Com
muita disposição e potência (ainda) na voz, além de interpretar
suas letras de maneira bem intimidadora (as tidas caras, bocas
e caretas) como se estivesse inserido em cada passagem das músicas,
Blaze e banda fizeram um grande e entrosado mesclado do que
a grande maioria queria ouvir (Maiden) e da carreira solo do
vocal, destacando músicas do último e bem trabalhado álbum "The
Man Who Would Not Die".
A banda de apoio a Bayley executou todas as músicas da carreira
solo com bastante perfeição, deixando um pouco a desejar justamente
na hora que o modesto público (em quantidade, porém gigante
na empolgação) esperava, nas boas músicas da fase de Blaze no
Maiden, em especial na música The Clansman. Claro que estamos
falando de discos como The X Factor e Virtual XI, época mais
distinta e sombria da donzela e com mais influências do "All-
Mighty" Mr. Steve Harris nas composições, porém todos que
assistem, exigem por excelência a execução impecável de quaisquer
músicas da donzela; porém longe de estragar o show, afinal,
show para ser único precisa das suas diferenças e peculiaridades.
As músicas executadas dessa época foram os petardos The
Clansman (cantada por todos os presentes), Virus,
Man On The Edge, Lord Of The Flies
e The Edge Of Darkness, intercaladas
com ótimos temas de seus discos solo como The Brave,
Samurai, Blackmailer, Voices
Of The Past (do último álbum) entre outras mais antigas
e não menos cantadas pelos presentes.
É válido destacar que mesmo com uma turnê extensa, com mais
de dez shows em menos de duas semanas, é visível em toda a banda
o prazer e o sangue que todos dão ao tocar cada música e é dessa
essência que um bom show do puro e bom Heavy Metal é composta;
sorte dos fãs que participaram dessa e azar dos que não valorizaram
o retorno ao Brasil deste grande nome.