DARK
MOVIE
OCEAN CLUB,
SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
Balada e cinema
com pipoca grátis ao público, mais o open bar tradicional da casa e
discotecagem: dessa forma podemos resumir a primeira edição do festival
Dark Movie. Entre as bandas, pode-se ver a reformulada Das Sehnsucht,
o debut na casa das bandas 80's Bell' Arte e Evidência do Fim, o estilo
dark de Edge Of Paradise e Lost Boys nos arremetendo ao doom metal,
a celebração com o público de Antichrist Superstar e Unspoken, o heavy
coeso de Purgatory e Dragon Flame e tudo que cercou a apresentação do
Tragedy Of Memories. Mas os 500 presentes sentiram a falta de algumas
bandas anunciadas no cast: Wayfarer (Nightwish) que simplesmente encerrou
suas atividades e não entrou em contato com a produção, MavrokormA (Therion)
não apareceu nem mesmo soltou nota sobre o caso e a Delphic Oracle (Epica)
mesmo com os músicos presentes teve problemas devido aos atrasos da
noite e com a saúde de um de seus membros.
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Em meio ao constante atraso nas primeiras apresentações o
debut da noite fora reservado ao palco Dark com a banda Purgatory,
em seu show de estréia da Ocean Club. Coverizando Iced Earth,
Thiago Ribeiro (V), Carlos Alberto Deloss e Thiago Alboneti
(G), Bruno Gabriel (B) e Fabinho (D) demonstraram boa técnica,
em uma noite mais destinada ao metal faria com certeza o público
agitar devido a sonoridade de qualidade, mas acredito que
devido até a primeira apresentação da noite, o público permaneceu
um tanto quanto afastado do palco. Para ajudar, exceto um
dos guitarristas, o restante da banda permanecia um tanto
quanto estática no palco, mas nada que desmerecesse execuções
de músicas como Watching Over Me. Os trabalhos
permaneciam mais adiantados no palco Dark e a Dragon Flame
iniciou sua performance em meio ao início dos trabalhos no
open bar. Sergio Sgai e Camila Pires (V), Dexter (G), Danilo
Perecini (B), Leandro Freitas (K) e Ronaldo Lopes (D) fizeram
sua primeira performance na casa, interpretando músicas do
Rhapsody. No geral nunca fui um apreciador da banda em si
porque considerava que eles utilizam muitos recursos em estúdio
que não podem ser levados ao vivo, fazendo apresentações abaixo
do nível de estúdio. Mas considerando a performance do Dragon
Flame, não há o que discutir a qualidade dos músicos. Frontman
de qualidade, atuações individuais destacáveis (principalmente
de Leandro, Danilo e Dexter) e participação ativa do público,
podendo considerar a primeira melhor apresentação de heavy
da seleção do Metal Revolution Battle sem sombra de dúvida.
Em meio ao atraso no palco principal, a Das Sehnsucht fizera
sua primeira apresentação nessa fase de reformulação na qual
permaneceram dois itnegrantes apenas. Jeffy, Danilo, Luiz,
Leandro e Alex (desculpe por algum erro mas esses nomes constavam
na lista de entrada da casa, visto que na comunidade do orkut
não relação de line up) trouxeram a banda eleita melhor cover
de 2008 pelo Hospício Morcego de Ouro e meio a interpretação
de petardos do Rammstein como Mein Teil e
Sonne, posso dizer que a banda desceu um
degrau no quesito qualidade com relação a formação anterior,
evidentemente devido as recentes mudanças, mas pelo potencial
demonstrado pelos novos integrantes bastam mais ensaio/shows
para elevarem seu nível ao patamar do ano passado (eu mesmo
conversei com um dos integrantes remanescentes dizendo isso
e resalto o profissionalismo ao extremo por não terem cancelado
NENHUMA apresentação mesmo com tantas alterações de line up).
