HELLRAISER
IV
OCEAN CLUB, SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Comentários por Natália 'Nat' - Edição por André
Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
Hellraiser,
nome inspirado na saga de Clive Barker na qual o líder da raça cenóbita
do Pinhead aterroriza as pessoas em aparições através de portais, que
por sua vez são abertos através de misteriosos cubos em forma de quebra-cabeça,
conhecidos como Configuração de Lamentos. A trilha sonora geralmente
composta por rock/metal possui na música Hellraiser interpretada por
Lemmy Kilmister e Ozzy Osbourne (com video-cipe amplamente divulgado
pela MTV no ido dos anos 90) sua principal representante. E da união
de dois nomes de tamanha importância para música que chegou-se a concepção
da união de estilos no auto-intitulado festival que já se encontra em
sua quarta edição, todas realizadas na Ocean Club. Nesta oportunidade,
os atrativos foram maiores para os cerca de 550 presentes, como por
exemplo o woman open bar com duração de duas horas (que na verdade fora
menos de uma) antes da abertura para o público em geral e a reunião
de alguns dos melhores nomes no estilo hard/heavy que já se apresentaram
na casa, a saber Rock N' Huntin', Dragon Flame, Use Your Guns, Spectroz,
Black Tiger, Hard Rock Tribute, Sepulcros, Bad Boyz, Sons Of Gaia, Fire
Kiss, Firaga, sem esquecer da sempre presente novidade do cast Sinners
Of Arcadia. Nesta matéria, os comentários e decisões a respeito da seleção
do evento contaram com a colaboração de Natália 'Nat', amiga que já
se apresentou a frente de bandas coverizando Doro/Warlock e Vixen.
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COMPLETO DO HELLRAISER IV
Inicialmente o atraso. Marcado
para iniciar às 22hs, a casa fora aberta ao público a partir
das 23hs devido um evento matinê ocorrido na Ocean Club o qual
sofreu atraso em seu encerramento. Pude presenciar a movimentação
da Equipe Hard N' Roll para agilizar a abertura da casa, mas
também verificar a falta de responsabilidade de pessoas que
se dizem produtores de evento mas não respeitam questão de horários
impostos, tão pouco peito para se colocar pessoas desse tipo
para fora por parte da própria casa, a qual acaba tendo eventos
futuros queimados em virtude da falta de atitude que acabou
sendo tomada pelos produtores do evento seguinte. O resultado
foi a debandada de parte do público para outras casas e filas
para entrada na Ocean Club, complicado porque acaba passando
uma imagem de 'não se cumpre o que se divulga no flyer', queimando
produtores e local. Além disso, algumas bandas foram prejudicadas
com relação a tempo de apresentação e falta de público como
será citado no decorrer desta matéria...
Seguindo o vácuo do início da entrada
na casa, a Rock N' Huntin' fizera uma apresentação
apara poucos privilegiados, a qual iniciou para meia dúzia de
pessoas e terminou com um público considerável na pista principal
da casa. Alanna Almeida (V), Rafael Picarone e Rodrigo Santos
(G), Bruno "Rush" Giacomoni (B) e Thiago Marques (D)
contaram com um set repleto de petardos que foram do Highway
To Hell do AC/DC ao Living After Midnight do Judas Priest, passando
por Dream On do Aerosmith e Rock You Like A Hurricane do Scorpions,
mas o grande destaque da noite foi a presença no palco de duas
das melhores vocalistas da linha hard que se apresentam na Ocean,
Alanna e
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Debby
(Hard Rock Tribute) na interpretação para Detroit Rock City. A
Rock N' Huntin' no geral possui um bom entrosamento mesclado com
talentos individuais, mas tem na figura de sua vocalista a identidade
da banda. Já em meio a abertura do open bar geral na pista Dark,
já que devido ao atraso na entrada o 'woman ob' possuia um público
máximo de cinco-seis pessoas, a Dragon Flame de
Sergio Sgai e Camila Pires (V), Dexter (G), Danilo Perecini (B),
Leandro Freitas (K) e Ronaldo Lopes (D) levou aos presentes um
set composto por boas execuções de faixas do Rhapsody como Holy
Thunderforce e Flames Of Revenge. Banda certinha, entrosada, destaque
para participação ativa do tecladista Leandro, a performance de
palco muito boa de Sergio Sgai e a mescla de feeling/técnica de
Dexter.
