ODYSSEY
HALL , SÃO PAULO - SP
Review e Comentários por André Luiz - Edição por André Luiz
Fotos por André Luiz (metalrevolution.net)
Décima
primeira edição do evento que se tornou o maior da cena gótica paulistana,
tradição posta a prova novamente com a escalação de um novo local para
realização do festival e uma boa line up de bandas e dj's para entreter
o público. Isto tudo unido ao open bar da edição anterior que fora mantido,
a reunião de stands oferencendo desde cds até vestimentas-publicações-utensílios
góticos, entre tantos outros apetrechos. Mas como nem tudo pode ser
perfeito, eis que dessa vez o inimigo do público que lotou o Odyssey
Hall fora um mal totalmente inconveniente a todos naquela noite: o forte
calor do local.
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Psy-Kick
& Moonswhisper (Within Temptation + Epica Cover)
Chegando ao Odyessey, constatei uma grande fila na entrada
do loca, porém não imaginava que do lado de dentro já haviam tantas
pessoas. Após encontros com os responsáveis pelos stands e algumas
dezenas de abanadas (que calor!!!), eis que em meio a uma pequena
'muvuca' no centro da pista devido a queda de uma parte do teto,
a primeira banda inicia sua apresentação na pista principal.
Calcando seu som numa vertente denominada como cyber metal que
on stage nada mais se mostrou do que uma mescla de death com thrash
e pitadas de teclado, o Psy-Kick agradou ao público que curte
um som mais pesado, como este que vos dirige a palavra. Zasvanna
(V), Virus (G/K), Scorn (G), Seven (B) e Error (D) durante cerca
de meia hora demonstraram uma boa performance on stage e em meio
as pausas para alteração no efeito eletrônico, ganharam boa parte
do público com a mescla de riffs e um vocal rasgado, como na faixa
derradeira da apresentação, Reflect. Destaque
pra a presença de palco do guitar.
Marcada como sua última apresentação como banda cover devido problemas
para se adicionar um tecladista na line up, Patricia
Montrase (V), Daniel Cassoli (G), Marcos Alves (B), Ernani (Choir)
e Natasha Escames (Choir) levaram ao palco covers do Epica e Within
Temptation com uma performance única marcante da participativa
vocal que em meio aos problemas de som e até pedidos da produção
para se abaixar o som porque o teto caía (segundo Patrícia), emocionou
os presentes com sua performance em músicas como Cry For
The Moon e Ice Queen e com seu pranto
ao fim da apresentação.
Links:
www.psykick.com.br -
www.moonwhisper.com.br |
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| Comentários
por André Luiz: "Diferente da última edição, este
ano havia um espaço dedicado apenas para música discotecada, o que
acabou por dividir em suas devidas proporções quanto a dimensão
de cada uma as atenções com a pista principal. DJ's conhecidos da
cena underground pauslitana mesclaram o gothic e anos 80 com EBM
durante toda noite, o que transformou a escada de acesso a pista
superior em um local de tráfego obrigatório a todo amante da boa
viagem. Já seguindo a tendência de edições anteriores, a line up
deste ano incluiu uma maioria de bandas com som próprio ao invés
dos já conhecidos covers, um ponto sempre positivo para cena underground.
Outro fator tradicional no Vamp se concentra na variedade de stands
presentes no local, passando desde gravadoras nacionais, até venda
de roupas e utensílios góticas e literatura vampírica." |
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Drama
& Maelström
Proveniente do Rio de Janeiro, executando uma sonoridade
beirando a industrial com uma pegada suja característica, a Drama
(antiga banda Host) seria a terceira banda a subir ao palco da
Odyssey Hall. Formada por Eddie Torres (V), Ninth Schneider (G),
Vinni Torres (B), Alex Porto (D) e o guitarrista exclusivo para
performances ao vivo, Lucas Santos, a banda levantou boa parte
do público com sua performance cheia de energia on stage e suas
letras em português, com destaque para o vocalista. Ao final,
com o pedido da produção, a performance se encerrou de maneira
precoce sem que fosse executada a música Sobre Coisas...
devido a programação do festival, para descontentamento
de alguns que presenciaram a produção dando um tempo a mais anteriormente
para o Moonwhisper devido seus problemas com o som.