Nota para a participação quebra galho de Luis na segunda guitarra,
que em dado momento teve de deixar a apresentação devido ao
show do Unspoken, sua banda principal. De fato, quando Luiz
deixou o palco principal e chegou ao palco Dark, a Dragon
Flame culminava sua performance... Passados alguns minutos
(cerca de meia hora), a Unspoken do citado vocal, mais Cristiane
(V), Vinny Brasi (K), João ‘Ponêis’ (B), Danilo e Thiago (G)
e Marcos ‘Pirata’ (D) levaram aos presentes seu repertório
calcado na carreira da banda italiana Lacuna Coil. Entre tantas
músicas apresentadas, destaque para Swamped e
Enjoy The Silence, além da participação ativa
do público em meio a interação da banda com o mesmo, especialmente
os dois vocais (a típica apresentação em que a relação pista/palco
faz a diferença). Já no andar térreo, um novo debut da noite.
A Edge of Paradise de André Vëon (V), Josuel Oliveira (G),
Fabio André (K), Luis Warchild (B) e Ronney Thiago (D) estreiou
não apenas na Ocean como nos palcos em geral. Interpretando
petardos de Moonspell e Paradise Lost, além de conter um rol
de músicas próprias, faixas como Abismo e
Noturna foram bem executadas, mas tanto vocal
quanto a maior parte do público se soltavam durante as músicas
do Paradise Lost. De uma forma geral, mesmo com o nervosismo
comum da estréia, o conjunto demosntrou ter qualidade, com
destaque para a dupla de guitarristas e o baterista Marcos
'Pirata' e sua interação constante com os presentes.
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A Ocean Club recebeu pela primeira
vez a banda Bell’ Art, no palco principal. Beatriz Fornaciari
e Leo Marcon (V), Anderson e Rodrigo Cavallaro (G), Carlos
Eduardo (B) e Felix Quispe (D) trouxeram ao público um repertório
calcado em clássicos de David Bowie, Placebo e Smashing Pumpkins,
set agradável a maioria dos presentes pelo próprio estilo
do evento, com destaque para dupla de vocais, até porque minha
maior surpresa fora ver o Leo Marcon do Snake Venom (banda
que interpreta metal tradicional como Judas, Manowar, Dio,
entre outros) atuando com uma sonoridade tão diferente. No
dado momento, a sala de jogos transformada em cinema, atraia
mais público com distribuição de pipoca e cola aos presentes
do que o open bar em si, mesmo que o público não prestasse
tanta atenção em filmes como Matrix apresentados no telão.
No final das contas estes sairam ganhando pois no palco Dark
literalmente havia uma tragédia anunciada, a performance do
Tragedy Of Memories com interpretações de Within Temptation,
composta pela line up Gabrielle Adel e David (V), Marcel (G),
Fire (B), Rodrigo (K) e Diego (D). Vamos aos pontos pelo qual
designo como tragédia anunciada: primeiro pelos músicos de
outras bandas reunidos na pista sabendo o que presenciariam,
passando por Dark Wings com falta de sintonia entre vocal
e instrumental, depois o anuncio de Gabriele que o baterista
e o guitar haviam sido trocados (desculpe se há erros nos
nomes dos integrantes mas os mesmos foram conseguidos na comunidade
da banda) para assim sabermos o porquê de vermos alguns erros
no instrumental que era o que se salvava na banda em si; seguiram
Angels, Ice Queen com um uivo no refrão e o fundo do poço
exatamente na última faixa em questão, Mother Earth e a introdução
com 'oh oh' que parecia interminável. Nesse meio tempo houve
papel atirado, pipoca, cerveja, trenzinho na pista, um verdadeiro
circo de horrores celebrando o que se via em palco pela mestre
de cerimônias Gabriele no 'picadeiro' da Ocean Club (ainda
bem que o open bar fora extendido em uma hora, estando em
funcionamento até às 4hs rsss). Retornando as boas apresentações,
