THRASH
'TILL DEATH FEST
DROWNED, JUGGERNAUT, JAILOR,
CRUCERA, ARSENAL E NECROPSYA
HANGAR
BAR , CURITIBA - PR
Review por Suelem Rocha - Edição por André Luiz
Fotos por Suelem Rocha (metalrevolution.net)
No
ano passado, a primeira edição do Thrash Till Death Fest contou com
a participação de quatro bandas curitibanas, além de trazer como atração
principal o grupo paulista Torture Squad. Desta vez, participaram do
festival duas bandas locais – Jailor e Necropsya, a pontagrossense Crucera,
as catarinenses Arsenal e Juggernaut e como headliner veio a mineira
Drowned. O local escolhido para o evento foi o Hangar bar. O início
dos shows estava previsto para as 22h, mas só começaram realmente um
pouco depois das 23h.
 
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A abertura ficou
por conta da banda curitibana Necropsya. Eles já haviam participado
da primeira edição deste festival e novamente fizeram uma ótima
apresentação. Henrique Vivi (B/V), Henrique Bertol (G) e Celso
Costa (D) tocaram algumas músicas próprias e dois covers. O primeiro
foi Cowboys From Hell do Pantera, no qual Henrique cedeu seu microfone
para que alguém da platéia cantasse. Quem subiu ao palco foi um
vocalista de outra banda de metal extremo aqui da cidade, que
se sentiu bem à vontade para soltar a voz, e manteve a empolgação
da galera. Em seguida, o vocal original retomou seu posto e eles
tocaram Caught In a Mosh do Anthrax, que também fez o público
agitar bastante. Entre as músicas próprias, a maioria já era conhecida
da platéia, com destaque para Destroy, que fez todo mundo bater
cabeça.
Set list: “Skullcrusher”, “Easy Target”, “The TV Messiah”,
“Black World”, “Destroy”, “Distorted Society”, “Cowboys from Hell”
(Pantera), “Caught In A Mosh” (Anthrax).
Na seqüência, subiram ao palco os catarinenses
do Arsenal. O grupo já se apresentou em vários festivais em seu
estado, mas esta foi a primeira vez que eles estiveram em Curitiba.
Giovani (V), Jesse (G), Ricardo (B) e Rodrigo (D) vieram mostrar
seu trabalho, que foi muito bem recebido por aqui. Além de músicas
próprias, eles também tocaram covers do Kreator (Betrayer) e do
Testament (Over The Wall). Na platéia havia várias pessoas que
vieram de Santa Catarina para prestigiar o festival. Assim que
o grupo começou a tocar, a quebradeira foi geral. Rodas foram
se abrindo, os mais exaltados subiam e se jogavam do palco; a
galera mostrou que realmente estava curtindo o show. Isto só comprovou
o quanto o público catarinense é insano e um dos que mais apóia
o próprio cenário.
Set list: “Sad Wind Of Madness, “Fighting In Hell”, “Moral
Concepts”, “Betrayer” (Kreator), “Over The Wall” (Testament),
“Obsession And Rancour”, “Estranged”, “Hostages Of Fear”.
Após um curto intervalo, começou a apresentação do trio
feminino Crucera, de Ponta Grossa. Criada no final de 2004, a
banda passou por algumas mudanças em sua formação e atualmente
é composta por Camila "Knox" (B/V), Stephanie Diana
(G) e Tatiane Mianti (D). Elas tocaram algumas composições próprias,
entre elas Mallory Knox (música inspirada nesta personagem do
filme Assassinos por Natureza) e covers do Slayer (Evil Has No
Boundaries e Antichrist) e do Obituary (By the Light). As garotas
mostraram não só muita competência como também uma ótima presença
de palco. A platéia, que neste momento ainda estava relativamente
numerosa, agitou bastante durante o show.
Set list: “Dead Wife”, “Liar”, “Redenção”, “Mallory Knox”,
“Evil Has no Boundaries” (Slayer), “Antichrist” (Slayer), “By
the light” (Obituary). |
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Depois veio a banda curitibana Jailor, que está na ativa
há quase dez anos e já é bem conhecida entre os thrashers curitibanos.