Era chegada a hora dos curitibanos do Maelström adentrarem ao
palco. Calcando sua sonoridade em um thrash moderno flertando
com o death o qual é rotulado como dark metal no release da banda,
Alexandre Cegalla
(G), Sergio Mazul (V), Carlos Spinello (B), Felipe Nester (D)
e J. Augusto (K) fizeram o show de lançamento de seu último álbum
em solo paulista, Decline Of The West (lançado pelo selo Force
Majeure Records), no palco do Vamp Festival. A performance iniciada
por Counter-Initiation (Intro) e Decline
Of The West e Obscure, seguiu com o
cover para Finisterra da banda portuguesa Moonspell,
a inédita Modern Slaves, Illuminati,
Dialectics, e culminou com The Fall e
Hades. Primando pela mescla de um vocal forte
com som viril, o destaque individual não poderia ser para outro
músico, a não ser o vocalista Sérgio Mazul com sua performance
on stage.
Link: www.fotolog.com/dramamusic
- www.maelstrom.com.br
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| Comentários
por André Luiz: "Odyssey
Hall, a princípio para mim fora uma incógnita a realização do Vamp
nesse local, porém o que fora desconhecido para mim no início se
tornou uma decepção posteriormente. A casa é grande, comporta um
bom público, a sua ocalização é ótima, mas certos problemas de estrutura
atrapalharam o bom andamento da noite. O que dizer por exemplo,
do pequeno espaço na escada que dava acesso a pista superior, ou
ao corredor estreito que direcionava o público ao bar onde se vendia
a cerveja. Mas nada se comparou ao precário sistema de ventilação,
o local tratava-se realmente de um inferno tamanha intensidade do
calor, não teve uma pessoa sequer que não reclamasse desse problema
o qual considerei, é claro, o ponto negativo da festa." |
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IMAGENS
DA FESTA |
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Sunseth
Midnight & Der Wahnsinn (Rammstein Cover)
Com uma recente porém bem aceita carreira e status de
headliner do evento, o Sunseth Midnight subiu ao palco para demonstrar
o porquê da boa aceitação de sua sonoridade na cena underground
paulistana. Iniciando sua performance com as faixas Stop
Haunting Me, The Night's Still Young,
Say Just Words, Where I Belong
e Loneliness, a banda formada por Jair Saez (V),
Ricardo Campos (G), Theo Vieira (G), Ricardo Piccoli (B), Victor
Visval (K) e Lou Melt (D) agradou ao público com seu rótulado
glam gothic rock. Finalizando a performance, seguiram Lost
Boys, The Bat, o cover para Temple
Of Love do The Sisters Of Mercy e Burning The
Night For You, com destaque para a estréia do novo vocal
e baterista, Jair Saez e Lou Melt respectivamente.
Com quatro anos de existência, vencedores do Morcego de Ouro 2006
e do Gotzh Newz Cover Festival 2007, coverizando o Rammstein com
a qualidade de uma das melhores bandas covers do país, será que
o Der Wahnsinn entrou em palco com o jogo ganho??? Christian Hoffmann
(V), Denis Roosevelt (D), Eloi Aldrovandi (G), Fernando Mazzaro
(G), Leandro Mazzaro (B) e Lucas Picoli (K) mais uma vez fizeram
o seu melhor on stage, proporcionando ao público presente uma
performance digna de orgulhar os alemães que há muito não se apresentam
no Brasil. O set executado iniciou-se com Feuer Frei,
seguiu com Sonne, Ich Will e
quando os primeiros acordes de Du Hast se iniciaram,
nem preciso dizer o que aconteceu... Seguiram Du Riechst
So Gut, Mein Teil, Feueraugen,
Amerika e finalizando, o sempre aguardado momento
da execução do petardo Te Quiero Puta. Façam
uma votação junto ao público para saber qual a melhor apresentação
da noite e vejam quem será escolhido...
