HARDEVIL
OCEAN CLUB,
SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
O primeiro HardEvil
de 2009 começou o ano como acabou o anterior: com presença maciça de
público. O festival que marcou pela mescla de bandas hard & heavy
levou cerca de 700 pessoas ao Ocean Club trouxe em seu cast não apenas
nomes marcantes da casa como Mudkicker e Hefestus como as novidades
Attar (RJ), Sahara, The Last Mile e ShadowMaker, o retorno ao local
de Unnatural, Hard 16, Paris e Black Priest, além do ‘inesperado’ show
de estréia do Raising Hell (ex-The Harlots). A baixa da noite ficara
a cargo do Symphony/MaryJuana, bandas com line up semelhante, e que
não deu maiores explicações sobre sua ausência. Continuando a saga de
experimentalismo em matérias deste mês de janeiro, desta vez decidi
abdicar das famosas anotações técnicas sobre as bandas e interagir mais
com o público, buscando saber a opinião dos presentes sobre as apresentações
em sim, interagindo com as pessoas.
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Ainda com o trauma de perder o primeiro show do Rave-O-Lution
II pelo motivo quase que inédito da debutante da noite ter
se apresentado no horário marcado em cronograma (23hs rsss),
pude assistir toda apresentação do Unnatural e sua performance
coverizando Mr. Big. Leandrinho (V), Júlio (G), Pedro (B)
e Ótas (D) animaram o público, embora o mesmo não fosse tão
numeroso, em clássicos como Daddy Brother Lover Little
Boy e Colorado Bulldog. Já por volta
da meia-noite, em meio a abertura do open bar, o Black Priest
de Ed Gilan (V), Chico Zappa
(G), Paulo butler Calegari (B), Vinicius Jimmy (K) e Rick
Barrock´s (D) interpretou faixas do Sabbath. Entre
o open bar movimentado e as músicas executadas, a conversa
entre amigos era de que o vocal tratava-se do diferencial
do grupo, possue uma voz grave, boa de se ouvir, desfarça
um pouco a suposta leitura de alguns trechos conforme a cola
de algumas letras localizada no palco... Já o Attar, banda
carioca de som róprio, não precisou de cola mas suas melodias
literalmente grudaram na cabeça do público. Markus Rosa (V),
Douglas Heart e Led Linho (G), Pedro Baumgarten (B) e Xuxa
(D) executam uma sonoridade que muito nos arremete ao Guns
em faixas como Girl's Bus por exemplo,
e a comprovação veio através do cover para Sweet Child
O' Mine executado com maestria. 'Attar é SEX BEER
AND ROCK 'N ROLL!!!' comentou um amigo meu, um dos mais exautados
na pista com a performance dos cariocas, e só mais tarde pesquisando
line up da banda soube que este se trata do slogan da banda.
O Hefestus em compensação não precisa de frases feitas, sua
sonoridade fala por si. Gustavo
(V), Claudio e Rafael (G), Renan (B) e Lucas (D) como canso
de dizer se tratam de um dos melhores cover de heavy que se
apresentam no Ocean Club, e dessa vez apenas comprovaram o
que canso de repetir, com a interpretação para clássicos de
Helloween e Gamma Ray como Future
World, I Want Out e Last
Before The Storm, contando inclusive com a participação
especial de Leandrinho (Unnatural) no meio do show, público
participando ativamente. Já o Sahara que coverizou
músicas do Kiss, Motley, Bon Jovi, entre outros sofreu acredito
com a falta de conhecimento do público sobre sua trajetória
e a presença de palco não empolgante do vocal. Devo maiores
informações sobre a line up da banda por não conseguir a comunidade/profile
no orkut da mesma, mas o que me foi dito pelos amigos presentes
fora que o momento era de descansar para o restante da noite,
regado a um bom som (repito, SOM, porque se a execução das
músicas fora boa, em termos de performance a banda arrancava
bocejos).
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Skid Row lembra bons momentos
bem acompanhado, e finalmente pude curtir um pouco dessa forma
(sim citações de nome rss). A Mudkicker de Fabrício (V), Wander
Cunha e Fauzer Loper (G), Rafael Palmisciano (B) e Tommy Duka
(D) costumeiramente nos brinda com boas performances baseadas
na presença de palco e voz vibrante do vocal, dessa vez não
foi diferente. Petardos como I Remember You
e 18 And Life fizeram eu pensar algo como
'porque sempre tenho que cobrir eventos de forma profissional?
