YNGWIE MALMSTEEN
HELLOOCH
, CURITIBA - PR
Review por Suelem Rocha - Edição por André Luiz
Fotos por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

No ano de 2007, os curitibanos puderam conferir apresentações de vários músicos de renome internacional aqui na cidade. Os últimos dois meses privilegiaram principalmente guitarristas e apreciadores de guitarra. Depois de Steve Vai, em novembro, quem esteve em Curitiba, no último mês do ano, foi o grande guitarrista sueco Yngwie Malmsteen. Amplamente conhecido, tanto por seu talento musical, quanto por seu “gênio difícil”, Malmsteen possui um público bastante seleto. Seus fãs preferem ignorar o lado pessoal e admirar apenas sua qualidade técnica.

Yngwie Malmsteen - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

O show aconteceu em uma quarta-feira chuvosa, na Hellooch. A casa recebeu um público muito inferior à sua capacidade, aparentando estar praticamente vazia. Às 23h, Yngwie Malmsteen e a banda que o acompanhava subiram ao palco e iniciaram a apresentação com Rising Force. Ao mesmo tempo, os fotógrafos descobriram que não poderiam entrar na área em frente ao palco (conhecida como “chiqueirinho”), que é normalmente reservada a eles. O show seguiu com Demon Driver. A platéia não estava muito empolgada, apenas os fãs mais fervorosos vibravam a cada solo do guitarrista. Na seqüência vieram Bedinere, Cracking The Whip e Adagio.
No chão do palco, havia uma linha que o dividia ao meio. Do lado direito de quem estava assistindo, ficava Malmsteen e um enorme paredão de amplificadores Marshall ao fundo. Do lado esquerdo, ficava o restante dos músicos: Doogie White (vocal), Mick Cervino (baixo), Patrick Johansson (bateria) e Michael Troy Abdallah (teclado). Poucas vezes Yngwie deslocava-se até o outro lado do palco.
Far Beyond The Sun, Paraphrase e Dreaming também fizeram parte do repertório. A platéia ficou mais animada durante Gates Of Babylon, versão para a música do Rainbow. Malmsteen demonstrava seu talento o tempo todo, principalmente pela incrível velocidade com a qual executa suas músicas. Em seguida eles tocaram Baroque And Roll, Exile e Crown Of Thorns. O vocalista Doogie, em certos momentos, conversou com a platéia e agradeceu a presença de todos. Mas ele pareceu um pouco disperso e cometeu algumas falhas durante músicas que cantou.

Yngwie Malmsteen - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

Yngwie Malmsteen - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
A apresentação prosseguiu com Trilogy Suite, Red House Blues e Fugue. Logo após, o baterista Patrick fez um breve solo e já emendou You Don’t Remember, I’ll Never Forget na seqüência. Depois de Locked And Loaded eles saíram do palco e a galera começou a gritar o nome do guitarrista. Eles rapidamente voltaram para executar Black Star, Cherokee Warrior e, finalmente, I’ll See The Light Tonight.
Foram aproximadamente 100 minutos de um show enjoativo. O volume do som estava muito alto e a qualidade também não estava das melhores. O público permaneceu apático a maior parte do tempo. Algumas pessoas até chegaram a ir embora antes que a apresentação terminasse. Apenas os fãs mais ardorosos manifestavam-se com freqüência. Ainda assim, é inegável que Malmsteen possui uma tremenda habilidade com a guitarra. Enquanto se despedia, o guitarrista foi bastante aplaudido.

Yngwie Malmsteen - por Suelem Rocha (metalrevolution.net)

AGRADECIMENTOS
- Assessoria Imprensa Hellooch na pessoa de Ana Paula, pelo profissionalismo demonstrado junto a Equipe Metal Revolution, algo diferente da produção excêntrica do Malmsteen
- Heloisa Vidal da Brasil Music Press por ceder o set list da apresentação
- Suelem Rocha
por driblar os impecilhos impostos pela produção do Malmsteen e nos deleitar com esta matéria