OCEAN CLUB, SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)

Matéria dedicada a Luana (House Of Ladies), ferida em tentativa de assalto
horas antes do evento. Torcemos por sua rápida recuperação.

Onze edições em pouco mais de um ano bastaram para transformar o Hard ‘N’ Roll em um evento marcante do estilo em São Paulo. Nesta décima segunda realizada na Ocean Club, a situação de outros ‘Hards’ se repetiu: público participativo, celebrando o bom e velho hard / classic rock, com boas bandas e um clima diferenciado. Cerca de 800 pessoas estiveram na casa e entre alguns pontos de destaque sentiram a ausência do tradicional grito de guerra de Blacksnacke no comando da Bad Boyz, presenciaram os problemas com falta de ensaio da Dead To Rights compensados com presença de palco forte, a superação da House Of Ladies que contou com improvisos de guitars no lugar da Luana, as revelações da noite Make Up e Aphrodytte mesclando material próprio e covers ao seu estilo, o som redondo de Rock N' Huntin e Hard Rock Tribute, a presença marcante do público nos shows de Poison Heart, Sepulcros e BlackTiger, o bom debut do Big Guns na Ocean Club, mais Gunners e seu vocal despojado. Entre tais pontos, destacamos também o open bar extendido com quatro horas de duração, a festa do pijama que contou com poucos adeptos trajados e os problemas de segurança melhor abordados no decorrer desta matéria... Da mesma forma, a décima segunda edição do Hard ‘N’ Roll marcou o início do Metal Revolution Battle, a mais longa seleção de bandas e músicos na escolha dos melhores do ano, conforme verificaremos a seleção do evento escolhida pela Equipe Metal Revolution ao final desta matéria.

Rock 'N' Huntin - por André Luiz (metalrevolution.net)

A noite começou com dois debuts em termos de Hard ‘N’ Roll / Ocean Club: a Big Guns de Rillan (V), Fabio e Paulus (G), Renato (B) e Igor (D) no palco principal interpretou músicas do Skid Row como I Remember You e Youth Gone Wild enquanto Güstav Hurrycane (V), Roger Katt (D), Erick Skol (G) e Mark 69 (B) levaram seu repertório mesclando covers e sons próprios com a banda Aphrodytte. Em meio a abertura do open bar, pode-se conferir no palco principal mais uma apresentação de bom nível da Rock ‘N’ Huntin e seu set diversificado. Alanna Almeida (V), Rodrigo Santos e Rafael Picarone (G), Raphael Santos (B) e Thiago Marques (D) foram de temas mais calmos como I Can't Stop Loving You e Dream On ao metal clássico de Aces High e For Whom The Bell Tolls, passando por petardos como Rock You Like A Hurricane, Rush, Rock And Roll, Guilty Of Love e Lick It Up. Já a Gunners de Naldo (V), Kauan (D), Leonardo (B), Cosmo e Loud (G), Cauê (K) em faixas como You Could Be Mine trouxe a tona o melhor da carreira do Guns N’ Roses. As primeiras brigas e problemas com segurança ocorriam, mas os palcos permaneciam agitados. A Dead To Rights de Daniel (V), Preto (G), Cazuza (B), Falcon (K) e Jason Barker (D), mesmo culpando incessantemente a falta de ensaio pela seqüência de erros de execução, demonstrou em músicas do Bon Jovi como One Wild Night, Runaway, You Give Love A Bad Name e Keep The Faith uma presença de palco forte, levantando o público. Já o Hard Rock Tribute trouxe um line up consistente, no qual Debby Hard Girl (V), Sweet Ibanez (B), Théo Machado (D), Filippe Farias (G) e Mr.Zeo Ariel (K) uniram suas técnicas individuais a uma presença de palco conjunta, se destacando na execução de faixas como Push Push, Somebody Save Me, Panama, I Can't Stop Loving You e Forever de Cinderella e Van Halen.


