BILLIARDS ROCK
OCEAN CLUB,
SÃO PAULO - SP
Review por André Luiz & Leandro Albuquerque - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
Início
de ano, primeiro evento de 2009 na Ocean Club, quase um mês depois retornando
para coberturas na casa. Na certa, muitos de nós tivemos histórias para
contar durante esse período de férias, mas sinceramente, como fez falta
esse tempo sem ver os amigos, fotografar... O debut do ano fora um novo
evento intitulado Billiards Rock, o primeiro campeonato de bilhar da
casa, trazendo além do anunciado torneio, o tradicional open da casa
e estrutura que a mesma oferece, algumas atrações que marcaram o 2008
da Ocean na cena heavy/hard como as novas empreitadas da Hard Rock Tribute,
Snake Venom e The Harlots levando o som dos nomes mais conhecidos da
cena metal à casa, Use Your Guns (ex-Suicide Roses) e Bad Boyz levantando
o público hard, Black Tiger e Hard Machine mesclando bom conjunto com
vocal carismático, além do entrosamento e técnica apurada do power metal
de Firaga e Rocket Fire. As baixas da festa foram a o Inner (Pantera)
com apresentação cancelada dias antes do evento e o Hefestus devido
a problema de garganta do vocal Gustavo. Masssss, para quem está acostumado
com as matérias de 2008 do Metal Revolution de autoria única, desta
vez por estar ao lado de uma pessoa que entende sobre música e que além
de tudo trata-se de instrutor de boxe particular do repórter que sempre
está nos eventos (qualquer intenção de dividir surra e afins na próxima
cobertura do estilo não se trata de mera coincidência rsss), além de
uma narrativa um tanto quanto dissertativa, este texto exprime dois
pontos de vista mesclando a opinião de uma pessoa que está acostumada
a ver essas bandas durante mais de um ano de Ocean (André) com a de
um músico/técnico de som que as assiste pela primeira vez (Leandro).
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A abertura da noite ficou a cargo da banda The Harlots, a
qual coverizou Iron Maiden e Metalica. Como nossa chegada
fora ao final da apresentação, presenciamos apenas a execução
final de Aces High e a finalização com Running
Free e após a primeira pausa analítica, os primeiros
comentários que pude ouvir de meu parceiro de cobertura foram
'esse vocal tá meio fora de sintonia, tanto na aparência
quanto na voz que fica um pouco a dever, mas gostei desse
baixista e do guitar solo'. De fato, achei a pista vazia
ao final do show, acredito que devido as proximidades da abertura
do open bar e por se tratar de uma primeira banda... Debutando
no palco 2, a Hard Rock Tribute
fizera uma apresentação especial incluindo novas empreitadas
no set da banda. Logo de entrada com Final Countdown,
pude ouvir o 'a banda é muito boa e a vocal canta muito'.
A opinião persistiu com a execução das faixas 18 And
Life (na qual modéstia parte acho que a Debby dá
um show) e Youth Gone Wild com direito a
problemas na fonte do teclado, mas em I Don't Wanna
Miss A Thing do Aerosmith a situação fora um pouco
diferente: 'poxa vida, tava indo tão bem...'. Ao
final do show, os próprios músicos lamentaram pessoalmente
a execução dessa faixa portanto não há muito o que falar,
mas depois voltaram ao patamar do início de show com clássicos
do nível de All We Are e Panama.
Conclusão final? Manter o nível no material que executa há
algum tempo e se aprimorar nas novas faixas para continuar
arrancando elogios em matérias futuras. Retornando ao palco
principal, o Snake Venom roubara um pouco do público ao final
da apresentação do HRT, mas também pudera, Dio e Judas
Priest no repertório com tantos headbangers na casa... Os
petardos foram do início ao fim do set, faixas como Breaking
The Law, Turbo Lover, Holy
Diver arrancaram coments sobre o 'guitar técnico
se destacando principalmente nos solos', mesma opinião
minha. Já no palco Dark, uma banda a qual eu possuia certa
curiosidade em rever após a tida 'polêmica' ocorrida devido
a matéria da última edição do Hard 'n' Roll. A Black
Tiger desta vez interpretou clássicos de
Kiss e Motley, e em virtude dos comentários de meu parceiro
nas primeiras músicas dentre as quais inclue-se Lick
It Up, prestei mais atenção do que de costume na
apresentação: 'eles possuem um entrosamento instrumental
que segura a banda, a vocal está abaixo do nível deles mas
tem boa presença de palco que compensa a falta de técnica'.
A partir da terceira música, com destaque para God
Of Thunder e Love Gun, a opinião
já mudou: 'me enganei, ela cantou bem essas últimas músicas,
acho que ela entrou meio que na empolgação mas conseguiu cantar
direitinho agora, não é qualquer um que consegue um timbre
como o que ela imprimiu na God Of Thunder e depois retornar
a linha anterior'. Opiniões a parte, em particular destaco
a empolgação do guitar solo que esbanjou carisma on stage,
a doação do músico no palco se vê em sua expressão facial.
