DEEP
PURPLE
ABERTURA: ROSA
TATTOADA
TEATRO
BOURBON COUNTRY, PORTO ALEGRE - RS
Review por Filipe Limas - Edição por André Luiz
Fotos por Filipe Limas (Flick
do Filipe - metalrevolution.net)
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40 anos de estrada não é para qualquer banda. E o Deep Purple não é
qualquer banda, definitivamente. Podemos perder um longo tempo discutindo
sobre o atual estado da banda, se deveria ou não continuar, mas seu
legado é absurdo para a história do rock. E em mais uma passagem pela
capital gaúcha na The 40th Aniversary Tour o quinteto formado por Ian
Gillan, Roger Glover, Ian Paice, Steve Morse e Don Airey provou que
ainda sabe muito bem o que fazer em cima de um palco. E o Metal Revolution
pode conferir isso na primeira das duas noites que a banda tocou em
Porto Alegre, dia 2 de março. Mas antes do Purple subir ao palco do
Teatro do Bourbon Conuntry a banda gaúcha de hard rock Rosa Tattooada
aqueceu o público, que nesse momento era mínimo. É possível discutir
a escalação deles para abrir esse show, mas a verdade é que foi um show
curto e correto, fechado com Detroit Rock City, do Kiss, que levantou
a platéia. Após um pequeno intervalo as luzes se apagaram. Era a vez
dos mestres..
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Sem produção de palco, a banda
já chegou com Highway Star, em ótima versão,
que mostrou a boa forma da banda, especialmente de Roger Glover,
que não para. Na sequência veio Things I Never Said
e mais clássicos. Into The Fire, com
uma pegada explosiva e Strange Kind Of Woman,
maravilhosa. E shows a parte de Ian Paice, um monstro atrás
da bateria e Steve Morse que, se não é um Richie Blackmore,
é um ótimo guitarrista e demonstra que está no palco para se
divertir.
O detalhe negativo ficou pelos acessos de tosse de Ian Gillan
ao longo de todo o show, pelos quais o vocalista se desculpou
com os fãs. Mas isso não foi o suficiente para estragar a noite
ou mesmo a performance do vocalista, que parece estar aprendendo
a driblar as limitações impostas pelo tempo e pelos excessos
do passado. Após a faixa-título do último álbum, Rapture
Of The Deep, veio à ótima Maybe I’m A Leo e
Gillan sai de cena, para Contact Lost, um show
de virtuosismo no palco.
A volta após a instrumental é na bela Sometimes I Feel
Like Screaming, um dos pontos altos do show, com Gillan,
Glover e Morse no vocal durante o refrão. Mais virtuosismo com
The Well-Dressed Guitar antes da destruidora
versão para The Battle Rages On. Em Wring
That Neck foi à vez de Morse e o tecladista Don Airey
(que tem um boneco de Ozzy Osbourne ao lado do teclado e, em
seu solo, tocou novamente a introdução de Mr. Crowley) demonstrarem
entrosamento.
Mas o melhor estava guardado para o final. Antes do bis o Purple
mandou Perfect Strangers, Space Truckin’
e Smoke On The Water, uma após a outra,
botando abaixo o teatro. E o bis foi igualmente avassalador,
com Hush e Black Night, que
fechou de forma fantástica um grande show.
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