Reparando apenas em guitarrista, viradas na bateria e etc.,
esquecendo o ponto vital que é curtir o a ocasião?'. Nessas
horas a acompanhante de momento é a pessoa ideal pra me dizer
se o show foi bom ou não... rsss E novamente falando em forma
profissional de se cobrir eventos, postura séria, de analista
de músicos (algo que não combina nada comigo), a ShadowMaker
debutou nos palcos da Ocean Club coverizando uma banda que
me fizera entortar literalmente falando duas vezes no Citibank
Hall. Daí pergunto, se no show da própria banda eu deixei
tudo de lado e aproveitei a apresentação, porque não repetir
no caso de um cover tão fiel ao original? Renato (V), Adilton
Felipe e Fagner (G), Danilo Dill (B) e João Paulo (D) me fizeram
recordar os momentos de vibração que tive nos shows do Grave
Digger em São Paulo, e realmente a presença de palco e fidelidade
na execução das músicas são o diferencial do ShadowMaker.
Petardos como Excalibur, Round Table
e The Dark Of The Sun levaram não
apenas o 'repórter corintiano' (maloqueiro de plantão rsss)
como as dezenas de presentes na pista Dark a bradar a cada
letra e colocar sua guitarra imaginária para funcionar. Novamente
no palco principal, o The Last Mile debutou na Ocean
Club, mas com a presença de um frontman já conhecido do público
da casa, o qual inclusive apresentou-se na banda anterior...
O citado Fabrício (V), Fake e Luh (G), Andy (B), Vikki (D)
e Arbacle (K) alegraram principalmente as mulheres com a música
alegre e melodias grudentas do Cinderella, destacando faixas
como Somebody Save Me e The Last
Mile, merecem retornar mais vezes a casa. E em se
tratando de retorno, a Hard 16 coverizando Vixen trata-se
de um ótimo exemplo. Caroline (V), Fernanda (D), Kyka (B),
Aya (G) se apresentaram pela última vez no Kama Sutra de junho,
e recordo que naquela oportunidade cometeram alguns erros
de execução que não condiziam com a trajetória delas. Enfim
posso dizer que as meninas deram a volta por cima, em faixas
como Love Is A Killer, Hard 16
e Edge Of A Broken Heart conseguiram despertar
alguns dos cansados presentes devido a maratona de apresentações,
boa performance. Encerrando os trabalhos no palco secundário,
o anunciado The Harlots não existia mais... Escalado para
coverizar Iron Maiden e Bruce em sua carreira solo, a nova
banda Raising Hell com vocal mudado e terceiro guitar adicionado
se apresentou com a line up
Erick Souza (V), Marcus Lopes, Helder Souza e Leonardo Zezza
(G), Iuri Lopes (B) e Claudio Biazi (D). Como citei no início
da matéria, este se trata de um review não abordando técnica
e pontos críticos musicalmente falando, direcionado mais ao
público, e portanto posso dizer que a estréia do vocal Erick
e do guitar Leonardo foram bem sucedidas, baseadas na boa
participação dos presentes. Em meio aos clássicos da donzela,
apenas Tears Of The Dragon da carreira solo
de Bruce fora executada devido ao curto espaço de tempo para
ensaios mas a aceitação do público fora boa sim, ouvi bons
comentários dos companheiros de pista. Fechando a noite na
pista principal, a Paris fizera uma apresentação excelente.
Mesmo com o cansaço do público, Strike Michaels (V/G), D.D.
DeVille (G), Andy Dall (B) e Vikki Rockett (D) incitaram os
presentes com uma performance calcada em clássicos oitentistas
do Poison como Talk Dirty To Me, I
Want Action e Nothin' But A God Time que
levaram os presentes a cantar e curtir a performance, entre
uma movimentação no bar e uma música... rsss Finalizando a
matéria, posso dizer que mesmo não incluindo tantos dados
técnicos como de costume, acabei escrevendo um pouco demais...
rsss O open bar em especial na parte de cerveja continua um
tanto quanto problemático quando se trata de público muito
grande, um ponto até então não resolvido na casa, já na questão
segurança novamente não tivemos maiores problemas. E por fim,
como se trata de algo mais relacionado ao público, fica o
desabafo: como é bom curti um evento hard/heavy com boas bandas!
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AGRADECIMENTOS
- Nuish Prod.
pela produção e realização do evento, em especial ao Renan
'aniversariante de plantão', Akasha, todo pessoal da segurança, DJ's
e barmen
- Bandas com quem tive ótimo relacionamento, em
especial ao Hefestus, ShadowMaker
e Raising Hell
- Público com o qual tive contato durante a cobertura:
Rodrigo's (rsss), Bernoldi, Allana, dona loira cujo nome não
peguei novamente (rss), Renata 'tratamento vip' (kkk), Leandro's,
Ricardo, Alan, Basu 'finalmente de volta', Cazuza, Claiton, Nany e
amiga, pessoal do Sentenced cover, Dalton e irmã, Bruno, Tata e Lilian,
Jéssica e Má, povo que me add no orkut depois do evento, além do pessoal
cujo nome eu simplesmente não sei (kkk) |
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