Links: www.sunsethmidnight.com
- www.rammsteincover.com
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| Comentários
por André Luiz: "herança
das festas menores da Gothz Newz, eis que a exemplo da décima edição
do festival, o Vamp Festival desse ano teve bebida destilada servida
gratuitamente ao público. O bar em termos de tamanho era consideravelmente
grande, durante boa parte da noite um mínimo de cinco pessoas serviam
os drinks aos presentes, mas o contingente de público atrás de uma
dose no bar, esse sim fora inesperado, ao menos para mim... Talves
fruto do calor, talves da própria sede dos bebedores de plantão
(como eu), o resumo da obra fora que conseguir uma dose nos intervalos
de apresentações na pista principal se tornara tarefa árdua. Como
o acesso ao bar onde se vendia cerveja era um pouco complicado devido
a aglomeração de pessoas e ao próprio tamanho do corredor de acesso,
diria que pegar uma bebida em geral fora um pouco complicado nesse
Vamp, mas os ávidos sempre arrumam uma maneira de saciar sua sede
e permanecer com o pé no lado etílico da vida... rssssss." |
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Principle
Of Evil (Cradle Of Filth Cover)
Com um tempo de estrada na cena local, o Principle
Of Evil enfim marcou presença em um grande evento da Gothz Newz,
dessa vez com a incômoda tarefa de encerrar o Vamp Festival.
Mas diferente da maioria dos eventos, um público considerável
permaneceu junto ao palco e acreditem, mesmo após a maratona
de shows, participou ativamente da performance do Principle
Of Evil! Trajados a rigor, como manda o figurino do Cradle Of
Filth, executaram o setuinte set no palco do Odyssey Hal: Cthulu
Dawn, Dirge Inferno, Burn
In A Burial Gown, Gilded Cunt / Nemesis (destque
para os guitarristas), Mannequin / The Promise Of Fever,
The Principle Of Evil Made Flesh, Satanic
Mantra, Her Ghost Is The Fog, e os
pontos altos da performance, Nymphetamine e
a derradeira From The Cradle To Enslave.
Links: www.thecruelty.com.br
Era chegada às
6hs, sete bandas se apresentaram, vários Dj's executaram seu
set, várias dezenas de litros de destilados foram consumidos
assim como centenas de latas de cerveja, mas no final a sensação
pessoal que fiquei sobre o evento é que este cresceu de mais
para ser realizado em um local fechado como o próprio Odyssey
Hall. Quem sabe um sítio, chacará ou Clube da próxima vez, o
certo é que o público que já marcava presença nas edições anteriores
do evento, com o fim da Thorns Gothic Rave acabou por tomar
o Vamp Festival como evento principal da cena gótica em São
Paulo, e considerando as 2-3 mil pessoas presentes nesta edição,
podemos dizer que esse público merece o melhor da produção em
termos de esforço.
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AGRADECIMENTOS
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Equipe Gothz Newz pela
realização de mais esta edição do evento, em especial ao
Bruno Rufinoni, Ernesto, Tico Curtis, Vinny e Luis
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Todos responsáveis pelos stands
com os quais já tive contato na edição anterior do festival, em especial
ao amigo de longa data Rodrigo Warlock
- Músicos, Dj's, barmen e barwoman
que foram tão gentis na seção de fotos para ilustrar
esta matéria, assim que abordados pelo fotografo beberrão de plantão
rsss
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Público presente que não apenas reconheceu trabalho
do Metal Revolution como foi de uma simpatia incomum, em especial
aos amigos Beth, Noturno, Ale, Vêÿka, Cássio,
Janaína, a sumida Janete
e claro, minha irmã Tatiane pelo auxílio
na matéria |

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