Dead To Rights - por André Luiz (metalrevolution.net)

Como de costume, horários iniciais das apresentações marcados para 23hs, atrasos, Big Guns e Aphrodytte se apresentando após o previsto. Confesso que pouco vi da banda do palco Dark devido meu horário de chegada, mas ainda conferi a performance do Skid Row cover e logo pensei que estivesse vendo o Jeff Scot Soto no vocal (como o Rillan parece fisicamente com ele! rss). Também destaco o bom trabalho do guitar solo e o estilo despojado do baixista. Já na sequëncia com a Rock 'N' Huntin, de início o público estava afastado, Alanna pediu para se aproximarem e desde então pode-se conferir um petardo atrás do outro. Trata-se de uma banda, como me disse um dos organizadores da festa, 'redondinha, redondinha, sem nada de espetacular, o básico muito bem executado'. Repertório repleto de clássicos, baixista e guitar solo se destacam, mesmo com falha no instrumental em Dream On 'coberta' pela ótima atuação de Alanna, realmente o destaque da Rock 'N' Huntin. O Gunners por sua vez cometeu alguns erros básicos na execução do instrumental original de Axl e cia., principamente na Intro da faixa derradeira do set, You Could Be Mine, mas destaco o vocal com timbre parecido com o do vocal original. As primeiras confusões aconteciam na casa, e entre brigas do tipo 'olhou feio tomou porrada' ou 'não esbarra que apanha', a equipe de segurança demonstrou despreparo em seu primeiro, digamos, 'grande teste' desde quando passaram a trabalhar na Ocean (show das Velhas Virgens). Em meio a truculência extrema ou ignorância com alguns dos baderneiros, podia-se conferir muitos seguranças junto da confusão observando o tumulto, enquanto outros fechavam banheiros para o público que nada tinham a ver com as brigas, sem esquecer a falta de segurança na porta de vidro junto a sala de jogos, liberando acesso dos presentes a sacada do último andar. Ainda no quesito confusão, porém se tratando sob o palco, os músicos do Dead To Rights relataram exacerbadamente a falta de ensaios antes do show e por esse motivo cometeu vários erros seguidos de execução. Tentou compensar tal 'despreparo' com presença de palco e músicos interagindo constantemente com o público que se tornou participativo, mas faltou o 'Q' da execução das músicas com mais fidelidade. A Hard Rock Tribute por sua vez mesmo não executando seu ponto forte que são os covers do Skid Row, demonstrou uniformidade no palco em meio aos seus destaques individuais, em especial o guitar Filippe Farias que se superou tocando sem correia (Cinderella ainda tocou em pé, já no Van Halen tocou praticamente de joelhos sem errar um solo!), a vocal Debby interagindo com o público e soltando a voz, baixista e tecladista com boa presença de palco, enfim, das mais completas apresentações da banda que presenciei. Pena apenas a vocal Kell (Black Tiger) não poder fazer a participação especial na interpretação do Skid Row feita pelo Tribute, para acabar de vez com as esperanças do certo engraçadinho(a) que tentou colocar as duas bandas em atrito através de comentários vindos de fakes...


IMAGENS DO SHOW
Rock 'N' Huntin - por André Luiz (metalrevolution.net)
Rock 'N' Huntin - por André Luiz (metalrevolution.net)
Poison Heart - por André Luiz (metalrevolution.net)Dead To Rights - por André Luiz (metalrevolution.net)Hard Rock Tribute - por Leandro 'Bóh' (metalrevolution.net)Pós Hard - por André Luiz (metalrevolution.net) Raising Hell - por André Luiz (metalrevolution.net)Hard Rock Tribute - por Leandro 'Bóh' (metalrevolution.net)Pós Hard - por André Luiz (metalrevolution.net)Pós Hard - por André Luiz (metalrevolution.net)

Poison Heart - por André Luiz (metalrevolution.net)

