DEEP
PURPLE
VIA
FUNCHAL, SÃO PAULO - SP
Review por Renata Petrelli - Edição por André Luiz
Fotos por Stepahn Solon (viafunchal.com.br),
Clayton Franco e Renata
Petrelli (metalrevolution.net)
Sete
de março de 2009, o Deep Purple encerra a parte paulista da sempre bem
sucedida turnê brasileira com seu segundo dia de apresentação (tocaram
também no dia anterior, sexta-feira). Embora os veteranos ingleses visitem
o país anos e anos seguidos, eu, que finalmente consegui ver um concerto
dessa banda que leva (juntamente com outros ícones) o cultuado título
de pais do rock n´ roll, tão impecavelmente fizeram valer um Via Funchal
praticamente lotado, e visivelmente mais afoito comparado ao show do
dia anterior. É sabido dizer, que algumas bandas têm no Brasil sua terra
prometida, como é o caso do Iron Maiden, Deep Purple e Scorpions, bandas
com seus mais de 30 anos de carreira e, sempre tão aclamadas por aqui.
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Esse review pode parecer um tanto
quanto biográfico, mas a sensação que tive ao presenciar a primeira
música da noite, Highway Star, foi mágica.
Mesmo Ian Gillan com sua aparência de avô alegre (a idade chega
para todos), e provavelmente gripado, a energia única e segura
do que estavam fazendo era impactante. Não é a toa que influenciam
tanta gente hoje em dia a ter uma banda, ou aprender uma música
despreocupadamente no violão e fazem dos seus seguidores muitas
vezes parecerem amadores em cima de um palco! Como dizem por
aí quanto mais velho é o whisky melhor ele é, e no caso de músicos,
não é diferente. A despretensão na execução de cada nota e rufar
de cada música mostram a naturalidade como a banda incorpora
as mesmas, se tornando um momento único.
Deixando o deslumbramento de minha parte, seguimos com o set-list
do show: para quem duvidava que o velho e bom Deep Purple ainda
tivesse energia suficiente pra levantar a galera, porque não
seguir com Things I Never Said, Into
The Fire e a deliciosa Strange Kind Of Woman?!
Sem dúvida, de todos os shows que tive o prazer de presenciar,
uma das melhores seqüências efetivas para tirar o fôlego. Brincadeiras
a parte do amável Ian Gillan, é apresentada Ted, The
Mechanic, seguida da faixa-título do último trabalho
de estúdio Rapture of the Deep. Entre pais,
filhos e netos, e do público heterogêneo que se aplica ao Deep
Purple, não houve um momento se quer que toda essa gente caísse
na empolgação frenética em que estavam. Chega a parte instrumental
do show: Contact Lost e Well Dressed
Guitar fazem do momento sublime com muito feeling (pouco
mostrado hoje em dia pelos guitarristas mais novos), demonstrando
um Steve Morse bem a vontade, com o público nas mãos.
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| Gillan
de volta, I Feel Like Screaming (uma das minhas
preferidas) e Lazy fazem os guitarristas mais afoitos
se sentirem um pouco Steve Morse com seus air guitars improvisados.
The Battles Rage On é tocada para dar lugar ao
incrível (e o melhor que já vi) Key Solo de Don
Airey, com direito a homenagem aos brasileiros tocando Aquarela
do Brasil. Hora de acabar com o show... E que finalização! Perfect
Strangers, Space Truckin e claro, Smoke
On The Water – essa, até segurança sabia o refrão. Hush
e Black Night encerram a noite de maneira
estarrecedora. Como diria um amigo meu, o Deep Purple não sabe brincar...
não de se fazer show. Levam a sério e o melhor, para nossa satisfação! |
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AGRADECIMENTOS
- Assessoria de Imprensa Via Funchal
pelo contato e envio de releases, em especial a Miriam
Martines
- Clayton Machado pelas imagens no hotel com
a banda disponibilizadas
- Renata Petrelli pelo bom trabalho na cobertura
deste evento |
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