No palco principal, um dos principais nomes da cena heavy
paulistana apresentava material do Hammerfall ao grande
público que marcou presença na pista do Ocean. A Firaga fora
bem recepcionada pelos presentes, mas como não podia deixar
de ser, o primeiro comentário que ouvi do parceiro de cobertura
fora relacionado aos trajes dos músicos: 'a primeira coisa
que se vê numa banda quando sobe ao palco trata-se de sua
aparência. Repare nos instrumentistas, todos no estilo metal,
já a camisa do vocal...'. Nessas horas argumentar trata-se
de uma tarefa árdua, mas logo a banda inciou seu set com petardos
do calibre de Riders Of The Storm, Heeding
The Call, Glory To The Brave e Let
The Hammer Fall, e logo ouvi a frase 'melhor
show até agora' pela primeira vez na noite (foram
três no total rsss). 'Os músicos são muito entrosados,
com certeza estão há muito tempo juntos, tocam no tempo certo
estilo guitarras gêmeas. O vocal canta bem e tem carisma,
chama o público pro show. Essa eu colocaria em um evento meu'.
No final das contas, tirando as citações referentes a camisa
do Rodrigo by Leandro Ésperman e suas alfinetadas (rsss),
o comentado nesta matéria reflete o que fora escrito em outras
coberturas da Firaga na Ocean.
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A
terceira e última banda do palco dark se apresentava ao final
do open bar, a Rocket Fire. Executando o power melódico do
Edguy, os covers de Tobias e cia. em faixas como Lavatory
Love Machine, Mandrake, Headless
Of Game e Future World (Helloween)
prenderam a atenção do comentarista de plantão. 'Instrumental
muito entrosado e o vocal de óculos fora simplesmente o melhor
de todo evento, ele é demasiadamente técnico e canta na medida
certa'. O citado 'segundo vocal' realmente surpreendeu,
alcança altos níveis sem desafinar, representou com maestria
o mestre Sammet. Retornando ao palco principal, o qual seria
o único com apresentações apartir de então, a Bad Boyz literalmente
tomava conta da pista (isto quando a mesma não se confundia
com o palco). Interpretando músicas de Bon Jovi e Whitesnake,
o que se viu fora literalmente instrumentistas se doando e
o vocal interagindo constantemente com o público. 'Ele
nem precisa cantar, olha só a presença de palco deles, a banda
sabe o que tocar para incendiar o público, só reparar quando
as pessoas pedem algo, eles iniciam a música e depois dão
a quebrada para retornar ao seu repertório. A melhor até agora'
(nota: segunda vez que o Leandro teceu tal comentário na noite).
Faixas como Always, It's My Life,
Love Ain't No Stranger e Here I Go
Again foram cantadas em uníssono pelos presentes,
que além de invadirem o palco a pedido de Blacksnacke, ainda
deixaram o tecladista 'Jack Sparrow' por alguns minutos sem
chapéu (rss). Na sequência o Hard Machine interpretou faixas
do Velvet Revolver mas nem por isso dedicou exclusivamente
seu repertório aos ex-gunners. Faixas como Ain't Talk
About Love, Dirty Little Thing e
Slither foram bem aceitas pelos presentes
e novamente os elogios ficaram a cargo do frontman: 'com
todos esses trejeitos ele ainda canta direitinho e incita
o público'. Após presenciá-los no Kama Sutra de setembro
do ano passado, esta boa performance não fora uma surpresa...
Encerrando os trabalhos, no palco principal o Use Your Guns,
ex-Suicide Roses, colocou literalmente a casa abaixo, com
uma ótima performance. Petardos do Guns 'n Roses como
Nightrain, Mrs. Brownstone,
It's So Easy, Don't Cry,
Welcome To The Jungle, Knockin' On
A Heavens Door (com J. 'drunked' Fire na guitar rss),
Sweet Child O' Mine e desfecho com Paradise
City fizeram meu parceiro de cobertura permanecer
mudo durante toda apresentação. Ao final, ele só pronunciou
a tida frase, a qual ouvi pela terceira e (enfim) última vez
na noite: 'melhor banda do evento'. De uma forma
geral, houve mudança na line up, no nome, mas o núcleo da
banda permaneceu sem mudanças e este fora o diferencial, apresentação
quase perfeita. Ao fim do primeiro evento da noite, apesar
de uma pequena confusão logo resolvida nas proximidades do
open bar, o evento não teve maiores problemas na questão segurança,
já o open bar ficara um tanto quanto sobrecarregado. O nível
das bandas fora como citei ao início desta matéria, um cast
incluindo alguns dos maiores destaques do ano em eventos na
Ocean, e pelo que demonstraram on stage, tais bandas continuarão
fazendo a alegria do público em 2009.
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AGRADECIMENTOS
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Equipe Hard 'n' Roll
pela produção e realização do evento, em especial ao Ernesto
Machado, Bruno
Rufinoni, Vinny, Leandro 'Bóh', Cleiton e sua Japa (rss), Ingrid,
Daniel, Thiago e todo pessoal da segurança
- Bandas com quem tive ótimo relacionamento, em
especial: Bad Boyz, Hard Rock Tribute, Use Your Guns,
Firaga, Black Tiger e The Harlots
- Leandro
Albuquerque, amigo de infância e comentarista de plantão
- Tanta gente que encontrei/conheci por lá, vamos com a lista: Cris,
Denise, Katri, Lilian, Tata, Renan e Akasha (Nuish),
Rúbia e amigas, J. Fire, Hellchild, Michel e amigos, além do pessoal
com quem tive contato em minhas horas de trabalho (kkk) |
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