Assim como na primeira edição do festival, eles novamente apresentaram
várias músicas do cd Evil Corrupts (2005), e um cover do Slayer:
Angel of Death. Porém, desta vez eles trouxeram algumas novidades.
Este show marcou a estréia do novo baterista, Marcão Thrash, que
já demonstrou bom entrosamento com o grupo. Os demais membros
permaneceram inalterados - Flávio Wyrwa (G/V), Daniel Hartkopf
(G) e Emerson Niederauer (B). E também, eles tocaram uma música
inédita, que fará parte do próximo álbum da banda.
Set list: “Timeline of Massacre”, “Corpus Christ”, “The
Need Of Perpetual Conflict”, “Evil Corrupts”, “Steps to Hell”,
“Angel Of Death” (Slayer), “Jailor”.
Por
volta das 3h, teve início o show do Juggernaut. Apesar de ser
uma banda nova, com aproximadamente dois anos de carreira, ela
vem se destacando como uma das melhores bandas de thrash metal
catarinenses. Com a turnê Thrashing on the Edge, o grupo já passou
por diversas cidades brasileiras e também por outros países da
América do Sul para divulgar seu trabalho. Eles fazem um thrash
com influências de bandas como Destruction, Kreator e Death e
até um pouco de metal progressivo. Durante a apresentação foi
possível conferir uma ótima performance dos músicos Daniel Justen
(B/V), Célio Jr (G), Fabrício Duwe (G) e Carlos Lana (D). Eles
executaram várias músicas de seu debut álbum, Lines of the Edge,
lançado no final de 2006. Infelizmente não havia muitas pessoas
na platéia e a maioria dos que lá estavam já não tinha mais muita
energia pra agitar, mas presenciaram um show muito bom.
Set list: “Anytime It Will Be Over”, “Xenophobia”, “Lines
Of The Edge”, “Holy Lie”, “Nailed To The Cross” (Destruction),
“A Question To Be Answered”, “No More Selfishness”.
Por último chegou a vez da banda mineira Drowned. Eles
fazem um som influenciado por várias vertentes do heavy metal,
incluindo thrash, death e progressivo. Desde 2001, quando foi
lançado seu primeiro álbum, Bonegrinder, o grupo vem gravando
a cada ano um novo registro. Neste show eles vieram divulgar o
álbum Bio-Violence, que foi lançado em setembro de 2006 e tem
recebido muitos elogios tanto do público quanto da mídia especializada.
Lamentavelmente, haviam pouquíssimas pessoas na platéia acompanhando
a apresentação, que começou aproximadamente às 4h30m. Mas os integrantes
Fernando Lima (V), Kerley Ribeiro (G), Marcos Amorim (G), Wesley
Ribeiro (B) e Beto Loureiro (D) demonstraram muito profissionalismo
e fizeram um grande show. Eles executaram várias músicas do cd
Bio-Violence, entre elas New Rome Arises, The
Fossil Target, Genesis Of Chaos, People
Born To Hate People e Drown The Revolution.
Também tocaram Learn To Obey, que faz parte da
demo Where Dark And Light Divide (1999), AK-47
do álbum By The Grace Of Evil (2004) e Who Is The King
do Bonegrinder. Após quase 1h de show, eles se despediram agradecendo
a presença e o apoio do público.
Quanto ao evento
no geral, um dos pontos negativos foi o atraso no início dos shows,
o que contribuiu para que a última banda tocasse para um público
bastante reduzido. Outro problema foi a péssima regulagem do som,
que prejudicou muito o desempenho das bandas. Mas isso não impediu
que a galera curtisse as apresentações e que o festival fosse
bem aproveitado.
A exemplo da edição anterior, o 2° Thrash Till Death Fest reuniu
algumas das melhores bandas de thrash metal nacionais, todas elas
de músicas próprias, dando ao público a oportunidade de conhecer
ou rever o trabalho de cada uma delas. Para quem curte o estilo,
este é um festival imperdível |
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AGRADECIMENTOS
-
Emer (Jailor) pela produção
e organização da segunda edição do festival
-
Suelem Rocha pelo contato para cobertura do evento
e por mais este excelente trabalho gráfico e escrito |

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