GAMMA
RAY
SANTANA HALL, SÃO PAULO - SP
Review por Renata Petrelli - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz & Renata Petrelli (metalrevolution.net)
Única
apresentação da banda no país na deste ano, eu podia apostar que seria
um show ameno, sem muitas surpresas. Estava enganada, tanto em relação
ao público, menor (comparado ao show conjunto ao Helloween e a casa,
Credicard Hall), muito mais caloroso e visivelmente empolgado quanto
a energia transparecida pela banda.
|
|
O local escolhido, Santana Hall (o qual
passa a se tornar tradicional entre os shows de bandas de médio
porte), facilita o deslocamento dos fãs devido sua boa localização.
O som, melhor do que o presenciado no show de 2008 no ‘imponente’
Credicard Hall, se tratou de um adendo a parte para o espetáculo.
Para mim, que presenciei o fiasco show do
Manowar na sexta-feira (07/05), o Gamma Ray foi À recompensa.
Meu terceiro show da banda, e definitivamente o mais intimista
e empolgante.
A apresentação começa pontualmente as 19hs,
com a sempre-ótima-de-se-ver-ao-vivo "Gardens of the sinner",
engatando direto na "New world order". Kai Hansen
interage, dizendo que é uma honra voltar a tocar para um dos
maiores públicos de heavy metal. "Empathy" e "Deadlands",
ambas do último álbum, To the metal, são bem recebidas pelos
presentes. Kai, mais uma vez caloroso e sentindo-se em casa,
pede a todos que se divirtam muito, pois esse show se tratava
do último da primeira parte da tournê de divulgação de "To
the metal" e no próximo dia estariam voltando para casa.
Seguida pela melódica "Fight" do Majestic, Kai novamente
em contato com o público, parabeniza a todas as mães pelo dia
e as homenageia com "Mother Angel".
Momento surpresa,
Dirk Schlächter rouba a cena em "No need to cry",
também do novo álbum; dado momento da música, Dirk assume violão
e mostra-se um vocalista muito habilidoso. Ótima escolha para
o set list. Momento de clássicos: após algum tempo de pausa,
a instrumental "the savior" anúncia a ótima "Abyss
of the Void" do álbum Land of the free. Mantendo a empolgação
e interação entre banda/público, Dan Zimmermann faz um dos solos
de bateria mais destruidores (com direito a acompanhamento de
música clássica) que já vi. Ao contrário do que muitos pensam
de solos em geral no meio dos shows, esse não esfriou, empolgou
(e muito) os presentes, arrancando aplausos gerais.
|
Voltemos
a porradaria, a rápida Armageddon marca a volta de toda a banda pós-solo
de Zimmermann, com um bônus: solo pra lá de Rock n´Roll de Kai Hansen.
‘To the Metal’, o mais novo clássico e faixa título do novo álbum, empolga
a galera, que demonstrava estar por dentro do novo trabalho da banda.
"Rebellion in the Dreamland" e "Man on a mission",
ambas do clássico álbum Land of the free, poderiam ser cantadas somente
pelo público se Kai Hansen assim quisesse.

Hora do
encore, Kai Hansen batiza os fãs com alguns clássicos do Helloween de
sua autoria, como Ride the Sky e I want out, além de Future World (pontos
para a versão do Gamma Ray, mais uma vez), também obviamente cantadas
em unissono por todos. O show, foi finalizado com "Send me a Sign"
da própria banda. Quem saiu insatisfeito do show do Manowar, nessa noite
saiu de barriga cheia, com 2h15m de show mesclados por clássicos e sons
novos na medida certa. Banda carismática e profissional, público satisfeito.
Gamma Ray
é:
Kai Hansen - Vocal e guitarras
Henjo Richter - guitarras e backing vocal
Dirk Schlächter - baixo e backing vocal
Dan Zimmermann - bateria
|