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Contando com boa presença
de expectadores na pista principal, a Use Your Guns proporcionou
mais um bom momento da noite através de interpretações para sucessos
'pouco' conhecidos de um certo Guns N Roses, banda desconhecida do grande
público... rsss Louis (V), Willy Snake e Gui (G), Ale Mariachi (B) e
Vikki (D) fizeram uma das melhores apresentações do conjunto que presenciei
até o momento, Louis e Willy Snake implorando para entrar no MR Battle
com a performance de palco/técnica demonstrados (rsss) em faixas como
Nightrain, It's So Easy, Live Ain't Let Die, Rocket Queen e Paradise
City, sem esquecer o trecho de Beat It executado (diferente do Classic
'N Hard quando executaram a música por completo). Seguindo a linha de
apresentações cativantes, a SpectroZ retornou ao palco
da Ocean Club para mais uma performance digna de aplausos. Allan (V/G),
Caio (G), Filipe (B) e Jack (D) literalmente levaram o caos a pista
Dark: mosh Pits, stage divings, não tinha como ficar parado, energia
no palco regada a grandes clássicos do Metallica como Seek And Destroy,
For Whom The Bell Tolls e One, sem esquecer o momento Michael Jackson
com a execução de trecho de Beat It. Destaque para presença de palco
e interação constante do frontman Alan com o público, o símbolo do estilo
despojado/agressivo dos integrantes da SpectroZ.

As apresentações se sucediam,
e em meio a performance da Black Tiger no palco principal,
minha comentarista atrasada de plantão Natália enfim chegou à Ocean
Club. Coverizando faixas do Kiss e Motley Crue como Rock And Roll All
Nite, mas também inserindo músicas do Wasp como I Wanna Be Somebody,
Kel Kiss (V), Val Maciel (G), Ralph Thunder Hell (B) e Junior Jovi (D)
contaram com participação ativa do público, mas um ponto mais técnico
na apresentação pôde ser reparado e não passou em branco na performance,
como citou a Nat: 'a vocal (Kell) parece nervosa no palco, em dados
momentos força muito a voz de frma desnecessária, não sei dizer porque,
mas parece descontente com algo'. Ao final da apresentação conversando
com a própria pude perceber também 'algo errado', tanto que ela comentou
sobre sua doação no show, a qual considero assim como a Natália que
em dados momentos se mostrou um tanto quanto exagerada... No geral a
banda se dedicou bastante no palco, com destaque para os trejeitos de
Val Maciel na guitar e a mescla presença de palco e entrega da vocalista
Kell Kiss. De forma inédita na casa, a Sinners Of Arcadia de
Victor Emeka (V), Rafael Polisel e Leandro Brasolin (G), Thiago Polisel
(D), Alexandre Forcellini (B) e Danilo Ribeiro (K) fizera uma apresentação
um tanto quanto surpreendente. Em seu debut na Ocean Club, a banda já
pode ser apontada como melhor Iron cover que passou pela casa mesmo
com o set um tanto quanto prejudicado pelo corte de músicas (culpa do
atraso na abertura da casa citado anteriormente), demonstrando bom entrosamento
entre os instrumentistas e presença de palco. Já no Helloween a coisa
não foi diferente, aliás, além da boa escolha de repertório para bandas
poooooouco populares no Brasil (rsss), a execução de músicas como Aces
High, Soulsurviver e Run To The Hills merece destaque o que, chamou
o público para apresentação. Mas nem tudo são flores como citou a Natália,
'a banda possui um bom material para escolher tocar no show, mas ainda
precisa dar uma melhorada em certas músicas, em especial na parte vocal,
mesmo tendo feito uma apresentação com pegada e presença de palco...'.
