EGO CLUB, SÃO PAULO - SP Review por André Luiz - Edição por André Luiz Fotos por André Luiz (metalrevolution.net) O termo ‘micareta’ tem como origem a palavra mi-carême (meio da quaresma), festa francesa que ocorria em meados do século XV em meio ao período de quarenta dias de penitência da Igreja Católica. Conhecida no Brasil como carnaval fora de época, o evento é marcado por shows de trios elétricos, blocos carnavalescos, além da alegria corriqueira dos foliões de plantão. Talves devido a essas concepções a edição de 14/08 do festival Hard ‘N’ Roll teve como temática a micareta, uma festa tão divertida, alegre, até mesmo sociável quanto os tradicionais eventos de hard rock realizados na Ego Club. Pink Dolls e Fire Kiss tratam-se de uma espécie de residentes dos line ups do festival, porém houveram apresentações de várias bandas recém chegadas ou debutantes na casa, a citar Dr. Crue, Pornstars, Blackout, Live To Kiss, Plataforma 51, Highway Guns e Hellraisers, além de Sinners Of Arcadia e Fallen Angel com certa experiência em termos de Ego Club (a ausência da noite ficara por conta da 40 Seasons interpretando Skid Row). E por se tratar de micareta, a presença feminina fazia-se mais do que necessária, ESSENCIAL; portanto além do tradicional open bar da casa, a Gothz Newz concedeu entrada vip para as primeiras 200 mulheres a postarem seu nome na comunidade do evento, resultando em um grande público no local, superior a 750 pessoas.
Retornando à Ego Club, a Pink Dolls trouxe aos presentes um repertório baseado em seu Sleazy/Glam característico. Regado a faixas próprias presentes em seu EP Dirty Jewels como Substances, Black Jack e o petardo Sleaze Drunk & Rock n Roll, a banda ainda brindou o alvoroçado público presente com covers de Pretty Boy Floyd e Crash Diet. On stage, o trio demonstra pleno domínio das ações, apenas confesso que deixei a apresentação antes do término da faixa derradeira devido a expectativa por uma chuva de espuma proporcionada pelos músicos (rss). Em meio a essa fuga, me deparei com o quarteto da Fire Kiss interpretando clássicos do Van Halen e Bon Jovi. Pude perceber um público totalmente participativo, mas meu destaque trata-se exatamente da formação da banda, parece que se acertaram de vez em quarteto. No palco, ainda tiveram de driblar problemas de microfone, mas no saldo final, empolgaram os presentes com músicas como Blaze Of Glory e Wanted Dead Or Alive. Diria que fora a melhor apresentação da banda que pude presenciar até então, falta apenas a sequência maior com uma mesma formação que dê certo (como essa por exemplo) para pegar um ‘corpo’, um maior conjunto.
Seguiram duas bandas as quais presenciei pela primeira vez e que sinceramente, me chamaram atenção pela atuação de palco. Na pista principal, um bom número de pessoas presenciou a Live To Kiss executando clássicos dos mascarados americanos. Destaque para faixas do ‘The Elder’ (álbum até hoje polêmico do Kiss pelos desentendimentos entre integrantes, falta de tour de divulgação e baixas vendagens, o qual antecedeu Creatures Of The Night), sem esquecer petardos como Detroit Rock City e a faixa-título do último trabalho de inéditas, Sonic Boom. Falando da banda em si, ela demonstra entrosamento, incita o público constantemente o qual responde da pista, isso tudo mesmo sem maquiagens e roupas extravagantes. Em meio a execuções semelhantes ao original, destaque para o V/G com timbre muito parecido com o de Paul Stanley. Já no subsolo, não poderia discernir o palco da pista, os integrantes da Plataforma 51 do público alvoroçado... Um show a parte. Logo na primeira faixa o técnico da mesa de som foi obrigado a chamar os seguranças para controlar o público que invadiu o palco, cerca de 30-40 pessoas em seu ápice. Através de interpretações para petardos de AC/DC e Deep Purple como Back In Black, Burn, Jailbreak e Black Night, estampou-se a qualidade da banda mesclando talentos individuais e conjunto, porém a interação com o público me arremeteu a época áurea do Hard ‘n’ Roll na qual o vocalista Blacksnacke (Bad Boys) regia os presentes como um maestro. Melhores da noite!
A parte derradeira da noite contou com o desfalque do Skid Row cover, porém manteve as surpresas agradáveis ao repórter que não cobria Hard’s na Ego desde o final de 2009. Iniciando por uma banda praticamente residente da Ego Club, a Fallen Angel, trazendo um set composto por músicas do Poison. Em meio a um público ativo na pista, músicas como Unskinny Bop, Your Mama Don't Dance e mesmo mais cadenciadas como Every Rose Has it's Thorn agradaram aos presentes. Encerrando as performances no palco Dark, a Highway Guns despertou os gunners de plantão com interpretações de faixas como Welcome To The Jungle, You Could Be Mine e Paradise City. Trata-se de uma boa alternativa para Guns cover, vocal interagindo com os presentes, instrumental mantendo nível, público participativo. Finalizando a noite, o palco principal recebeu a Hellraisers (escalada para fechar palco dark, porém devido ausência da banda 40 Seasons teve sua apresentação em local alterado). E posso afirmar que entre as performances de Vixen cover as quais presenciei na Ego, esta fora a melhor que assisti! A técnica da guitar, feeling/precisão da vocal, baixista participativa... Com o fechamento da pista Dark, todo público que permaneceu na Ego se encontrava assistindo o show, e mesmo em meio ao cansaço proporcionado pela grande sequência de shows e extensão do open bar, receberam muito bem músicas como Edge Of A Broken Heart e Rev It Up. INDICADOS METAL
REVOLUTION BATTLE
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