De volta à Ocean, a Sepulcros de Faustão (V), Lucas e Eduardo (G), Pedro (B), Ingrid (K) e Diego (D) em clássicos do Black Sabbath e do madman Ozzy como Black Sabbath, Paranoid, Bark At The Moon, No More Tears e Mr. Crowley levantaram o público presente no palco principal. Ao mesmo tempo, a Bad Boyz contou com a presence de Rodrigo no posto de frontman devido a ausência de Blacksnacke. Acompanhado por Daniel RP (G), Marcelino 'Ziggy' (D), Jack Sparrow (K) e Rodrigo (V), o vocal fez o possível em faixas como Here I Go Again, Love Ain't No Stranger e Born To Be Wild para manter a tradição da verdadeira ‘putaria’ que impera nas apresentações da banda, apelando até mesmo para leitura de algumas letras. Por outro lado tivemos o drama da House Of Ladies de Valéria (B), Gabi (G), Nanys (V) e Paulinha (D), além de guitars ‘emprestados’ de uma banda Van Halen cover devido aos problemas enfrentados pela Luana, um dos símbolos da banda. Demonstrando profissionalismo acima de tudo, as meninas executaram Thunderstruck, Jack, e até mesmo um cover do Van Halen. Simultaneamente, na pista Dark recebia Fábio (V), Giuliano (G), Rodrigo (B) e Júlio (D), levando a Poison Heart a agitar os presentes executando com maestria petardos dos Ramones como Psycho Terapy, Sheena Is A Punk Rocker e Surfin Bird. A noite se encerrava, e a banda de Sorocaba Make Up debutava na casa. Andy (D), Dick e Vinnie (G), Izzy (V) e Lucky (B) levaram não apenas seu repertório próprio com Action Action, Bitch Girl e Fight For Your Love aos presentes como também faixas do Poison e Wild Side do Motley Crue. E falando nessa banda, a Black Tiger não apenas coverizou sons deles como também do Kiss. Kell Kiss (V), Dinho Val Maciel (G), Ralph Thunder Hell (B) e Junior Jovi (D) agradaram os presentes em músicas como Detroit Rock City, Lick It Up, Rock And Roll All Nite, Looks Tha Kill e até mesmo Wild Child do WASP.


Sepulcros - por André Luiz (metalrevolution.net)

Uma banda que muito me supreendeu fora a Sepulcros. Habituado a ver o Faustão lendo as letras, meio que parado em palco, deixando o destaque on stage para o 'baixista Iommi', desta vez o vocal demosntrou interação total com os presentes e o guitar (que não lembrava nem um pouco o mestre de cordas do Sabbath fisicamente, ao contrário do Pedro bassplayer rsss) tomou as rédias da apresentação, principalmente em Mr. Crowley, com participação efetiva do público durante todo show. A Bad Boyz por sua vez espantou quando subiu ao palco com outro frontman, e o que havia se tornado uma incógnita, acabou de uma forma ou outra enchendo o palco principal no qual a Sepulcros se apresentava, mesmo em meio ao final do openbar. O vocal Rodrigo até tentou, interagiu com o público, leu letras com cola na mão, mas também entrou errado em algumas músicas imortalizadas por Coverdale e cia., e mesmo o público sendo um tanto quanto participativo, de longe lembrou a quantidade de pessoas acostumadas a ver a Bad Boyz no palco. Mesmo a banda cometeu alguns erros de execução também visíveis, acredito que seja pelo hábito de cantar com um frontman tão ativo que pára por muitas vezes as músicas para deixar o público cantar como é o caso do Blacksnacke. Retornando ao palco principal, a House Of Ladies chegou 20 minutos antes do horário marcado para se apresentar, montou seu equipamento e mesmo com os problemas ocorridos com a guitar Luana, demosntrou total profissionalismo subindo ao palco da Ocean Club para executar seu set baseado no AC/DC com guitars improvisados. Apenas o fato de terem se apresentado já vale meus parabéns. Na pista principal por sua vez, após evitar duas 'vias de fato' por motivos torpes do tipo 'pisou no meu pé' ou 'esbarrou em mim' com a conversa de alguém que conhece o público o qual responde prontamente com tranquilidade, novamente a truculência dos seguranças fora transparecida com rispides fora de hora sob a situação controlada, simplesmente lamentável a atuação da equipe nessa noite. Alheios a essa situação, a Poison Heart novamente despertou o espírito mais underground possível na pista da Ocean, ou há mais alguma coisa para comentar sobre a performance da banda? Mesmo o guitar tendo alguns problemas com seu instrumento, a sonoridade novamente fora o diferencial. Se uma banda pode levar o nome cover em seu anúncio, esta é a Poison Heart. Destaque curioso para o técnico de som 'organizando' os mosh pits, chamando público para se juntar na pista e segurar os que se jogavam do palco um-a-um (primeiro mosh com regras que presenciei em anos de cobertura rsss). A Make Up finalizou o palco Dark com um som próprio de qualidade, estilo anos 80, assemelhando-se aos covers tocados, com destaque para dupla guitar/vocal. Nota para os fogos soltados pela banda que encheram a psita de fumaça. Já a Black Tiger segurou um bom público na pista principal para se apresentar, contando com uma Kell menos nervosa e mais ligada no show desde o início (será que devido aos momentos de enfermeira devido aos problemas com um de seus amigos? rss), Val Maciel para quem duvidava após te-lo visto no open bar mais uma vez sendo um show a parte na guitarra, e o destaque para cover do WASP muito bem aceito pelos presentes (será que veremos mais dessa banda no repertório futuro da Black Tiger???). Finalizando o evento, mesmo com tantos problemas com a segurança, alguns outros com bandas, mesmo o open bar extendido de quatro horas servindo lá pelas 3hs uma cerveja tão quente quanto o ambiente da pista Dark, tivemos bons momentos, do tipo que apenas um evento como o Hard 'N' Roll pode proporcionar aos presentes.