Em meio ao vai-vém de palco
a palco, podê-se constatar uma confraterniazação entre músicos e público
em geral das melhores que presenciei na Ocean Club até o momento, constatada
pelos cerca de 200 posts no tópico de 'aquecimento' na comunidade do
orkut do evento. Até devido esse envolvimento que eu, André, em especial,
possuo na relação com as pessoas/músicos/produtores que frequentam a
casa demonstrado na forma diferente como descrevo os festivais que cubro
na Ocean Club, por me sentir parte da festa acabo em dados momentos
cometendo alguns exageros, os quais transcenderam um pouco seus limites
no Hellraiser IV, quando pude contar com o auxílio fundamental da Natália
nos comentários presentes desta matéria. Explicações a parte (se é que
as mesmas possam ser julgadas como cabíveis), seguimos com a performance
da Hard Rock Tribute no palco principal, executando
músicas do Cinderella e Skid Row. Debby Hard Girl (V), Sweet Ibanez
(B), Théo Machado (D), Filippe Farias (G) e Mr.Zeo Ariel (K) animaram
o público com boas execuções de faixas como Monkey Business, 18 And
Life e 'Youth Gone Wild entre aspas', em especial a frontwoman Debby,
como citou a Nat, 'ela dosa bem a intensidade da voz, escracha no
agudo um tanto quanto rasgado quando necessário e leva sem maiores problemas
os trechos mais limpos, se é que se pode dizer isso sobre uma música
do Cinderella ou Skid Row rsss'. No palco da pista Dark, a Sepulcros
retornava a casa após sua última passagem na Ocean Club meses atrás,
interpretando hinos da história da música pesada na vós de Ozzy Osbourne,
seja com o Black Sabbath ou em carreira solo. Faustão
(V), Lucas e Eduardo (G), Pedro (B), Ingrid (K) e Diego (D) levaram
aos presentes um repertório ditando o ritmo da pista: um momento melhor
do que o outro. Regado a clássicos como Mr. Crowley e Paranoid, a banda
incitou o público mais na base da empogação e contou novamente com uma
boa atuação do frontman Faustão e dos guitars.
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De volta ao palco
principal a Bad Boyz apresentou um set composto
por músicas de Deep Purple e Whitesnake. A banda formada po
Blacksnake e mais alguém (rsss) teve em sua line up neste evento
além do referido vocal, Diogo, Erick, Roger e Vinicius (PS.:
não me perguntem quem é o Vinny e o Jack Sparrow, essas infos
consegui na lista vip... rsss). Em meios a clássicos como Burn
e Here I Go Again, algo não poderia ficar sem citação, como
relatou a Nat: 'o momento Negão Jackson foi a cena
mais cômica da noite, mais do que o André cantando no show da
Tribute (PS.: engraçadinha rssss). Chorei de rir, muito engraçado,
mas falando sobre o show, lembro que haviam me falado sobre
ele ser espécie de maestro, que muitas vezes não precisava cantar
ou a banda tocar por conta do público participando, foi bem
assim mesmo. Deu uma de showman no palco'. Bom, sobre o momento
Negão Jackson (rsss), é mais uma para o curriculum
do Blacksnacke (para quem já viu ele imitando o cara da C&A
no palco rssss),
quanto ao show, a nat não foi a única a me dizer que não via
a Bad Boyz tão bem há tempos... Já no palco Dark, Mark
(V), Henrique ‘Anjão’ e Alex (G), Vinicyus (B) e Danilo (D)
levaram aos presentes, músicas de Blind Guardian e Stratovarius.
Entre a execução de músicas como Mirror Mirror e Valhalla, pode-se
destacar a segunda boa apresentação da Sons Of Gaia
à Ocean, como relatou a Natália: 'em meio ao bom coletivo da
banda podendo citar ainda as atuações de Mark e Danilo, podemos
dizer que o guitar Alex deslumbra com tamanha técnica em especial
na sequência de solos. Bem que o André havia me avisado para
brincar de tentar enxergar os dedos do Alex durante os solos
rsss'.
Encerrando as apresentações,
a Fire Kiss interpretou músicas como Panama
e Jump do Van Hallen e Born To Be My Baby e You Give Love A
Bad Name do Bon Jovi, mas Fabio 'Angel' On Fire (V), J. Fire
(G), Andy Star (D), Bryan (B) e Rhino (K) não deixaram a noite
passar sem promover o quarto e último momen- |
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to
Michael Jackson com trecho de Beat It (a mais tocada da noite
rsss) sendo executado, inclusive com Julião solando com os dentes
rsss. A propósito, a lenda etílica da Ocean Club se segurou
na bebida e executou bem os acordes à Eddie Van Hallen e Ritchie
Sambora, mas o grande destaque fica para performance de palco
de Fabio 'Angel' On Fire, um show a parte ao melhor estilo showman.
O encerramento no palco Dark ficou por conta da Firaga,
formada por Rodrigo Banderas ‘Digão’ (V), Gustavo Luque e Eduardo
Emygdio ‘Ducca’ (G), Anderson Myung (B), Elizeu (D, se apresentou
no lugar de Israel Veronezzi o qual não pôde se apresentar por
motivos de saúde). Sem se apresentar na casa desde o primeiro
evento do ano (Billiards Of Rock, em janeiro), a banda que sempre
considerei como um dos principais nomes heavy a tocar na casa
novamente impulsionaram um bom público para assistir sua apresentação,
mesmo uma parte deste estando exausto devido a sequência de
shows, como citou a Nat: 'destaque não apenas para o entrosamento
dos músicos como para atuação do vocal Digão, desde o último
show do próprio Hammerfall eu não via Heeding The Call, Hearts
On Fire e Riders On The Storm serem tão bem executadas ao vivo!'.
