008, a Exordium
que se apresentara na quinta edição do Medievil em maio, naquela
oportunidade com a estréia da vocal Talita Harumi. Passados
seis meses, pode-se perceber que ao lado de Gustavo Figo (V),
Rubens Júnior (K), Michel Rossinholi (G), Jonathas Peschiera
(B) e Cris Quinalia (D), Talita pôde evoluir em sua performance
de palco e entrosamento com Gustavo nos vocais, pontos estes
que somados fizeram da execução de músicas como When
Two Hearts Beat, Hole, Nailed
In My Soul e Hole Inside Me momentos
agradáveis. Ainda no palco principal, o projeto Sintético
Ministério de Snow (V), Jhonny (K/S) e Gutisk (V/Performance)
debutou nos palcos da Ocean Club. Fazendo uso de uma sonoridade
flertando entre o sinthpop e o eletro gotico, rótulos a parte,
pode-se destacar além do eletrônico presente em seu som, as
performances de Gutisk e cia., insipiradas em vampirismo e
artes marciais, chamando a atenção do público. Encerrando
os trabalhos no palco Dark (a Frozen Silence optou por tocar
no palco principal após a entrega do prêmio, ou seja, literalmente
no apagar das luzes rsss), a Aphelion
de Spenser (V), Ágios (K), Huginn e Factus (G), Migh (B) e
Týr (D) me surpreendeu de forma positiva. Pôde-se perceber
uma vocal mais solta que na performance de semanas atrás no
Medievil VI, o que culminou na melhora da performance de palco
e consequentemente, participação do público em músicas como
Evenfall, Aphelion e Equilibrium.
Transformando a pista principal em uma
extensão do black metal executado pela mesma, a Principle
Of Evil fez os presentes banguearem no Ocean Club. 'Nós somos
o Principle Of Evil, o único Cradle Of Filth cover do Brasil'
bradou o vocal Predator Filth, destaque da apresentação não
apenas pela presença de palco mas também pela comunicação
com o público ao lado da cativante
backing vocal Paula. Ao lado de Quinho e Guiler Cruz
(G), Felipe Myung (B), Thiago Freitas (K) e Estevan/Otávio
(D), a dupla de vocais despertou literalmente o público com
petardos do nível de Cthulhu Dawn, The
Principle Of Evil Made Flesh e Nymphetamine.
Na sequência, em meio a contagem regressiva para
o anúncio dos vencedores do troféu, a Century Child regressou
ao Ocean Club após a elogiosa performance na última edição
do festival Dark Angels. Gisele Garof e Rodrigo Crasy (V),
Raul Carval (G), Bruno Sfriso (K), Silvio Kush (D) e Nivas
Oliveira (B) demonstraram não apenas boa técnica como uma
presença de palco calcada na interação com o público, resultando
no óbvio, boa aceitação dos presentes em faixas como Phanton
Of The Opera. Passado o momento da entrega dos prêmios
(vencedores abaixo), a Frozen
Silence enfim fizera a performance aguardada no palco Dark.
Mariana Scaleno e André Rima
(V), Amanda de Bonis e Waldyr Gonçalves (G), Marcelo Mourão
(B), Max Reis (D) e Nicolas Paiva (K/S) que marcaram
presença na casa apenas em setembro no festival Rock In Ocean,
apresentaram sucessos do Lacuna Coil aos presentes, destacando-se
a performance dos vocais em faixas como Swamped,
Heaven's A Lie e Senzafine,
marcando o final do festival, o qual além de pistas principais
movimentadas, contou com empolgante presença tanto na pista
lounge quanto na sala de jogos com mesa de bilhar.
VENCEDORES DO TROFÉU MORCEGO DE OURO
2008
Banda som próprio: Der Wahnsinn
Banda cover: Das Sehnsucht
DJ: PV
DJ Gothz Newz: Elvis
Revelação Gothz Newz: Website Metal Revolution
(André Luiz)
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AGRADECIMENTOS
-
Equipe Gothz Newz
pela produção e realização do evento, em especial ao Bruno
Rufinoni, Ernesto Machado, Vinny, Leandro 'Bóh', Alan, Leandro, Cleiton
e sua Japa (rss), Ingrid, Daniel, Thiago e todo pessoal da segurança
- Bandas e DJ's com quem tive ótimo relacionamento,
em especial: premiados Morcego de Ouro 2008 Der Wahnsinn,
Das Sehnsucht, Elvis e PV (PARABÉNS!), Principle Of Evil, Century
Child, A Industrya, Delphic Oracle, Eternnely, Jack, Claiton, Tico
Curtis
- Tanta gente que encontrei/conheci por lá, vamos
com a lista: Rosana, Adri, JACK (rsss), Márcia, Rodrigo, Bernoldi,
Jadi, Skinner, Cáh Manson, membros da Antichrist Superstar, Janaína,
Sabbra e novo namorado, Luciana, Marcos e pessoal da comu Alopração
Gófega, Jack e amigas, Denise 'minha fotógrafa' (rsss) e namorado,
Lilian, Tata, moça da comunidade do Ocean cujo nome não recordo devido
outras peculiaridades (rsss), além do pessoal com quem tive contato
em minhas horas de trabalho escravo (como odeio essa vida kkk)
- EM ESPECIAL A TODOS QUE ACOMPANHARAM NOSSO TRABALHO NESSE ANO DE
BATALHA! |
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