a Lost Boys de André Meister (V), Homero Cooper e Magoo (G),
Nicolas Rizzo (B) e Cleber (D) trouxe ao palco principal petardos
do 69 Eyes. Mesmo com o horário e primeiros sinais de cansaço
por parte do público, a banda demosntrou muita segurança on
stage, apresentando um set coeso e vocal alinhado tanto na
questão voz quanto postura, uma verdadeira amostra de experiência
de palco. Na sequência, outro debut na casa, também no palco
principal. A banda Evidencia do Fim apresentou um set calcado
em sucessos dos anos 80. Em meio a boa performance principalmente
do vocal, o que despertou curiosidade dos presentes fora a
presença de um rapaz em posição duvidosa no meio do palco,
arrancando risadas do público (desculpe a falta do line up
e maiores infos a respeito da banda, pois a mesma deu os nomes
na lista de entrada assim que chegou na casa, minutos antes
de seu horário, e como não contava mais com sua apresentação,
fiquei mais tempo na pista Dark assistindo apenas a última
música deles). Fechando a noite no palco do subsolo, a Antichrist
Superstar retornou ao Ocean para ao lado de seus amigos do
Mechanical Animals cujo vocal aniversariava na dada noite
apresentaram um repertório baseado na carreira de Mr. Manson.
Candy Manson (V), Twiggy Ramirez (B), Death 5 (G), Ginger
(D), Madonna (K) e Leo (Backing Vocal) executaram faixas conhecidas
do Antichrist Superstar como Beautiful People e Sweet Dreams,
sendo que os dois frontmen no palco geraram comentários distintos
do público direcionados a mim: tanto me falaram que dois vocais
não estavam dando conta do recado como também elegeram aquela
a melhor apresentação da noite devido aos dois singers. No
geral classifiquei como uma boa performance com destaque para
participação do público.
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SELEÇÃO DARK MOVIE
Exceto
as indicações ao Dragon Flame que possue músicos com boa técnica
individual além de ser uma das duas únicas de metal da noite
(por isso o título de melhor banda heavy), e as indicações
para vocal e baterista que celebram a mescla de presença de
palco com qualidade técnica, as indicações para Unspoken e
Antichrist Superstar tenderam principalmente para o ponto
presença de palco e participação do público. Ambas precisam
melhorar em algum ponto específico para primeiramente serem
consideradas as melhores nas bandas que coverizam (Lacuna
e Manson), porém a sintonia com o público fizeram o diferencial
nas performances desse Dark Movie que não teve uma apresentação
que fosse indicada de forma unânime como a melhor da noite.
Vocal Feminino: Cristiane
(Unspoken)
Vocal Masculino: André Meister (Lost Boys)
Guitarrista: Dexter (Dragon Flame)
Baixista: Danilo (Dragon Flame)
Baterista: Ronney Thiago (Edge Of Paradise)
Tecladista: Leandro (Dragon Flame)
Banda Heavy Metal: Dragon Flame
Banda Gótico/Industrial/Dark: Unspoken e
Antichrist Superstar
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AGRADECIMENTOS
- Gothz Newz pela produção do evento, em especial ao Bruno
Rufinoni, Ernesto Machado, equipe do open bar e som
- Bandas com quem tive ótimo relacionamento, em especial a: Das
Sehnsucht, Bell' Arte, Lost Boys, Antichrist Superstar, Unspoken,
Purgatory e Dragon Flame
- Tanta gente que encontrei/conheci por lá, vamos com a lista: Sapo,
Rodrigo, Bernoldi, Alanna, Renan, Lu, Lilian, Renata 'meu amore' (rsss),
Sombra, Elvis, Jack, Clayton Machado, Harlequin Noctambulo e seu pessoal,
Gê do Noctra, Suelem, músicos da Delphic Oracle, Regina (que saudades!),
Janaina, além das pessoas com quem conversei mas para variar, não
gravei nome (rsrs) |
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