(PS.: para finalizar, a frase favorita do Julião, uma noite
memoráááável!!! rsss) |
SELEÇÃO
HELLRAISER IV
Este realmente se trata de um festival atípico pela
sequência de shows com bom nível, e um evento atípico merece uma seleção
do mesmo tipo. Primeiramente com relação as escolhas mais simples,
na questão de tecladista e baixista não houveram maiores problemas,
o Leandro no teclado e a dupla de baixistas/bateristas possuem uma
participação um tanto quanto ativa no palco. No quesito vocal feminino,
não é por acaso que a imagem que ilustra o evento se trata da Alanna
e Debby juntas, além de um bom timbre elas mantém o nível apresentação
a apresentação. Engrossando a lista de primeiros problemas para decisão
conjunta entre André e Natália, no quesito guitarrista optamos por
escolher os guitarristas mais técnicos da noite (Alex e Dexter) mais
o que mais pode ser identificado na mescla técnica/presença de palco
(Willy), até porque torna-se tarefa um tanto quanto desleal comparar
power/melódico com hard rock... Os problemas engrossam quando citamos
os melhores vocais masculinos, para poder citar mais de três optamos
pelo quesito técnica/feeling escolhendo o trio Louis-Rodrigo-Sergio
mas fomos obrigados a incluir Blacksnake e Alan pela presença ativa
cativante durante suas apresentações nas duas apresentações com participação
mais constante do público. Até por essa brecha que abrimos no critério
para escolha de vocais, optamos por invés de citar três, aumentar
mais um nome na escolha das melhores bandas da noite: impossível ficar
no limite de apenas três! As quatro bandas escolhidas em cada vertente
simbolizam exatamente essa mescla de ótimo show com participação do
público, não desmerecendo as outras apresentações mas para limitar
esse número de quatro fizemos as opções abaixo...
Banda Hard-Classic
Rock: Bad Boyz, Hard Rock Tribute, Rock N' Huntin' e Use
Your Guns
Banda Heavy Metal: Dragon Flame, Sons Of Gaia, Spectroz
e Firaga
Vocal Masculino: Alan (Spectroz), Blacksnacke (Bad
Boyz), Louis (Use Your Guns), Rodrigo Banderas (Firaga) e Sergio Sgai
(Dragon Flame)
Vocal Feminino: Alanna Almeida (Rock N' Huntin')
e Debby Hard Girl (Hard Rock Tribute)
Baixista: Anderson Myung (Firaga) e Danilo Perecini
(Dragon Flame)
Baterista: Danilo (Sons Of Gaia) e Thiago Marques
(Rock N' Huntin')
Guitarrista: Alex (Sons Of Gaia), Dexter (Dragon
Flame) e Willy Snake (Use Your Guns)
Tecladista: Leandro Freitas (Dragon Flame)
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AGRADECIMENTOS
- Equipe Hard N' Roll pela produção e realização do
evento, em especial ao Bruno, Ernesto, todo pessoal
da segurança, DJ's e barmen
- TODAS AS BANDAS sem exceção, cada integrante
com quem conversei ou simplesmente me chamou através da velha
história do 'nunca bebemoramos juntos' (rsss) a citar por ordem
de apresentação: Alanna, Rodrigo Santos, Sergio Sgai,
Leandro Freitas, Louis, Willi Snake, Ale Mariachi, Alan, Caio,
Kell Kiss, Val Maciel, Ralph, Debby, Sweet Ibanez, Théo Machado,
Filippe Farias, Ariel, Blacksnacke, Jack, Vinny, Mark, J. Fire
e finalmente (rsss) Gustavo Luque
- Público com o qual tive contato durante a cobertura: Rodrigo
'cunha' (rsss), Leandro, Ricardo, Bruno, Gordo, Ludmila, Lilian
'Japa', a dupla fanfarrã Clayton e Márcia (que noite foi essa
rsss), amiga da Mirela cujo nome não recordo, além
do pessoal com quem conversei no evento cujo nome eu não recordo
ou simplesmente não sei (kkk) |
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