CLASSIC
'N HARD
OCEAN CLUB, SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz e July (metalrevolution.net)
Em
sua segunda edição no ano de 2009, o Classic N’ Hard contou com em seu
line up com a presença inédita na Ocean Club da banda Destroyer, mas
o festival não se resumiu ao Kiss cover brasileiro oficial... Contando
com os debuts na casa das bandas Fire Kiss e Diezel, o retorno ao local
de Hidden Toys, Lost Highway e LosTower, além da presença sempre marcante
de Sexness, Rock N’ Huntin’, Hard Rock Tribute, Poison Heart, os pouco
mais de 500 presentes ainda contaram com o tradicional open bar da casa.
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Primeira banda
a se apresentar nesta edição do Classic N’ Hard, a Lost
Highway trouxe seu repertório regado a músicas do Bon
Jovi. Douglas (V), Leo (B), Helder (G), Gustavo (K) e Biazi
(D) executaram em meio a altos e baixos de alguns integrantes,
faixas como You Give Love A Bad Name, Born To Be My Baby, Have
A Nice Day, It’s My Life, Wanted Dead Or Alive e Runaway com
destaque para a dupla Helder/Gustavo e uma atenção especial
para erros cometidos pelo baterista Leo e ‘forçadas de barra’
(para ser bem camarada) do vocal Douglas. Em meio a abertura
do open bar, o Fire Kiss de Fábio ‘Angel’ On
Fire (V), J. Fire (G), Anderson (D), Kiky (B) e Thiago (K) trouxe
aos presentes um set calcado na trajetória de Def Leppard e
Van Halen (Panama, Talkin’ About Love e Jump por exemplo). A
banda conseguiu empolgar o público, o qual apenas deixou a pista
passada mais da metade de sua performance, quando se deram conta
do início da apresentação da Destroyer no outro palco. O vocal
Fábio performático incitou o público constantemente, assim como
J. Fire na guitarra teve boa atuação, no geral um bom show (PS.:
destaque para os comentários sobre música do Roupa Nova vindos
do público, uma ironia destinada em especial ao guitarrista
J., popular entre o público hard que frequenta a casa).
Um das bandas mais conhecidas entre
as covers de São Paulo, completando 26 anos de idade nesse ano
(é de 1983 assim como eu), a Destroyer subiu
ao palco da Ocean Club pela primeira vez. Em meio a expectativa
pela sua apresentação eis que sobem ao palco Tutú Simmons (B),
Rodrigo Frehley (G) e Léo Criss (D). Mas perae, cadê o vocal/guitar
que interpreta o Paul? Segundo o 'frontman da noite' Tutú Simmons,
Fábio Stanley se acidentou em show passado e por esse motivo
não se apresentou na Ocean Club. O baixista se desculpou constantemente
em nome da banda dizendo que em anos de carreira fora a primeira
vez que havia acontecido tal situação, mas conseguiu incitar
o público ora com faixas em que a voz de Gene Simmons prevalece
(Lick It Up por exemplo, foi citada pelo músico como faixa que
nãos eria apresentada de forma alguma) como Nothin’ To Lose,
Shock Me, God Gave Rock And Roll To You, Black Diamond, Destroyer
e Rock And Roll All Nite, mais algumas tidas ‘improvisações’
com trechos de vários clássicos de outras bandas (Rodrigo Frehley
deu um show a parte nesses momentos) e a performance de Tutú
cospindo sangue, além da participação especial em dado momento
da vocal Kell Kiss (Black Tiger). Detalhe para a pista que encheu
aos poucos conforme o público que se aglomerava no open bar
dava conta de que a Destroyer havia iniciado sua performance.
