FRIDAY
13TH
OCEAN CLUB,
SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Comentários por Rosana - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
Ocorrendo pela
primeira vez, para um público estimado de 500 pessoas, o Friday 13th
(que 'curiosamente' aconteceu em um dia de sábado devido ao show das
Velhas Virgens na Ocean Club, no dia anterior) envolveu uma temática
de terror com distribuição de máscaras do Jason ao treze primeiros pagantes,
bandas de estilo dark mescladas com gotic metal e industrial, mais o
tradicional open bar da casa com uma bebida especial... Entre as atrações
da noite, nomes destacados como Principle Of Evil, Symphony Of Agression,
Psicose e Ravenlost, o debut na casa de House Of Evil, Heazzer, Silent
Angels e Spectroz além do retorno à casa de Stone Angels e Nepenthe.
As ausências ficaram pos conta do Das Sehnsucht (Rammstein, problemas
de saúde do vocal) e Dark Steel (Dimmu Borgir, simplesmente não apareceram
sem maiores explicações). Para completar, esta matéria conta novamente
com os comentários de Rosana, que auxiliou na cobertura da Rave-O-Lution.
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A primeira apresentação da noite fora no palco principal,
um debut não apenas do festival em si como da própria banda
na Ocean Club. A Heazzer formada por Hélio Jr (V), Mauro (B),
Flavio (D) e Filipe (G) apresentou um set variado com covers
de Iron Maiden e Sodom por exemplo, mas não há como negar
a melhor performance na execução de petardos thrashers. Revelations,
Remember The Fallen e No Remorse
foram algumas das músicas apresentadas. Já no palco
Dark, a Principle Of Evil executou seu repertório tradicional
calcado na carreira do Cradle Of Filth. Predator Filth (V),
Quinho e Fabio Beer (G), Felipe Myung (B), Thiago Metalero
(K) e Otavio Scorpion (D) apresentaram faixas como The
Principle Of Evil Made Flesh e Nimphetamine,
o público participou ativamente, mas segundo Rosana, notaram-se
dois pontos no show: o esforço do vocal Predator Filth o qual
se recuperava de problemas de saúde (motivo pelo qual não
se apresentaram no Erotica Art Music) e a ausência da vocal
feminino Paula. Retornando aos palcos da Ocean para sua segunda
apresentação, a Stone Angels trouxe ao público boas interpretações
para sucessos do Type O Negative. Dead Again,
I Don't Wanna Be Me, Black #1 e
Christian Woman foram algumas das músicas
interpretadas por Bruno The Joker (V), Carlos Khan (G), Ariane
Death (B), Renan Ugly Man (K) e Danilo Mister Work (D), e
despertou as pitadas apimentadas de minha comentarista de
plantão: 'ainda bem que ele tava meio gripado, voz roca, bebendo
vodka para melhorar o timbre que ficou melhor assim, mais
grave. Espero que fique doente nos próximos shows tbm rsss'
(PS.: Rosana conversou com o vocal Bruno antes da performance,
o qual fez as confidências contidas nesse comentário). No
geral uma boa performance, a diferença para o outro show fora
a troca de guitar, porém a interpretação instrumental permaneceu
inalterada. Já a Symphony Of Agression não precisa de muito
para agradar o público. Com seu set baseado na carreira de
petardos do Megadeth, Felipe (V), Toninho (D), Beto e Quinho
(G) e Robson (B) despertaram a participação ativa do público,
tanto bradando clássicos como Holy War e
Symphony Of Destruction como em mosh pits
pista a fora, com destaque para postura forte do vocal. Dentre
tantas bandas que se apresentam há tempos na casa, a Symphony
Of Agression trata-se de uma das poucas que mantém o nível
de suas performances em um bom patamar de aceitação do público
mesclada com boa execução das músicas, um ponto de destaque.
Na sequência, um esperado debut, não apenas pelo repórter
de plantão como por boa parte dos presentes. Rafael Petersen
(V), Rene Iron Hell (D), Edivan Hansen (B) e os guitars Luis
Fabian e Marcio Denner levaram a House Of Evil pela primeira
vez ao Ocean Club, interpretando faixas do Merciful Fate e
da carreira solo não menos bem sucedida de seu frontman King
Diamond. Em meio ao início com covers do Merciful, a Intro
seguida por Lúcifer já iniciou os
primeiros mosh pits, assim como outras músicas executadas
como Evil e Come To The Sabbath.