IMAGENS DO SHOW
Sepulcros - por André Luiz (metalrevolution.net)
Bad Boyz - por André Luiz (metalrevolution.net)
Bad Boyz - por André Luiz (metalrevolution.net)House Of Ladies - por André Luiz (metalrevolution.net)Black Tiger - por André Luiz (metalrevolution.net)Lilian 'Japa', Val 'Tina TUner' e Lu 'Machado' - por André Luiz (metalrevolution.net) Poison Heart - por André Luiz (metalrevolution.net)House Of Ladies - por André Luiz (metalrevolution.net)Black Tiger - por André Luiz (metalrevolution.net)Cleiton na base do Gabba Gabba Hey - por André Luiz (metalrevolution.net)

Hard Rock Tribute - por Leandro 'Bóh' (metalrevolution.net)

SELEÇÃO HARD N' ROLL XII
Nessa 12ª edição do Hard N' Roll duas bandas tributo se destacaram pelo entrosamento e som redondo, ambas dentro de suas peculiaridades. A Rock 'N' Huntin além de um grupo fechado, experiente, faz escolhas acertadas no set que acabam por agradar a grande maioria dos presentes, já a Hard Rock Tribute integrada por músicos de bom nível técnico individualmente se destaca quando transforma essa peculiaridade em unidade como nesse evento. Mas da mesma forma que algumas bandas honram o nome 'tributo' que carregam, outras o fazem quando são anunciadas como cover: esse é o caso da Poison Heart. Se não possue músicos altamente técnicos, possue na fidelidade com o original do Ramones, seja no visual ou na sonoridade, seu ponto destacado, o que culmina na participação ativa do público. Individualmente, destaco a raça do guitarrista Fillipe da Hard Rock Tribute o qual morando em Santos, esqueceu de incluir a correia de seu instrumento na bagagem e mesmo não conseguindo uma emprestada com outros guitars na noite, se esforçou para executar músicas do Cinderella e Van Hallen sem errar um solo.

Bandas Hard/Classic: Rock N' Huntin, Hard Rock Tribute, Poison Heart
Baixista: Raphael Santos (Rock 'N' Huntin)
Vocal Feminino: Alanna (Rock 'N' Huntin) & Debby (Hard Rock Tribute)
Vocal Masculino: Fábio (Poison Heart)
Baterista: Thiago (Rock 'N' Huntin)
Guitarrista: Fillipe (Hard Rock Tribute) e Dinho Val Maciel (Black Tiger)
Tecladista: Ariel (Hard Rock Tribute)


AGRADECIMENTOS
- Equipe Hard 'N' Roll pela produção do evento, em especial ao Bruno Rufinono, Ernesto Machado, equipe do open bar e som
- Bandas com quem tive ótimo relacionamento durante o evento, em especial Rock 'N' Huntin, Dead To Rigths, Gunners, Hard Rock Tribute, House Of Ladies, Black Tiger, Bad Boyz, POison Heart e Make Up
- Tanta gente que encontrei/conheci por lá, vamos com a lista: Márcia, Sapo, Rodrigo, Bernoldi, Naya, Alanna, Renan, o trio Lilian-Val-Lu, Jéssica, Adriana 'xoxonada' (rss), além das pessoas com quem conversei mas para variar, não gravei nome (rsrs)