Finda a apresentação do Kiss cover, boa parte do público se
direcionou ao open bar e pdueram conferir o final do show da
LosTower. Anunciada como cover de Scorpions
e Motley Crue, confesso que pude conferir apenas as versões
para Kick Start My Heart e We're Not Gonna Take It (Twisted
Sister) executadas por Peter Hellmachine (V), Killer (G), Teddy
(B) e Saulo Master (D). Mas para dizer a verdade, ainda bem
que pude conferir apenas isso... A banda mostrou-se um tanto
quanto desorganizada no palco, tentando compen-
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com uma performance incitando o público, mas na minha opinião pessoal,
os erros se sobressaíram a presença de palco. |
Retornando aos palcos da
Ocean Club, a Sexness de Renato Quinto (V), Thiago
Bach (G), Edu Magossi (B) e Jean Antoni (D) trouxe aos presentes um
repertório integrado por boas composições do Poison como Every Rose
Has Its Thorn e I Want Action. Banda redondinha, som limpo e presença
de palco, impossível apontar destaque individual, da performance do
vocal Renato até a participação atuante do guitar Thiago, passando pelo
feeling do baterista Jean e do baixista Edu. Detalhe para problema enfrentado
pela banda com a falta de um certo item (da bateria se não me engano)
para o qual a banda contou com a ajuda do guitarrista Filippe da Hard
Rock Tribute. E falando nesa banda, a vocal Debby acabou se atrasando
(saída do trabalho direto para a Ocean) e portando, após ser contactada,
a Rock N' Huntin' adiantou sua apresentação no palco
Dark. Ao ver o início da performance de Alanna Almeida (V), Rafael Picarone
e Rodrigo Santos (G), Bruno Giacomoni (B) e Thiago Marques (D) a primeira
pergunta que me veio a cabeça foi 'porque eles não estão no palco principal?'.
Questionamentos a parte, a banda demonstrou um feeling com o público
que fez o diferencial, não apenas o repertório fora bem escolhido como
a adequação do set em decorrência do curto espaço de tempo conforme
o pedido do público foi de se tirar o chapéu (como diria Raul Gil rsss).
Tanto em clássicos como Aces High, Burn, Fool For Your Loving e Run
To The Hills quanto na faixa autoral Bad Girl (destaque para seus riffs
marcantes) os músicos mesclaram técnica com presença de palco marcantes.
A atuação da vocal Alanna continua sendo um diferencial, mas dessa vez
gostaria de citar especialmente as atuações do guitar solo Rodrigo Santos
e do baterista Thiago Marques, destaques em meio ao som bem executado
desse nome emergente em termos de banda tributo.
Debutando nos palcos da
Ocean, a banda Diezel trouxe ao palco principal seu
repertório próprio mesclado com petardos das antigas. Se a princípio
boa aprte do público não conhecia a banda, com o início da performance
de Rafael Louzada (V), Caio Muller (G), Mateus Chiavassa (B) e Hugo
Hatano (D), os presentes logo interagiram com a banda que mesclou músicas
própria (cantadas em portugues) com versões para clássicos ao seu estilo
como Come On Feel The Noise e Crazy Train (que considerei ter ficado
muito boa!). Como auto-intitulam, suas músicas abordam temas relacionados
a mulher e Rock And Roll, sonoridade agradável, suja, que chama atenção
do púbico, culminando em uma apresentação muito boa. Já no palco Dark
com a atrasada vocal Debby já a postos, a Hard Rock Tribute
pôde executar seu set com músicas do Skid Row e Cinderella.
A line up formada por Sweet Ibanez (B), Théo Machado (D), Filippe Farias
(G), Mr.Zeo Ariel (K) além da citada vocalista, inicialmente escalados
para ser a segunda banda no palco Dark acabaram sendo a penúltima da
noite no mesmo andar. A HRT teve uma performance muito boa no geral
devido ao entrosamento da banda, destaque para atuação da ‘vocal atrasada’
(vou pegar no pé durante muito tempo por esse motivo... rsss) e do guitar
Filippe que demonstrou um feeling impressionante no palco em músicas
como 18 And Life (cadê minha ruiva nessa hora...), I Remember You, Youth
Gone Wild, Shake Me e Nobody Fools.
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Para encerrar a
noite, duas das melhores apresentações do evento. A Hidden
Toys apresentou-se pela segunda vez na casa, com a
formação Felix (V), Marcus (B), Marcel (D), Felipe (G) e Gabriel
(K) interpretando clássicos de Whitesnake e Led Zeppelin. Performance
muito boa, músicos integrados executando muito as músicas de
maneira uniforme, em especial o guitar Felipe e o tecladista
performático Gabriel que deixa seu estilo próprio em cada faixa
executada, mas o grande destaque fica para o performático vocal
Felix, não apenas em clássicos do Whitesnake/Purple originalmente
na voz de Coverdalle como Fool For Your Loving, Cryin’ In The
Rain (espetacular atuação do vocal), Here I Go Again e Burn,
como Whole Lotta Love, Rock And Roll (Led Zepellin) e Rock You
Like A Hurricane (Scorpions). Já no palco Dark, os sempre empolgantes
Poison Heart, fiéis detentores da palavra banda
cover, apresentaram sua performance pragmática de Ramones. Fábio
(V), Giuliano (G), Júlio (D), Flávio (B) literalmente agitaram
o público com boa performance de palco, mesmo os mais cansados,
através de petardos como Rock And Roll Radio, I Wanna Be Sedated,
The KKK, Gimme Gimme, Rockaway Beach. Destaque não apenas pela
fidelidade ao original tanto na questão sonoridade quanto performance
de palco, mas também para o detalhe do guitarrista Giuliano
que se apresentou com a mão ensanguentada devido a um pequeno
acidente antes do início do show.