O vocal com pinturas e trejeitos característicos do rei diamante
aliados a uma poderosa voz roubava a cena, mas a presença
de palco do restante da banda e boa execução on stage complementa
o espetáculo, com destaque para o guitar solo. Vieram as faixas
de King Diamond como Welcome Home, The
Family Ghost, Sleeples Nights e
o final vigoroso com Helloween. Pronto, minha
noite já poderia acabar, simplesmente o melhor da noite!
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O palco principal mais uma vez recebia um dos nomes destacados
da cena paulistana. A Psicose trouxe ao Ocean Club seu set
repleto de sucessos do Black Sabbath clássico da fase Ozzy,
porém essa noite nos trouxe uma pequena surpresa. Há muito
sem se apresentar na casa, Adauto da banda Road Rock ocupou
o posto de frontman da banda devido a problemas de saúde de
Grazi, juntando-se a Priscila (G), Christiane (B) e Carla
(D) para executar faixas como War Pigs e
Paranoid. O vocal imitava os trejeitos do
Ozzy com mais idade, aqueles pulos básicos que o mesmo cansou
de dar no Palestra Itália ano passado, e unindo-se ao instrumental
sempre bem executado e a boa presença de palco das meninas
da Psicose, culminaram em uma pista animada, que agradou minha
comentarista de plantão: 'é sempre bom ver um Sabbath bem
executado e essa banda sempre se destaca.' Na sequência, a
Silent Angels debutou na casa com interpretações para músicas
do Lacuna Coil. Mel Ian (V), Diego e Vini (G), Felipe (D)
e Thomas (K) contaram com o fator estréia, e por esse motivo
merecem um certo crédito. Senti um certo nervosismo por parte
da banda, principalmente da parte instrumental, que acabaram
resultando em faixas como Self Deception,
Heavens A Lie, Swamped e
My Wings não tão bem executadas como já vi
na própria Ocean por outros grupos. Como citei, estréia é
sempre complicado, portanto, prefiro aguardar novas performances
da banda para soltar uma opinião mais firme a respeito da
mesma. No palco Dark porém, a última performance da noite
fora um bom retorno de um nome que me agrada. A Ravenlost
interpretou faixas do After Forever para um público pequeno
e selecionado, praticamente o mesmo que presenciou a Silent
Angels. William Harker (G/K/V), Jaqueline Harker (V), Denis
(B) e Arthur (D) executaram faixas como Monolith Of
Doubts, Energize Me e The
Key, e mesmo com uma platéia não sendo das maiores,
teve na vocal Jaqueline seu destaque pela constante interação
com os presentes. Já a Nepenthe há muito não se apresentava
na casa. Recordo que na única vez que tocaram, o vocal Tom
Kentele não estava nas melhores das condições por problemas
de garganta, e se naquela oportunidade o mesmo se destacou
pelo esforço com a situação adversa, nesta ocasião em totais
condições não fora diferente. Além do citado vocal, completam
a line up Flavio Pintinha e Paulo Mithrandir (G), Lucas Awabdi
(K), Thiago ‘Xoxó’ Messias (B) e Evandro Camellini (D), os
quais desempenharam um bom papel em faixas como Everfrost,
Killing Me Killing You e Nepenthe
para um público mais selecionado conhecedor da carreira
do Sentenced. Finalizando a noite, a banda Spectroz debutou
na Ocean, executando músicas do Metallica. Alan (V/G), Caio
(G), Max (B) e Jack (D) despertaram uma fatia do público cansada
pela maratona de shows, em faixas como Sad But True
e Enter Sandman que foram bem interpretadas
pelos músicos. O saldo da noite fora positivo pela estréia
de boas bandas e retorno de algumas que não se apresentavam
na mesma há algum tempo, apenas o open bar novamente merece
uma advertência devido a cerveja quente servida e em dado
momento, seu término em pleno horário de bar aberto.
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AGRADECIMENTOS
- Nuish Prod.
pela produção e realização do evento, em especial ao Renan,
, Akasha, todo pessoal da segurança, DJ's e barmen
- Bandas com quem tive ótimo relacionamento, em
especial a Psicose, Stone Angels, Principle Of Evil,
Symphony Of Agression, Heazzer, Silent Angels e Spectroz
- Público com o qual tive contato durante a cobertura:
Rodrigo's (rsss), Bernoldi, Leandro's, Allana, dona loira
cujo nome não peguei novamente (rss), Renata 'tratamento vip' (kkk),
Ricardo, Alan, Daniel, Cazuza, Dalton e irmã, Bruno, Jéssica, meu
trio de Crazy Nights Rosana-Adri-Jack, além do pessoal com quem conversei
no evento cujo nome eu simplesmente não sei (kkk) |
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