SELEÇÃO
CLASSIC 'N HARD
Ao lado da cobertura anterior válida pelo MR
Battle (a última edição do festival HardEvil), posso considerar
este o melhor evento de 2009 até o momento em termos de qualidade
do cast, nomes conhecidos e de qualidade que geram uma dor de
cabeça insuportável no momento de selecionar os melhores da
noite. Citando as particularidades que levaram as minhas escolhas
abaixo, posso dizer que estas foram essenciais para apontar
a seleção do Classic ‘N Hard pois diria que 80% das apresentações
teve um nível elevado por cima, muito difícil apontar apenas
um nome, salvo algumas exceções. A primeira trata-se do baixista
Tutu Simmons que assumiu o posto de frontman devido ao problema
do vocal, chamou a responsabilidade e no conjunto presença-execução-interação
foi o melhor baixista da noite inquestionavelmente; da mesma
forma o tecladista Gabriel com participação ativa em todas músicas
executadas pela Hidden Toys. Quanto a escolha da vocal feminina,
sinceramente quando Alanna e Debby estão em noites inspiradas
não tenho como definir a melhor, apenas dividir o posto... são
estilos diferentes que se encaixam perfeitamente na sonoridade
de suas bandas que primam pelo entrosamento entre bons músicos,
o que geralmente resulta em apresentações agradáveis de se assistir.
Já no posto de vocal masculino, o Felix é um show a parte, está
em um nível diferente na questão presença de palco, um verdadeiro
show man; já Fábio se destaca pelo fato da Poison Heart ser
uma bandeira da banda cover fiel ao original, sua postura e
atuação no palco possuem um míni-
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mo
de 90% idêntico ao Ramones. Com relação as atuações de baterista
e guitarrista, poderia citar vários outros que não estaria cometendo
equívocos, devido ao nível (cito novamente porque foi o que mais
me deu dor de cabeça rsss) alto das bandas: Helder (Lost Highway),
J. Fire (Fire Kiss), Jean Antoni e Thiago Bach (Sexness), Caio
Muller e Hugo Hatano (Diezel), Filippe Farias (HRT), Marcel (Hidden
Toys) e o ensanguentado Giuliano (Poison Heart). Já as escolhas
de melhores bandas da noite foram especificadas pelo número de
indicações individuais mesclado com a participação do público
nas apresentações.
Vocal Masculino:
Fábio (Poison Heart) e Felix (Hidden Toys)
Vocal Feminino: Alanna Almeida (Rock N' Huntin')
e Debby Hard Girl (Hard Rock Tribute)
Guitarrista: Felipe (Hidden Toys), Rodrigo Frehley
(Destroyer) e Rodrigo Santos (Rock N' Huntin')
Baixista: Tutú Simmons (Destroyer)
Tecladista: Gabriel (Hidden Toys)
Baterista: Thiago Marques (Rock N' Huntin')
Banda Hard/Classic Rock: Destroyer, Hidden Toys
e Rock N' Huntin'
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AGRADECIMENTOS
- Equipe Hard 'N Roll pela produção e realização do
evento, em especial ao Bruno, Ernesto, todo pessoal
da segurança, DJ's e barmen
- Bandas com quem tive ótimo relacionamento, em especial a Rock
N' Huntin', Hidden Toys, Poison Heart, Hard Rock Tribute, Sexness,
Fire Kiss, Lost Highway
- Público com o qual tive contato durante a cobertura: Rodrigo
'cunha' (rsss), Leandro, Ricardo, July (fotógrafa de plantão
rsss), Claiton, Gordo, Vinny, Lu, Kell e namorado, Casão Jr.
(rsss), Tommy, Mirella e amigos do bar pós Ocean (rss), Basu
'ressurgido das cinzas', todo pessoal que me encheu a paciÊncia
perguntando da minha ruiva (ahahhaha), além do pessoal com quem
conversei no evento cujo nome eu não recordo ou simplesmente
não sei (kkk) |
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